Mas talvez não dê tempo, pois de acordo com o calendário maia, o mundo acabará em 21 de dezembro de 2012. Para comprovar essa teoria, os especialistas recorrem ao alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da Via Láctea justamente nesse dia. O que vem depois? O filme 2012 (2012, 2009) explica direitinho. A história mistura a previsão maia com as principais teorias catastróficas conhecidas, incluindo a reversão do campo magnético da Terra, a mudança no eixo de rotação do planeta e uma devastadora tempestade solar.
Não há uma única resposta, mas gostei da forma pragmática defendida na aventura apocalíptica. O filme dividiu os seres humanos em três grupos: políticos, inteligentes e ricos. O primeiro grupo se encarregaria de exercer a liderança no mundo pós-destruição. No grupo dos inteligentes estariam os cientistas, geneticistas e outras profissões que poderiam contribuir para desenvolvimento social. Para completar temos o grupo dos ricos, que financiaria todo o projeto. E animais? Você os levaria em detrimento a outros humanos?
Por tudo isso, achei 2012 um filme sociologicamente rico. Mas a verdade é que no final das contas, o que realmente chama atenção é o ritmo alucinante da história. As cenas de destruição são vertiginosas. Um espetáculo de visto de cima. Mas basta um tsunami cobrir uma família diante de nossos olhos para o mundo vir abaixo. Pena que o final tenha escorregado no melodrama. Ainda assim, 2012 é um dos filmes mais divertidos do ano.
Confira o trailer legendado: