domingo, 25 de fevereiro de 2007 às 01:17

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Babel: muito falatório para pouco resultado

Segundo a teoria do caos, o bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão noutro extremo do planeta. Babel (Babel, 2006), filme do diretor Alejandro González-Iñárritu e redator Guillermo Arriaga, fala disso.

São quatro histórias e um roteiro todo entrelaçado. Muito parecido com "Crash - No Limite", Babel começa numa região montanhosa do Marrocos. Os meninos Ahmed (Said Tarchani) e Youssef (Boubker At El Caid) brincam com o rifle de seu pai. Acidentalmente um dos garotos acerta um tiro em Susan (Cate Blanchett), uma turista americana que passava de ônibus pelo local com seu marido, Richard (Brad Pitt).

Esse acidente provoca conseqüências em vários pontos do planeta. Nos Estados Unidos a babá mexicana Amelia (Adriana Barraza), que cuidava dos filhos do casal americano, resolve levar os garotos para o casamento de seu filho no México. Muito legal o processo de descoberta de um novo mundo a partir da perspectiva das crianças. A volta pra casa é que acabou mal.

Resquícios de pólvora também resvalam no Japão, onde vive Yasujiro (Kôji Yakusho), o primeiro dono do rifle. O cidadão é pai da adolescente surda-muda Chieko (Rinko Kinkuchi). Muito boa a história da japinha. As cenas da moça se drogando e curtindo as loucas baladas orientais é bem legal. O Japão parece um outro planeta, incrível.

Por fim, o tiro dos pequenos marroquinos cria muita confusão com as autoridades locais e termina de jeito trágico. A seqüência em que Richard cuida do ferimento de Susan numa aldeia é forte. Nos faz refletir sobre barreiras culturais e preconceitos.

      

Babel foi o eleito o Melhor Drama de 2007 pelo Globo de Ouro. Além disso, o filme irá concorrer ao Oscar com 7 indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Barraza e Rinko Kinkuchi), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.

Segundo o Wikipédia, Babel, em acadiano, é Bab ilu. Deriva de Bad ("porta", "portão") e ilu ("Deus") e significa "Porta de Deus". Para os judeus adquiriu o significado de "confusão" em harmonia. Gênesis 11:9, conta e a história da construção da Torre de Babel. Descendentes de Noé (o cara da arca) tentaram construir uma torre para alcançar o céu. Deus (tinha que ser ele), irritado com a blasfêmia, teria feito os trabalhadores falarem línguas diferentes, criando confusão e paralisação da obra.

Em Babel a história da Bíblia se repete. Os personagens não falam a mesma língua e não compreendem as necessidades uns dos outros. O filme fala sobre política e globalização, através de um bonito conto sobre pais e filhos. Excelente, mas não é o melhor filme do ano. Sorte dos concorrentes. Nota 3/5

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007 às 02:54

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O Último Rei da Escócia: uma nova visão de um ditador sanguinário

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland, 2006) é o filme que dará o Oscar 2007 de melhor ator para Forest Whitaker, eu não tenho dúvidas. E isso não será nenhum favor. Whitaker conseguiu brilhantemente capturar todas as nuances do ditador ugandense Idi Amin Dada.

Li na revista SET que nem mesmo nos intervalos das gravações, Whitaker tirava o uniforme de general, incrível. Segundo ele o objetivo era "não deixar o personagem escapar, pois seria muito difícil trazê-lo de volta". As expressões faciais desse cidadão são aterrorizantes.

Com direção de Kevin Macdonald e roteiro da dupla Jeremy Brock e Peter Morgan, baseado no livro de Giles Foden, o filme conta a aventura do médico recém-formado Nicholas Garrigan (James McAvoy). O jovem escocês viaja para o país africano de Uganda, em busca de aventura, romance e alegria.

Em 1971, logo após a chegada Nicholas, o país sofre um golpe militar que derruba o então presidente Milton Obote do poder. O líder desse governo insurgente é o general Idi Amin, um homem vindo de família pobre e consciente das mazelas de seu povo. Nicholas participa de um comício com o novo presidente e fica encantado com discurso do general Amin.

"Eu sou Idi Amin. E quero lhes prometer que este será um governo de ação, não de palavras. Construiremos novas escolas, novas estradas e um novo hospital. Eu uso o uniforme de um general, mas em meu coração, sou um homem simples. Como vocês. Sei quem são e tudo o que são. Eu sou vocês. Perguntem a meus soldados. Jamais em minha vida comi, se meus soldados não comessem primeiro. E assim será em Uganda agora. Juntos faremos deste um país melhor."

      

Por um acaso do destino Nicholas conhece o general Amin, que o convida para ser seu médico particular. A afeição entre os dois surgiu rapidamente pelo carinho que Amin tinha pelos escoceses. Nicholas passa a morar na mansão presidencial e a ter acesso a intimidade do general.

No começo é só alegria. Amin é um líder bonachão, cheio de carisma e amigo de Nicholas. Porém, com o passar do tempo, seu governo torna-se tão sanguinário quanto os antecessores. Amin acaba com as tribos locais, expulsa os asiáticos do país, instala pelotões de execução e aprisiona opositores. Organismos internacionais apontam que durante seu regime (1971 e 1979), o ditador assassinou mais de 300 mil ugandenses. Já vi essa história antes...

Essas atrocidades perturbam Nicholas, fazendo-o querer voltar para Escócia. Impedido de sair de Uganda, Nicholas se envolve com uma das mulheres do general, piorando ainda mais sua situação. A verdade é que Amin foi ficando isolado. Odiado por governos africanos, chamado de canibal pelos países europeus e alvo de críticas da imprensa de todo o mundo, o general foi ficando cada vez mais paranóico.

Baseado em fatos reais, O Último Rei da Escócia nos oferece uma aula de moral e ética. Uma nova visão de um ditador sanguinário. Uma visão humana? Não, apenas uma perspectiva nunca antes contada. O Amin que seduz o expectador no começo do filme, é o mesmo que no final o pendura com ganchos pela pele. Bizarro! Com um homem pode mudar tão rapidamente de humor? Como um líder dessa magnitude pode ser tão infantil? Como um ser humano pode ser tão selvagem? Nota 3/5

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007 às 16:29

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Happy Feet - O Pinguim: mostrando às crianças a capacidade destruidora dos adultos

Segundo os caras que fazem o Oscar, Happy Feet - O Pinguim (Happy Feet, 2006) é um dos três melhores filmes de animação do ano passado. Um musical repleto de vozes famosas, incluindo: Nicole Kidman, Robin Williams, Brittany Murphy, Hugh Jackman (o Wolverine de "X-Men") Hugo Weaving (o agente Smith de "Matrix") e o Elijah Wood (o Frodo de "O Senhor dos Anéis").

Os primeiros minutos do filme lembram muito o documentário francês "A Marcha dos Pinguins" (2005), vencedor do Oscar 2006. Com a diferença que em Happy Feet a turma de imperadores é cantora. Comecei a ficar entediado.

O filme conta a história de Mano (Elijah Wood), um jovem pinguim imperador que sofreu um acidente quando ainda estava no ovo e nasceu com um problema nas patas. Acontece que esse problema lhe deu uma elevada capacidade para a dança, o garoto é o rei do sapateado. Mas entre os imperadores você só é alguém se souber cantar. Mano é um péssimo cantor, logo nosso Fred Aster se vê rejeitado por sua comunidade.

      

Os pinguins líderes culpam o jovem dançarino pela escassez de peixes na Antártica. Mano então enfrenta uma jornada para provar a todos que os alienígenas (os humanos) são os verdadeiros responsáveis pela falta de comida. O fato é que o filme só começa a ganhar conteúdo da metade em diante.

Apesar disso, Happy Feet não é um grande filme. Fiquei empolgado apenas com duas ótimas seqüências de ação e a excelente trilha sonora. Nada como as músicas de Frank Sinatra, Queen, Prince e Steve Wonder para aquecer esse frio congelante. Mas valeu a pena o ingresso.

Fiquei curioso para vê a reação de uma criança ao filme. O que deve pensar uma jovem cabecinha com tamanhas atrocidades cometidas por nossa raça? Quais as conclusões que uma pequena mente tira disso tudo? Como será seu comportamento diante do fim desses pinguins? Como ficará sua alma, sabendo que aquele lindo final feliz só ocorre no cinema? Devo contar-lhes que Papai Noel não existe? Nota 3/5

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A Conquista da Honra: um filme aquém do padrão Clint Eastwood

"Qualquer imbecil acha que sabe o que é a guerra. Mesmo que nunca tenha estado em uma". É dessa forma que começa o filme A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers, 2006) de Clint Eastwood. Imbecil ou não, uma coisa é certa: Clint é o melhor diretor da atualidade.

E se não bastasse o talento do velho cowboy na direção, A Conquista da Honra conta com produção do mestre Steven Spielberg e roteiro de William Broyles Jr. e Paul Haggis, baseado na história originalmente contada por James Bradley e Ron Powers em livro homônimo, veja na Submarino.

Não li o livro, então minhas impressões serão baseadas no que Clint mostrou na tela. O filme nos leva até fevereiro de 1945, quando todos já davam como certa a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. E foi justamente nesse período que ocorre uma das mais importantes e sangrentas batalhas da história dos EUA: a posse da ilha de Iwo Jima.

A conquista de Iwo Jima gerou uma das mais conhecidas fotografias da humanidade: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. O responsável pela fotografia, Joe Rosenthal, viu sua imagem tornar-se o símbolo da guerra.

A imagem corre os Estados Unidos. Os três dos soldados que "integravam" o hasteamento da bandeira, regressaram à América para receber honras de heróis. Mas o verdadeiro objetivo do regresso é a participação dos três numa campanha de arrecadação de fundos para o governo. A partir de então os personagens começam a viver uma série de flashbacks, que os fazem pensar sobre essa tal "jornada heróica". Heróis? Apenas porque levantaram uma bandeira? E os demais que continuavam na sangrenta Iwo Jima?

      

Desse ponto em diante A Conquista da Honra nos convida a refletir sobre a criação dos heróis de guerra. "Talvez não existam heróis. Os heróis são coisas que criamos. Algo que necessitamos. É a forma de entender o que é quase incompreensível: como esses soldados podem se sacrificar por seu país?"

A resposta para essa pergunta é dada no final do filme. A verdade é que os riscos que esses soldados correm e as feridas que sofrem, não são pelo país e sim por seus amigos. "Lutam por seu país, mas morrem por seus amigos. Pelo homem à sua frente, pelo homem ao seu lado. E se - de verdade - queremos honrar estes homens, devemos lembrar deles como realmente eram". Não é por acaso que a frase "ao lado de todo soldado existe um herói" estampa o cartaz do filme.

Pessoalmente confesso que esperava mais. Somente lendo as críticas, acreditei durante um tempo que A Conquista da Honra deveria integrar a lista de melhores filmes do Oscar. Hoje penso que não. Gostei do filme, mas acho que o resultado ficou aquém de outras obras de Clint Eastwood, como "Sobre Meninos e Lobos" (2003) e "Menina de Ouro" (2004).

Merecidamente A Conquista da Honra recebeu 2 indicações ao Oscar 2007: Melhor Som e Melhor Edição de Som. Fraco, já que todos apostavam que o filme seria um dos mais premiados da noite do Oscar. Fiquei sabendo que o problema foi a bilheteria. Orçado em US$ 55 milhões, A Conquista da Honra foi um fracasso de público (nos EUA), tendo arrecadado somente US$ 33,5 milhões. Já estou louco para assistir "Cartas de Iwo Jima" (2006), o outro lado dessa história. Nota 3/5

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007 às 02:48

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Diamante de Sangue: uma espécie de "Cidade de Deus" na savana africana

Diamante de Sangue (Blood Diamond, 2006) é uma espécie de "Cidade de Deus" na savana africana. Uma história que choca, comove e nos transforma. O filme mostra uma realidade inimaginável para os padrões humanos "civilizados".

A história tem como pano de fundo o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa na década de 1990. Leonardo DiCaprio é Danny Archer, um ex-mercenário paramilitar do Zimbábue, e Djimon Hounsou interpreta Solomon Vandy, um pescador de etnia Mende. Embora ambos tenham vidas totalmente diferentes, o destino os reúne numa busca para recuperar um raro diamante rosa, um tipo de tesouro que pode transformar vidas.

No primeiro massacre mostrado no filme, Solomon é arrancado de sua família pelo grupo de rebeldes denominado R.U.F. (Revolutionary United Front). O cara é forçado a trabalhar nos campos de diamante, encontra a pedra extraordinária e se arrisca a escondê-la, mesmo sabendo o perigo que corre. A idéia de Solomon é usar a pedra para salvar a esposa e as filhas de uma vida de refugiadas, e resgatar seu filho, Dia, recrutado de maneira bárbara como soldado infantil.

Archer, que vivia da troca de diamantes por armas, fica sabendo da pedra de Solomon enquanto está na prisão por contrabando. Ele quer roubar o diamante e comprar seu bilhete de saída da África e do ciclo de violência e corrupção. Então surge Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista americana idealista que está em Serra Leoa para desvendar a verdade por trás dos diamantes de sangue, expondo a cumplicidade dos chefes da indústria das pedras, que optaram pelo lucro no lugar dos princípios.

      

Nossa rotina é tão escrota, que muitas vezes não nos permite um tempo para reflexão. Coisas simples, como imaginar a vida de refugiados. Nessa circunstância, um filme do quilate de Diamante de Sangue preenche parte dessa lacuna. São 138 minutos de tiros, mortes, massacres, carnificina, correria, terrorismo e espanto.

Mas no meio dessa confusão o filme nos convida a refletir sobre o amor de um pai por seu filho. Mas não um filho qualquer, um menino tirado de seus braços, seqüestrado por bárbaros, treinado como um soldado guerrilheiro mirim, intoxicado com drogas e álcool. Um menino desses tem salvação? É possível reverter um trauma psicológico desse nível?

A ética jornalística é outro assunto que percorre o longa. Numa das cenas Maddy Bowen desabafa sobre a eficácia de seu trabalho: "Quer saber, isso é droga. É como um desses comerciais informativos. Você sabe que garotinhos negros lançam bombas que voam diante dos seus olhos. Então aqui eu tenho mães mortas, mas não é nada novo, e talvez seja o suficiente para fazer algumas pessoas chorarem quando lerem. Talvez até dêem um cheque, mas não será o suficiente para fazer isso parar. Estou cansada de escrever sobre as vítimas. Mas essa porra é tudo o que eu posso fazer."

      

É por esse tipo de reflexão que adorei Diamante de Sangue. Há uma saída para essa guerra dos diamantes? Houve uma saída para a guerra do marfim? E do ouro? E do petróleo, haverá? No final o filme quer saber se é possível respirar sabendo dessa realidade. É?

Dirigido pelo ótimo Edward Zwick e roteirizado por Charles Levitt, com base na história dele em parceria com C. Gaby Mitchell, Diamante de Sangue concorre ao Oscar 2007 com 5 indicações: Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Djimon Hounson), Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som.

Leonardo DiCaprio como melhor ator é possível, realmente foi uma excelente atuação. Mas o destaque pra mim é Djimon Hounsou. Esse ator negro é incrível. Ele protagonizou as duas melhores cenas do filme. Agora uma curiosidade. Em vários momentos cheguei a pensar estar assistindo "Apocalipse Now", do Francis Ford Coppola. O DiCaprio com o rosto coberto de lama atravessando o selva, um oásis mágico no meio do inferno, o ataque de bombas com campo de mineração, tudo muito real.

E a história ficou perfeita com aquele final incrível, de fazer chorar. Foi um erro não colocar Diamante de Sangue na lista de melhores filmes de 2006. Poucas histórias conseguiram me comover tanto. E pensar que é a sede dos americanos por diamante que alimenta essa indústria da mutilação, carnificina infantil e ganância. Não é à toa que o chão africano é tão vermelho quanto o sangue. Nota 3/5

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007 às 01:58

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Syriana - A Indústria do Petróleo: uma história de difícil digestão

Syriana - A Indústria do Petróleo (Syriana, 2005) é um dos filmes mais chatos que já vi. Os diálogos são longos, confusos, cheios de detalhes burocráticos e com muitas palavras técnicas.

O tema é a geopolítica do petróleo. Mas no final dos 126 minutos de exibição, nem sabia mais como aquilo tudo tinha começado. Mais de 70 personagens se revezam na tela em 4 tramas paralelos. Informações demais para o dono deste blog.

Escrito e dirigido por Stephen Gaghan (o mesmo de "Traffic") e baseado no livro "See No Evil" do veterano da CIA, Robert Baer, Syriana deu o Oscar de "Melhor Ator Coadjuvante" em 2006 a George Clooney.

      

Entendo a importância do assunto, achei louvável a coragem das empresas envolvidas nesse projeto, gostei das locações no Oriente Médio e fiquei empolgado com o destino dos personagens principais. Mas até agora não consegui digerir o filme. Quem sabe ruminando mais um ou duas vezes eu conseguisse captar alguma coisa, por hora detestei Syriana. Nota 1/5

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