quinta-feira, 28 de julho de 2005 às 00:14

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Batman Begins: o resgate do super-herói mais teatral da história

Depois de 20 anos vendo o Batman ser avacalhado por humoristas, assistir ao filme Batman Begins (Batman Begins, 2005) foi um choque. Nem lembrava mais o quanto já fui fã do homem-morcego. Ultimamente, sempre que escutava o nome do herói, lembrava logo dos Trapalhões, com o Dedé fantasiado de morcegão. O filme Batman Begins conseguiu o que nenhum outro filme havia feito até agora, nivelar-se com "Homem-Aranha" nas adaptações de HQ para o cinema.

Cercado por uma história fascinante, já estava na hora de um filme verdadeiramente a altura do Cavaleiro das Trevas. Desde seu surgimento em 1939, já foram várias as tentativas de levar a mesma magia presente nas HQs para a telana. Em 1989, Michael Keaton fez o papel principal em "Batman". O ator também foi o astro em "Batman - O Retorno", produzido em 1992. Em 1995, com o lançamento de "Batman Eternamente", Val Kilmer passou a interpretar o super-herói. George Clooney foi a terceira tentativa de Hollywood, com o filme "Batman & Robin", em 1997. Apesar das diversas oportunidades, nenhum deles passou de "sessão da tarde".

Batman Begins      Batman Begins

Em Batman Begins, o diretor Christopher Nolan ("Insônia" e "Amnésia") aposta no desconhecido Christian Bale para representar o papel de Bruce Wayne. Achei que a aposta foi bem sucedida, já que o novato não carrega o estigma de galã. Isso facilitou uma identificação com o público. Outra coisa que funcionou bem em Batman Begins foi o elevado grau de sentimentos negativos que pairando no ar. Eu destaco as cenas em que Batman estava sendo treinado. Aprendendo a tornar-se invisível com Ra's Al Gul e os ninjas da Liga das Sombras.

            

A iluminação do filme também é um ponto fortíssimo. Cenas em ângulos inéditos com a câmera passeando entre os becos de Gotham City. Batman Begins não é um clássico, mas é um filme que não deixa a desejar. É o resgate do super-herói mais teatral da história dos quadrinhos. Na última cena, Batman recebe um recado escrito em uma carta-coringa. Alguém já adivinhou qual será o próximo vilão?!

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

sábado, 23 de julho de 2005 às 21:38

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Mantenha o Seu Cérebro Vivo: neuróbica para trabalhar nossa capacidade inexplorada

Mantenha o Seu Cérebro VivoNo livro Mantenha o Seu Cérebro Vivo (Editora Sextante, 2000), os autores apresentam-nos a nova ciência do exercício do cérebro, a Neuróbica. Eles apostam que, assim como os exercícios físicos ajudam a manter a forma, a Neuróbica pode ajudar a melhorar a capacidade mental.

Vou logo avisando que Neuróbica é muito diferente de outros tipos de exercício cerebral que, em geral, envolvem quebra-cabeças, palavras cruzadas, exercícios de memória e várias espécies de testes. A Neuróbica trabalha com os cinco sentidos de novas maneiras, buscando associações entre diferentes tipos de informações. Essa idéia de associar os sentidos na busca de novas atividades cerebrais é a essência de Mantenha o Seu Cérebro Vivo.

Exemplo: dirigir com a janela do carro aberta. Isso permite a entrada de uma série de cheiros (da chuva recente no asfalto, da pipoca de uma carrocinha, da maresia) e sons (passarinhos cantando, crianças gritando no recreio de uma escola, sirenes distantes), que caracterizam o percurso e facilitam aprender o caminho.

Outra observação importante mostra que a visão e do tato são limitadores de nosso cérebro. A Neuróbica propõe "deixar de lado" nossa visão. Tente fechar os olhos durante aquelas atividades que lhe parecem fáceis. O resultado será a descoberta de novos sons, novos cheiros e novos sabores. O estresse gerado durante a situação é justamente o cérebro trabalhando áreas antes inexploradas.

Mantenha o Seu Cérebro Vivo é um livro simplório. Ótimo para uma leitura rápida e sem compromissos. Recomendado para intercalar leituras mais instigantes. Nota 2/5

domingo, 10 de julho de 2005 às 17:49

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Hellboy: despertando o demônio que habita nossas almas

HellboyHellboy (Hellboy, 2004) é um bom entretenimento, mas não passa disso. Deixei-me iludir pelo comentário da capa do DVD, o texto dizia: "o filme de ação mais emocionante depois de Matrix". Não chega nem perto disso. No entanto não posso negar que foi uma bela adaptação da história em quadrinhos criada pela editora Dark Horse.

Dirigido por Guillermo del Toro (o mesmo de "Blade II - O Caçador de Vampiros"), Hellboy é um filme divertido, sendo o que mais chama atenção é a passagem por terrenos antes obscuros de outros "heróis". Exemplo: Hellboy é fumante, individualista, egocêntrico, demoníaco, rabugento, falastrão e excêntrico, muito excêntrico.

A maquiagem foi um ponto fraco. Uma pessoa desavisada poderia confundir algumas cenas do filme com os clássicos episódios dos Changeman ou do Jaspion. Eu já estava esperando aparecer o Guiodai. Sacanagem. Mas sabe o que é mais engraçado, no final o mostrinho se transforma numa besta-fera gigantesca (qualquer semelhança com o Guiodai é mera coincidência).

Hellboy      Hellboy

Mas todos devemos aplaudir a coragem do diretor em expor tão claramente as personagens. Ultimamente é moda disfarçar defeitos com escuridão sob o pretexto que o filme tem um clima sombrio. Foi assim com "Star Wars III - A Vingança dos Sith" e "Batman Begins".

Hellboy procura despertar o demônio que habita nossas almas. Podemos então tentar descobrir uma "moral da história": é possível alguém que nasceu um demônio, tornar-se um bom espírito? Nascemos predestinados ao mal ou ao bem? O que predomina, sangue ou criação? Todos temos um demônio dentro de nós? Quem de nós consegue controlar o lado mal? Muitas perguntas e poucas respostas. Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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