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domingo, 15 de novembro de 2015 às 21:49

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007 Contra Spectre: uma briga de gerações pelo controle da espionagem britânica

Nota 2/5
007 Contra Spectre
O preço da liberdade é a eterna vigilância. A frase moldou os últimos dois séculos da nossa sociedade. Mas eu diria que o terrorismo e a revolução tecnológica modificaram essa máxima. Hoje, o preço da liberdade é a eterna detenção. O debate sobre vigilância foi superado, dando lugar à discussão sobre o tipo de carceragem que desejamos. Queremos ser controlados pelo Governo? Qual Governo? Uma coalizão entre países? Quem deve nos controlar? Homens? Máquinas?

Para alguns poucos, uma vodka martini batida, uma pistola automática e um possante são suficientes. James Bond (Daniel Craig), por exemplo, nunca reclamou da vida que leva. Mas em 007 Contra Spectre, o agente secreto se torna obsoleto. O governo britânico cria uma tecnologia global de espionagem, encerra a divisão do MI-6 e declara oficialmente encerrada a carreira de James Bond. Apesar disso, 007 conduz uma investigação pessoal sobre uma misteriosa organização chamada Spectre, fechando o ciclo iniciado em "Cassino Royale".

007 Contra Spectre 007 Contra Spectre

sábado, 29 de setembro de 2012 às 13:22

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Prometheus: a busca por respostas no Jardim do Éden termina na origem da Quadrilogia Alien

Nota 5/5
Prometheus
Nessa quinta-feira a humanidade testemunhou uma descoberta que pode mudar o curso da nossa história. A sonda Curiosity encontrou na superfície de Marte evidências de que, no passado, houve água corrente no planeta vermelho. A NASA explicou que o cascalho aponta um curso d'água que "corria vigorosamente" pela área, localizada entre a borda norte da cratera Gale e a base do Monte Sharp. E esse é o ingrediente que faltava para provar a existência de vida extraterrestre. E agora, quais as implicações dessa descoberta?

Prometheus, novo filme Ridley Scott, tem as respostas. Nele dois cientistas encontram uma conexão entre pinturas de diferentes eras. A partir desse achado, desenvolvem uma teoria sobre a existência de vida em um planeta de outro sistema solar. Eles então iniciam uma expedição interestelar na nave Prometheus, composta por mercenários, bilionários e um robô humanóide. Depois de uma longa hibernação, a tripulação chega ao planeta em 2093, encarando de frente os perigos e descobertas desse Jardim do Éden.

Prometheus Prometheus

domingo, 12 de agosto de 2012 às 15:23

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Battleship - A Batalha dos Mares: apesar da carga ideológica, uma exuberante invasão alienígena

Nota 4/5
Battleship - A Batalha dos Mares
O cinema é uma ferramenta usada pelo EUA para exercer dominação cultural em todo o mundo. Em alguns países esse poder ultrapassa a fronteira do interesse público. Como mostrado no livro "A Invasão Cultural Norte-Americana", o Tio Sam usa tanto pressões diplomáticas, sanções econômicas e campanhas publicitárias, como ainda operações secretas e intervenções militares. Nesse cenário, os filmes têm o importante papel de implantar subliminarmente em nossas mentes uma espécie de homologação ideológica.

Uma pitada desse método é Battleship - A Batalha dos Mares, um filme claramente financiado pelas Forças Armadas americanas. A história praticamente nos convoca ao alistamento militar. O protagonista é Alex Hopper (Taylor Kitsch), um rebelde oficial naval da marinha. Ele é noivo de Sam (Brooklyn Decker), filha do severo almirante Shane (Liam Neeson). Ao lado dela, do irmão Stone (Alexander Skarsgaard) e da especialista em armas Cora Raikers (Rihanna), o rapaz tentará combater uma misteriosa força alienígena que desembarca na Terra em pleno alto mar.

Battleship - A Batalha dos Mares Battleship - A Batalha dos Mares

domingo, 5 de fevereiro de 2012 às 14:08

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Cavalo de Guerra: visão romântica de uma das maiores tragédias da história da humanidade

Nota 4/5
Cavalo de Guerra
Em 1914 estourou a Primeira Guerra Mundial durante a Belle Epóque, período marcado pelo progresso econômico e tecnológico no mundo industrialista burguês da Europa. Inglaterra, França e Rússia entraram num conflito bélico contra Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro. O Velho Mundo finalmente experimentava o poder destrutivo de metralhadoras, tanques, submarinos, aviões e gases venenosos. Diante dessa evolução armamentista, a Grande Guerra marcou o fim da participação de cavalos no campo de batalha. Os animais já não suportavam o peso de blindados e morriam aos milhares.

O último desses equinos deve ter sido o protagonista de Cavalo de Guerra, filme de Steven Spielberg baseado em romance homônimo de Michael Morpurgo, lançado em 1982. É na perspectiva dele que a história se desenrola. Batizado de Joey, o cavalo inicia sua trajetória na pequena fazenda habitada pelo jovem camponês Albert (Jeremy Irvine). Desacreditado, ele consegue treinar o franzino animal na dura tarefa de aragem de terras pedregosas. Nasce daí uma grade amizade. Mas vem a guerra e com ela o recrutamento de homens e cavalos. O futuro então passa a ser apenas um sonho esquecido.

Cavalo de Guerra Cavalo de Guerra

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 às 22:38

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Capitão América - O Primeiro Vingador: yankee imperialista, revela a essência do verdadeiro herói

Nota 4/5
Capitão América - O Primeiro Vingador
Comecei a gostar de desenho vendo um Capitão América rabiscado na parede da casa do meu primo. Fiquei doido com a combinação azul-vermelho do uniforme. No peito uma estrela gigante dava a imponência necessária ao herói. À frente um grande escudo redondo, com linhas simétricas e limpas. O acessório perfeito, capaz de garantir a guarda numa luta e servir de transporte em diversas situações. Foi a primeira vez que me motivei a copiar uma imagem. Na última página do caderno repliquei diversas vezes o personagem.

Com os anos perdi meu interesse. Passei a enxergar no Capitão América o estereótipo do americano imperialista. A bandeira dos EUA em forma de uniforme, o recrutamento militar, a defesa de um mundo ao modelo yankee. O livro "A Invasão Cultural Norte-Americana" trouxe bons ensinamentos nessa delicada balança cultural. Então passei a repelir todos esses símbolos. Quando a fase rebelde passou, voltei a consumir quadrinhos sem o peso na consciência. Comecei com Superman, Batman, Homem-Aranha, Hulk. Mas inevitavelmente acabaria tendo que me encontrar com o Capitão América.

Capitão América - O Primeiro Vingador Capitão América - O Primeiro Vingador

domingo, 21 de agosto de 2011 às 01:34

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O Besouro Verde: a sádica e audaciosa história do super-herói mais divertido dos quadrinhos

Nota 4/5
O Besouro Verde
Ingênuos e hiperpoderosos. Assim eram os primeiros heróis do mundo. "Super-Homem" (1938), "Batman" (1939), "Lanterna Verde" (1940), todos nasceram na "Era de Ouro" dos quadrinhos. Em comum a linguagem leve e situações engraçadas. As histórias só passaram a ser sombrias nos anos 80, muito culpa de "Watchmen" (1986) e "Cavaleiro das Trevas" (1986). Hoje dão muita importância aos mascarados, tando que alguma adaptações estão entre os filmes mais assistidos de todos os tempos.

Fazendo justamente o oposto, O Besouro Verde resgata os bons e velhos tempos em que os heróis tinham senso de humor. O personagem que dá nome ao filme nasceu em 1936, originalmente numa série radiofônica criada por George Trendle e Fran Striker. Em 1966 o Besouro migrou pra televisão, que curiosamente contava com Bruce Lee no elenco. Só depois que a história foi parar nos quadrinhos, onde finalmente encontrou o sucesso que merecia.

O Besouro Verde O Besouro Verde

sábado, 20 de agosto de 2011 às 15:38

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Transformers - O Lado Oculto da Lua: um traumático experimento pavloviano mecanicamente programado

Nota 1/5
Transformers - O Lado Oculto da Lua
Fui um dos milhões de aficcionados pelos robozinhos da Hasbro que lotaram as sala de cinema ao redor do mundo para assistir "Transformers: O Filme" (2007). Satisfeito, fui embora com a sensação que o filme havia conseguido capturar a essência da brincadeira. Dois anos depois fui vê "Transformers 2 - A Vingança dos Derrotados" (2009). Fiquei decepcionado com a falta de argumentos e a poluição visual. Os pobres Decepticons foram jogados no lixo, como um brinquedo velho.

Tenho uma filosofia de vida que preza pelo aprendizado. Tento não errar duas vezes, por isso prometi não gastar tempo/dinheiro assistindo à terceira parte da trilogia: Transformers - O Lado Oculto da Lua. O problema são as influências. Primeiro foi o pessoal do site Omelete, que falou maravilhas do filme. Depois vieram os amigos elogiando tudo, da bunda da Rosie Huntington-Whiteley ao apelo histórico dado pelo diretor Michael Bay.

Transformers - O Lado Oculto da Lua Transformers - O Lado Oculto da Lua

terça-feira, 10 de maio de 2011 às 20:02

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O Turista: um improvável casal nos mostrando que a felicidade é perigosa e custa caro

Nota 3/5
O Turista
Recente pesquisa da Wharton School, mais antiga e conceituada escola de Administração dos Estados Unidos, apontou taxativamente que sim, dinheiro traz a felicidade. Nessa linha, dois conceituados estudiosos da Universidade de Princeton definiram "o preço": US$ 75 mil/ano (cerca de R$ 11 mil mensais). A revista Planeta (Ed. 463 / Abr-11) repercute os números, concluindo que a fonte mais duradoura de felicidade são os laços entre as pessoas.

O Turista vende essa máxima. O filme é estrelado pela dupla mais quente de Hollywood: Angelina Jolie e Johnny Depp. Inicialmente ela é Elise, uma fugitiva da Scotland Yard. Ele, Frank , se diz um professor de matemática que passeia na Itália. Com o poder de atratividade e convencimento que só ela tem, o potencial idiota acaba sendo seduzido a uma aventura envolvendo a máfia russa.

O Turista O Turista

terça-feira, 26 de abril de 2011 às 02:24

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RepoMen - O Resgate de Órgãos: um futuro em que o consumismo fará parte de nossa sobrevivência

Nota 3/5
RepoMen - O Resgate de Órgãos
Diariamente centenas de pessoas morrem à espera de transplante de órgãos. Evoluímos em alguns pontos, como o transplante de medula óssea. Hoje o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores do mundo, ficando atrás apenas dos EUA e Alemanha. Em vida não tenho essa coragem, mas depois de morto a ordem é retirar as peças e queimar o resto. Pena que depois da hepatite B, meu maquinário perdeu valor. Nem o sangue serve mais.

Mas esse tipo de problema tem data para terminar. Pelo menos é o que garante o filme RepoMen - O Resgate de Órgãos. No futuro proposto, órgãos poderiam ser criados em fábrica. Teoricamente estaríamos diante de uma nova era de longevidade e qualidade de vida. Mas não é tão fácil quanto parece.

RepoMen - O Resgate de Órgãos RepoMen - O Resgate de Órgãos

domingo, 24 de abril de 2011 às 11:46

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Tropa de Elite 2: um tsunami de corrupção destruindo nossa esperança de cura social

Nota 4/5
Tropa de Elite 2
Outro dia fui testemunha de uma cena de violência urbana. Um marginal assaltou uma pequena loja próxima ao meu trabalho. O dono, cansado do descaso da segurança pública, resolveu reagir e seguiu atrás do bandido. Alguns metros depois o homem derrubou o malandro. Justiça com as próprias mãos! Sou contra violência, mas numa situação dessas, tolero um bom corretivo.

Mas ao invés disso, o comerciante sacou um revólver cano curto, apontou pra cabeça do sujeito e soltou umas ameaças. Um, dois, três, quatro, cinco segundos. No chão, deitado, pisado, humilhado, o rendido chorou. De joelhos se arrastou alguns metros e fugiu a galope.

Tropa de Elite 2 Tropa de Elite 2

domingo, 5 de setembro de 2010 às 15:21

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Os Mercenários: um apanhado de decadentes e problemáticos brucutus descerebrados

Nota 2/5
Os Mercenários
O Brasil é um país permissivo. O povo aceita impostos altos e benefícios zero. Nossos políticos são corruptos. Há muita violência urbana. Temos um dos maiores abismos sociais do mundo. A fome diariamente bate à nossa porta. Convivemos com pobreza e miséria. Mas no final das contas, o brasileiro é feliz, acolhedor. Tratamos bem nossos turistas. Compartilhamos até mesmo o que não temos. Somos assim.

O problema é quando alguém abusa dessa hospitalidade. O Sylvester Stallone, por exemplo, veio ao país para gravar cenas do filme Os Mercenários (The Expendables, 2010). Quando foi embora, disse o seguinte sobre o Brasil: "Lá você pode atirar nas pessoas, explodir coisas e eles dizem 'obrigado, e leve um macaco'. Os policiais usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro. Já mostra o quão problemático é aquele lugar".

Os Mercenários Os Mercenários

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 às 21:02

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Bastardos Inglórios: elenco inspirado reescreve a história do pesadelo nazista

Nota 4/5
Bastardos Inglórios
Adolf Hitler. Não existe personagem mais estudado na história da humanidade. Quase todos os dias têm alguém falando dele. O passado, as influências, as ideias, estratégias, ações. E quanto mais conheço, menos entendo. Como ele conseguiu passar tanto tempo no poder? Planos para assassinar o ditador alemão existiram vários. Nenhum deu certo. O safado do Führer sempre conseguia escapar ileso.

Bem... Isso até Quentin Tarantino reescrever a história. Em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), seu recente trabalho, ele populariza um dos segredos mais bem guardados da Segunda Guerra Mundial: a existência de um pelotão de soldados judaicos, que desembarcou na França durante a Batalha da Normandia, com o objetivo de matar (cruelmente) nazistas.

Bastardos Inglórios Bastardos Inglórios

domingo, 7 de fevereiro de 2010 às 14:32

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Guerra ao Terror: a contagem regressiva de um ciclo interminável

Nota 5/5
Guerra ao Terror
O homem vive em guerra. Ao longo da vida enfrenta doenças, caos urbano, tragédias familiares, violência. Constantemente está exposto a riscos que não controla. É um vizinho psicopata, um chefe carrasco, um irmão egoísta, um juiz corrupto. A ameaça é real. O instinto faz o homem lutar por sobrevivência, mas no fundo, ele pensa: para quê viver? E essa é a pior das guerras. O homem busca um sentido para vida, não encontra...

A cineasta Kathryn Bigelow resolveu mostrar como isso funciona na prática. Em seu filme Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) ela acompanha o dia-a-dia de um esquadrão anti-bombas do exército americano no Iraque. Pode apostar que não existe profissão mais perigosa. Um descuido e buuumm! Tripas para o ar. Nessas horas é bom ficar longe. Um artefato pequeno é capaz de devastar quarteirões. Bom para os yankees que tem grana pra tecnologia.

Guerra ao Terror Guerra ao Terror