Dirigido por Francis Ford Coppola, o filme se passa em plena guerra do Vietnã. O Capitão Willard (Martin Sheen), oficial do exército americano, recebe uma missão secreta: navegar por um perigoso rio, encontrar e matar Coronel Kurtz (Marlon Brando), que aparentemente enlouqueceu e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército de fanáticos.
Existem bons motivos para ficar apaixonado pelo filme. O primeiro deles é o delirante e metafórico roteiro. Adaptado do romance de Joseph Conrad pelo próprio Coppola em parceria com John Milius, a história vai ganhando fôlego a cada seqüência. O segundo bom motivo para enlouquecer com o filme é o encontro entre o Capitão Willard e Tenente-Coronel Kilgore (Robert Duvall). Kilgone é louco, lidera um ataque com seu esquadrão de helicópteros ao som da Cavalgada das Valquírias, de Wagner, e comanda um campeonato de surfe mesmo com os inimigos atirando sem parar!!! É ou não é surreal?!
Mais um motivo para viciar no filme é a enigmática interpretação de Marlon Brando como o Coronel Walter E. Kurtz. O filme tem mais de 3 horas de duração, em duas delas Coppola cria uma expectativa tão grande em relação ao encontro final entre o Willard e Kurtz que cheguei a pensar que essa seqüência decepcionaria. Mas não. A chegada na vila dominada por Kurtz é esplêndida. Os nativos curiosos, crânios jogados pelo chão, corpos em decomposição e, finalmente ele, o Coronel Kurtz. Coppola apresentou-o sempre na penumbra. O engraçado é que essa foi uma exigência do próprio Marlon Brando. O ator não queria fazer o filme porque estava 40 quilos acima do seu peso normal, andava freqüentemente bêbado, admitia não ter lido o script e nem o livro em que Apocalypse Now foi baseado. Ele acabou entrando no filme e o resultado é show!
Depois de vê Apocalypse Now, suas opiniões sobre os filmes de guerra nunca mais serão as mesmas. Precisa dizer mais alguma coisa? Grande Coppola!
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