A história do filme é centrada em Karl Urban (o Éomer de "O Senhor dos Anéis"). Seu personagem é um branquelo filho de vikings, acidentalmente esquecido por seu pai durante uma batalha contra os índios americanos. A tribo aceita a presença do pequeno fantasma e o garoto passa a fazer parte da comunidade indígena como se fosse um dos curumins.
Tudo vai bem até os membros de sua raça voltarem para dizimar os índios remanescentes. O cara então evoca os espíritos dos poderosos ursos americanos para, sozinho, matar toda a tropa chifruda viking. Por falar nisso, o Wikipédia explica que existe um mito em torno desse estereótipo. Dizem que os vikings usavam esses elmos com chifres para que "o céu não caísse em suas cabeças".
Mesmo sabendo disso, os produtores decidiram por caracterizá-los desta forma por ser esta a imagem conhecida no mundo inteiro. Esta decisão visou uma melhor identificação dos personagens pelo público em geral. Na minha opinião ficou parecendo um filme de ficção científica. Deve ser complicado lutar com aqueles trambolhos pendurados.
Com chifre ou sem chifre, gostei mesmo foram das lindas locações escolhidas. É cada tomada que me fez lembrar "O Senhor dos Anéis". E mesmo com esse cenário tão grandioso, o filme é ruim. Muito exagerado. Sangue em demasia, cabeças rolando no quilo, vísceras em queima de estoque, barbárie contra crianças, idosos humilhados e mulheres espancadas. Mais: esse papo de um nobre criado entre selvagens é manjado.
Com direção de Marcus Nispel e roteiro de Laeta Kalogridis, baseado em história de Nils Gaup, Desbravadores deixa para a perseguição final a melhor parte. Tudo bem que o filme não é programa para ser visto junto com a família, mas é uma história que vale a pena dá uma olhadinha rápida. E só.
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.
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