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sábado, 3 de março de 2012 às 06:00

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Cirque du Soleil - Varekai: a floresta mágica chegou ao Brasil

Cirque du Soleil - Varekai

Em turnê pelo Brasil o Cirque du Soleil trouxe o espetáculo Varekai, esse é o quarto show a ser apresentado no país, já passaram por aqui: Saltimbanco, Alegria e Quidam.

Nesse ano de 2012 tive a oportunidade de assistir pela primeira vez um show dessa companhia canadense, que revolucionou o circo. Antes só vira em DVDs, mas meu primeiro contato com as apresentações deve ter sido igual a qualquer brasileiro, pelo programa Fantástico, que por um tempo manteve cenas do circo como parte do programa, provavelmente uma campanha de publicidade para divulgação da marca, mas numa época sem internet essa era a única forma de sabermos o que acontecia no mundo.

O nome do show vem do romeno e significa qualquer lugar, por isso tentei ler na internet sobre a cultura da Romenia e cultura cigana para encontrar um paralelo, porém não pesquisei muito e não encontrei algo substancial, então irei me ater ao show em si, se alguém que viu o show e conhece a cultura e encontrar algum paralelo, escreva nos comentários, ficarei muito grato.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 às 06:00

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Enfim, Nós: o casamento na provação máxima do relacionamento humano

Enfim, NósDepois da minha saga para assistir "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (leia a resenha), novamente enfrentei o teatro de Teresina para assistir à peça Enfim, Nós, protagonizada pelos atores Bruno Mazzeo e Regiane Alves.

Sem o risco de ter um ator global pelado na peça, imaginei que a disputa por ingressos seria mais tranqüila, porém a procura foi grande e apenas consegui ir no último dia de espetáculo, que infelizmente também era o mais caro. Mesmo assim fui, pois gosto muito dos textos do Bruno Mazzeo, criador do sitcom "Cilada", que passa às sextas no canal Multishow.

A peça é montada sobre um cenário único e envolve um casal que está se arrumando para comemorar o dia dos namorados. Porém, um acidente acontece e a porta do banheiro quebra, deixando os dois presos dentro dele. Nesse contexto ocorre a provação máxima do relacionamento humano: suportar sua cara metade sem ter para onde fugir e sem saber quando a situação acaba.

Nessa situação adversa os escritores provam aquela velha máxima que as mulheres são de Vênus e os homens... nem direi Marte... talvez em algum lugar do universo entre a Cachoeira do Urubu e a galáxia de Andrômeda. Durante todo show o público é apresentado a um humor bastante brasileiro, inaugurado por Chico Anísio, pai do protagonista, com várias piadas sobre relacionamento, casamento, conquistas e hábitos de casais. Mesmo não sendo casado me diverti muito.

Outro fator que merece destaque é a improvisação dos diálogos, em que os atores colocam elementos regionais, deixando o espetáculo com a cara da cidade. Aqui em Teresina apareceu um diálogo com o senador Mão Santa e a boate Super 8. Enfim, Nós é uma comédia romântica muito boa, os casais devem achar ainda mais engraçado por se verem retratados de forma tão caricatural. Nota 4/5

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 às 10:00

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Dona Flor e Seus Dois Maridos: o humor picante de Jorge Amado

Poucas são as pessoas que não conhecem a trama criada por Jorge Amado em: Dona Flor e Seus Dois Maridos, pois a mesma já rodou o mundo em livros traduzidos e virou várias produções teatrais, de cinema e TV.

Essa nova produção conta com a atriz Carol Castro que interpreta Flor, Marcelo Farias como Vadinho e Duda Ribeiro como Teodoro. Aproveitarei e relatarei nesse post como foi meu domingo cultural na nossa cidade de Teresina.

No teatro 4 de Setembro não consegui comprar ingressos para as cadeiras numeradas, então tive que ir para as cadeira de cima e me programar para chegar cedo para a sessão das 18:00, cheguei as 17:00 achando que as portas estariam abertas, ledo engano tive que esperar em pé até as 17:40 num calor horrível.

Pensei que tudo ficaria bem quando abrissem as portas, sou uma pessoa bem otimista, foi quando iniciou o empurra-empurra e um povo não muito velho querendo passar na frente pela fila de idosos e gestantes, o que gerou um grande bate-boca entre duas pessoas, me senti em cenas de teatros medievais para ver uma peça de Shakespeare, mas como chegara cedo e estava bem posicionado na fila, eu pegaria um bom lugar.

O lugar era bom e dava para ver uns 3/4 do palco, porém fiquei preocupado com as cadeiras do teatro tudo com pano velho, espuma e ferro a mostra, acho que o coliseu está em melhores condições, e como sou alérgico a poeira senti a garganta travar um pouco, resolvi o problema tomando um antialérgico e tomando cuidado para não me cortar no ferro da cadeira, pois infelizmente esqueci-me de levar a vacina antitetânica.

      

A peça começou bastante animada, com um sambinha e uma parada de carnaval e Vadinho (Marcelo Farias) vestido de mulher, irreconhecível, onde durante a animação ele morre e aparece Flor (Carol Castro) que chora sobre o corpo do seu marido.

Flor era muito nova quando conheceu Vadinho que se passou de pessoa muito importante para conquistar mãe e filha, porém todo plano veio abaixo com os fuxicos que caiu logo nos ouvidos da mãe de Flor que era uma senhora de gênio forte, porém Flor aceita a mentira de Vadinho e continua com ele mesmo contra a mãe.

Infelizmente não decorei o nome de todos os personagens e seus devidos atores, pois todos os coadjuvantes também foram competentes em ajudar o desenvolvimento da peça, pois quando Dona Flor está com 1 ano de viúva, uma vizinha que a incentiva a investir no amor de Dr. Teodoro, o Farmacêutico, que nutre uma paixão retraída por ela.

Dr. Teodoro com toda polidez e jeito metódico pede a mão de Flor, numa festa onde a sogra faz dessa vez muito gosto pelo casamento, porém Teodoro por ser metódico demais acaba por deixar a vida de Dona Flor monótona, o que a faz desejar cada vez mais que seu antigo marido estivesse vivo, pois Teodoro tinha muitas qualidades de um bom marido, mas não a satisfazia na cama.

Dona Flor lamentava tanto, que Vadinho voltou para completar a vida dela e ele nem se importava de dividi-la com outro. Nessas cenas com os dois maridos que o humor toma conta do espetáculo, pois apenas Dona Flor ver o espírito de seu ex-marido que interage no ambiente para azar de Teodoro, que se dá sempre mal nas cenas. O fim guarda uma reviravolta que todos conhecem.

É uma história muito boa, tanto em livro, como em todas as outras mídias para onde ela foi transportada e caso você não a conheça, o que eu acho impossível, leia o livro ou assista essa versão teatral dirigida Pedro Vasconcelos que vale todo o investimento e sofrimento empregado para vê-la e se gosta dessa obra e não conhece A morte e a Morte de Quincas Berro d´água aconselho que leia por seguir a mesma temática.Nota 5/5

Clique em play para ver uma amostra da peça pela GloboNews: