A direção de Tim Burton e Mike Johnson e o roteiro do próprio Burton em conjunto com Allison Abbate, primam pela excelência visual e brinca com a morte. Em entrevista ao jornal USA Today ele disse que o objetivo de A Noiva-Cadáver era mostrar a morte como uma celebração. Isso difere da coisa sombria e secreta que nos ensinam desde criança. "Para mim, é mais positivo, espiritual e correto", disse ele.
O filme baseia-se num conto folclórico russo do século 19. Os mais antigos contam que nessa época o anti-semitismo dominava a Europa. Os grupos costumavam preparar emboscadas no caminho de casamentos judeus. Nessa época, várias noivas foram assassinadas e, de forma macabra, enterradas com seus longos vestidos brancos. Leia abaixo o conto original que baseiou-se o filme.
O jovem homem, que iria se casar, encontra um estranho graveto no chão que mais parecia o osso de um dedo. Ele e seu amigo começaram a fazer brincadeiras e piadas com o graveto e o noivo pegou seu anel de casamento e colocou no que parecia ser os restos mortais de um dedo. O jovem começou a dançar em volta do osso, cantando e dançando músicas judias de casamento e recitou todo o sacramento de um casamento enquanto seu amigo morria de rir.
Os dois jovens estavam presos. A noiva então anunciou aos dois amigos que que o jovem noivo havia colocado o anel em seu dedo, pronunciado os votos de casamento e feito danças cerimoniais, e que agora ela queria os seus direitos como noiva. Ao conseguirem se libertar os dois amigos correram para a vila e foram procurar o rabino atrás de respostas para o que havia acontecido. Agora, a decisão dos rabinos farão dos dois casados ou não."
Um filme visualmente incrível, com personagens cativantes, fácil de ri, mensagens subliminares que nos levam a valorizar a vida mas não ter medo da morte e musicais que remontam aos becos da velha Nova Orleans. Só faltou um final mais surpreendente.
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