Peter Fader, professor de Marketing da Wharton, conversou Robbie Shell, diretora editorial da Universia Wharton, sobre as principais conseqüências desse acordo. No cerne da entrevista Robbie lembra um artigo que saiu no Financial Times, levantando a possibilidade da Pixar perder seu "espírito indômito" e acabar mergulhando nos padrões da Disney, tornando-se vítima do peso da burocracia, da hierarquia, da microgestão, de batalhas internas etc.
Peter Fader entende que, ao que tudo indica, o pessoal da Pixar assumirá o negócio de animação da Disney. "Espera-se que o espírito da Pixar se mantenha intacto; seria um equívoco da parte da Disney se assim não fosse, já que o histórico da Pixar é impecável. Creio que a Disney conscientizou-se, enfim, de que seu modo tradicional de fazer as coisas não funciona mais, e é por esse motivo que a empresa está aberta ao acordo e disposta a deixar que os profissionais da Pixar cultivem esse espírito livre característico dela, fazendo com que a Disney tome o caminho que deveria ter tomado há muitos anos."
Mas pouco antes da corrida final o possante fica preso na pacata cidade de Radiator Springs, localizada à beira da famosa Rota 66. Inclusive, o título original do filme seria "Route 66". Essa idéia foi descartada para evitar que o público confundisse o filme com a série de TV de mesmo nome, exibida entre 1960 e 1964. No espírito da Rota 66, o filme Carros deixa a mensagem final que, na vida, o percurso é mais importante que cruzar a linha de chegada.
Carros é uma animação muito boa tecnicamente. A qualidade da história, porém, caiu muito em relação aos outros trabalhos da Pixar. O roteiro de Dan Fogelman e Dan Gerson, baseado na história de Jorgen Klubien, Philip Loren, Kiel Murray e Joe Ranft, não é bom. A animação não contagia, não engrena. Era como se no filme inteiro o motor estivesse roncando, pedindo uma troca de marcha que nunca acontece. Em resumo é um filme que não vale a pena ir ao autódromo, ops, cinema.
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.