Mesmo com essa inversão no papel de bisbilhoteiro, nada parece ter mudado: continuamos interessados na vida alheia. O chato é que no Twitter a fofoca chega em migalhas. Para quem não tem paciência pra isso, existe outra boa maneira de conhecer a vida dos famosos: o livro de memórias. Foi seguindo meus instintos de xereta que comprei Eric Clapton - A Autobiografia (Editora Planeta, 2007).
Como a maioria das pessoas, conheci Eric Clapton através da música "Tears in heaven". Eu era moleque, passeava na casa dos 10-11 anos. Um amigo tocou a música no violão, enquanto me contava a trágica história que havia inspirado Clapton: a morte do próprio filho. Desde então não esqueço os acordes, a letra e a melodia. Depois vieram outros sucessos como "Wonderful tonight" e "Layla", mas aí eu já era um seguidor.