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domingo, 28 de fevereiro de 2010 às 15:00

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Nine: um musical metalinguístico

Nota 5/5
Nine
Nine (Nine, 2009) é uma produção que em nenhum momento quis ser modesta. O filme conta com um elenco de peso, pois recriar um musical da Broadway nas telas nunca é algo simples e com a carga dramática prometida, somente com um elenco a altura.

Antes musical era uma regra no cinema de Hollywood, porém com o tempo esse tipo de filme foi perdendo terreno, até sumir completamente, porém como o estilo não morreu no teatro, estamos assistindo a volta desse ao cinema.

Em Nine, somos apresentados a Guido Contini (Daniel Day-Lewis) que interpreta um famoso cineastra italiano que está sendo consumido por sua própria fama e desde os sucessos dos primeiros filmes, não consegue mais emplacar um grande sucesso, seus dois últimos filmes são tidos como fracassos.

Guido terá que fazer um filme, porém encontra-se sem roteiro, apenas com o nome do projeto em mente e como a história irá se desenrolar, porém ele não consegue colocar no papel em palavras, parte do problema de inspiração é devido a uma vida com muitos excessos, pois apesar de casado ele possui uma amante, tem que mentir a respeito do roteiro do filme e vive praticamente numa mentira.

Nine

segunda-feira, 24 de novembro de 2008 às 06:00

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Mamma Mia!: musical divertido para quem é apaixonado pelo ABBA

Mamma Mia!Onde se pode ver pessoas correndo por ruas de uma pequena cidade cantando o que sente e, num cais à beira mar, improvisar uma coreografia sincronizada perfeitamente? Se você imaginou num musical acertou. Mamma Mia! (Mamma Mia!, 2008) é a adaptação de um musical que fez muito sucesso em Londres e na Broadway. Apesar do filme ter sido lançado somente nesse ano, a idéia de levar as músicas do grupo sueco ABBA aos palcos iniciou na década de 80.

Apesar dos sérios problemas de iluminação, fotografia e músicas que não encaixam perfeitamente na história, o musical consegue divertir quem assiste. Além do mais, para quem gosta do ABBA ou viveu a época da discoteca, Mamma Mia! é uma chance de voltar no tempo. Com certeza o verdadeiro fã acabará dançando ou cantando alguma canção.

O centro da trama é o casamento de Sophie (Amanda Seyfried). Criada pela mãe Donna (Merryl Streep), que na juventude viveu uma história de amor com três homens Bill Anderson (Stellan Skarsgård), Sam Carmichael (Pierce Brosnan) e Harry Bright (Colin Firth), Sophie que descobre o diário de sua mãe ver a possibilidade de um deles ser seu pai desconhecido e convida os três para a festa, sem Donna saber.

Mamma Mia!Mamma Mia!

O final é inesperado, mas até que ele ocorra, haja música do ABBA. Porém, ver o antigo 007 cantando ao lado da tenebrosa Miranda Priestly (vilã do filme "O Diabo Veste Prada", leia a resenha) é muito interessante. Ambos mostram que, mesmo num musical arrasam como atores e Amanda Seyfried, mesmo atuando com uma grande atriz não faz feio.

Mamma Mia! tem situações que não convencem. Não sendo muito crítico nesse aspecto o filme diverte, tendo um fundo de comédia romântica que deve agradar mesmo os casais que não conhece o repertório do ABBA. Nota 3/5

Clique em play para ver o trailer:

quarta-feira, 9 de julho de 2008 às 08:47

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Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet: oferecendo a felicidade da morte rápida

Johnny Depp é um cara muito admirado por suas atuações marcantes. Rapidamente lembro-me de personagens originais como o Jack Sparrow (Piratas do Caribe), Willy Wonka (A Fantástica Fábrica de Chocolate) e, logicamente, Edward (Edward Mãos de Tesoura). Os críticos costumam apontar o fato à capacidade do ator em escolher bons papéis, que geralmente são dados pelo diretor e amigo Tim Burton. Sonho em vê o dia em que Depp sairá de trás daquela maquiagem pesada, vestirá uma camisa pólo e fará o papel de um cara comum. Esse é o mesmo desejo que me faz aguardar com ansiedade o dia que Denzel Washington deixará de fazer engravatados e colocará uma maquiagem pesada na cara.

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007) é um musical gótico que conta a história trágica de Benjamin Barker (Johnny Depp), cidadão honesto, expulso de Londres sob falsas acusações pelo juiz Turpin (Alan Rickman), para que esse pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha.

Sweeney Todd      Sweeney Todd

Depois de 15 anos afastado ele retorna à cidade, ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Logo decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Helena Bonham Carter). Todd volta a trabalhar como barbeiro, com especialização em degola de gargantas. Os corpos são moídos e transformados em recheio da torta. Uma delícia.

Originalmente Sweeney Todd é uma peça de teatro criada em 1973 por Christopher Bond, tendo sido mais tarde adaptada para um musical da Broadway. Essa versão para o cinema é a 8ª da história. As anteriores foram Sweeney Todd (1926), Sweeney Todd (1928), Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (1936), Bloodthirsty Butchers (1970), Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (1982), O Barbeiro de Londres (1998) e Sweeney Todd (2006), sendo que as três últimas foram feitas para a TV.

Sweeney Todd      Sweeney Todd

A história do barbeiro entorpecido por vingança que passa a degolar seus clientes é um sinistro musical trágico que abusa dos tons de cinza e escancara o lado mais sórdido da cidade de Londres. Infelizmente não tenho hábito de assistir musicais, ainda acho meio estranho dois homens cantando no meio de uma discussão. Pessoalmente acredito que a cena perde um pouco de intensidade e acaba ficando meio cômica.

Fora isso, a história Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é perturbadora demais para caber dentro dos 116 minutos apresentados. Resta ao expectador entrar rapidamente no clima do personagem e torcer para que a seqüência de degolamentos termine logo. Alguns também irão vibrar com a possibilidade dos protagonistas encontrarem a felicidade. Mas no meio de tanto sangue, felicidade mesmo é ter uma morte rápida. Por isso que eu sempre digo: barbeiro, nem pensar. Nota 2/5

Luis: Ótimo filme, belas imagens, ótima história que tem um que de teatro grego, muito interessante. Nota 4/5
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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domingo, 11 de março de 2007 às 01:08

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Dreamgirls - Em Busca de um Sonho: um musical de causar alergia

Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (Dreamgirls, 2006) foi o campeão de indicações ao Oscar 2007. O longa de Bill Condon concorreu em oito categorias e venceu duas: Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Hudson) e Melhor Mixagem de Som. Ficou de fora das principais disputas, mas tudo bem.

Para antecipar minha opinião sobre o filme, vou logo adiantando que tenho alergia a musicais. Acho engraçado demais quando os personagens começam a conversar através de canções "improvisadas". É bizarro! No entanto, quando descobri que Dreamgirls se ambienta na magnífica década de 60, comecei a criar uma certa expectativa. Imaginei um universo de Rock, R&B, Jazz, Blues, tudo fervilhando numa panela musical destampada.

Tudo começa quando Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx), um vendedor de carros, põe em prática o sonho de deixar seu nome marcado no mundo da música. O sujeito então conhece o grupo The Dreamettes, formado pelas cantoras Deena Jones (Beyoncé Knowles), Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) e Effie White (Jennifer Hudson). Logo as meninas são convidadas a fazer backing vocal para o astro James "Trovão" Early (Eddie Murphy), o pioneiro de um novo som em Detroit. Tudo desanda quando a beleza de Deena se torna mais importante que a voz de Effie.

      

O mais legal em Dreamgirls é acompanhar as disputas raciais entre brancos e negros americanos. É chocante saber que a autoria de vários sucessos da Black Music era roubada por cantores brancos, como Elvis Presley. E não havia "direitos autorais", os caras escutavam a música e regravavam como se fossem deles. Ridículo.

Na rapa do tacho de Dreamgirls, quem saiu por cima foi Jennifer Hudson. A moça gordinha - excluída do programa de TV "American Idol" - faturou o Oscar logo no primeiro filme de sua carreira. E olha que para interpretar o papel de Effy White, Hudson teve que vencer outras 782 atrizes, incluindo sua rival no programa, Fantasia Barrino. Essas gordinhas são arretadas mesmo. Nota 1/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.