Estou torcendo para isso virar moda. Tem cada filme por aí que não vale nem os R$2 do aluguel. Mas os caras não são tão bobos assim. Fizeram isso com A Luta Pela Esperança, porque sabem que é um baita filme, tendo recebido 3 indicações ao Oscar 2006.
O longa é dirigido pelo americano Ron Howard, o mesmo de O Código Da Vinci (2006, leia meu post) e Uma Mente Brilhante (2001). Nesse filme o diretor volta a trabalhar com Russell Crowe, que interpreta o papel do pugilista Jim Braddock.
Baseado em fatos reais, a história de Braddock é uma justificativa para falar do sofrimento do povo americano durante o período que sucedeu a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, período conhecido como A Grande Depressão. Na perspectiva sociológica, o filme nos apresenta imagens de uma América nada próspera. E Braddock é o espelho desse povo.
Algumas cenas marcam bastante. Uma delas Braddock deixa de comer para alimentar sua pequena filha, indo no dia seguinte lutar com a barriga vazia. O filme também reforça alguns valores importantes para os americanos como: não roubar (mesmo diante da fome) e somente aceitar a ajuda do Estado em último caso. Inclusive, depois de dá a volta por cima, Braddock devolve todo o dinheiro que recebeu do governo (Bolsa Família?).
Mas filme de boxe é filme de boxe. Muita porrada, sangue, costelas quebradas, dentes voando pelo ringue, empresários gananciosos, mais sangue, treinadores esperançosos, esposas sofredoras, torcida apaixonada e lutadores estilo "bonecão de posto" (risos).
Duas coisas ficaram marcadas em minha cabeça. Uma é o amor que Braddock tinha pela esposa e pelos filhos. A segunda é uma frase. Quando Braddock estava cedendo uma entrevista coletiva pouco antes da luta final, um repórter perguntou: por que você ainda luta? A resposta ressoou por todos os cantos daquela sala. "Leite", disse o pugilista. Você teria coragem de encarar alguém cuja motivação é "vencer para não morrer de fome"? Eu não.
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.