O tempo passou e as coisas evoluíram. Já meninote ganhei um Super Nintendo e descobri o jogo "International Superstar Soccer" (1994). Apesar da bizarra narração em portunhol, na época acreditei que os caras tinham chegado à perfeição. Deixei até as peladas de rua para me dedicar ao jogo eletrônico. Quando fiquei craque, comecei a frequentar as locadoras do bairro. Sim, naquela época alugavam-se cartuchos e ninguém nem sabia o que era internet. Ganhei alguns campeonatos com um infalível truque para driblar o goleiro.
Depois de um tempo me desinteressei pelo futebol virtual e passei longos anos sem pegar num controle. Quando voltei em 2004 percebi que muita coisa havia mudado. Os games agora eram em 3D. Não havia mais cartuchos e sim DVDs. Os consoles perderam espaço para os computadores. Até o controle agora era chamado joystick. Quem não tivesse um teria que se virar no teclado mesmo. Um saco dividir um teclado durante uma disputada partida. Foi nessa época que aprendi a gostar do "FIFA 2004", da EA Games.
Esse ano a Konami resolveu unificar as versões japonesa, americana e européia do jogo e criou o Pro Evolution Soccer 2008 (Windows, Wii, Nintendo DS, PlayStation 3, PlayStation 2, PSP, e Xbox 360). Tive a oportunidade de jogar usando meu notebook com placa de vídeo Nvidia GeForce Go 6150 com 559MB de memória compartilhada (mas míseros 64MB exclusivos). Testei na potência máxima. O jogo parecia apresentação PowerPoint. Então tirei os detalhes da torcida, mas mesmo assim a jogabilidade ficou ruim. Então tirei toda a textura e enfim consegui jogar beleza.
Um jogador que me impressionou pela qualidade e facilidade de dribles foi o Cristiano Ronaldo. Basta chutar com força em direção ao gol que quase sempre a bola vai pro fundo da rede. Como corre esse rapaz! Além do futebol em si, passei algumas horas brincando de configurar jogadores. Dá para fazer de tudo: mexer na camisa, no rosto, no cabelo, nas características, no jeito de comemorar. Configurei o Ronaldo Fenômeno mais gordo, com o cabelão Black Power e uma barbicha.
Em resumo adorei ter jogado PES 2008, principalmente pela movimentação fácil dos jogadores, variedade de dribles e chutes, reações naturais envolvendo provocações, brigas entre os jogadores e com o árbitro. Uma empolgação de acordo com o que acontece dentro de campo. Não gostei da falta dos clubes brasileiros, jogadores importantes, ligas reais, opções de estádio e narração em português. Mas não dá para negar que jogar futebol com a tecnologia da Konami sempre foi a melhor opção.
Confira o trailer do jogo clicando no botão play da imagem abaixo.