segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 às 19:46

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Os Descendentes: atmosfera de férias para contar uma história traumática

Nota 3/5
Os Descendentes
Há meio século minha família vive no mesmo bairro. Nossos parentes chegaram do interior, fixaram raízes e acompanharam o desenvolvimento da cidade. Mas nos últimos três anos a especulação imobiliária transformou a região. Surgiram lojas, clínicas, restaurantes, faculdades, estacionamentos. O preço da moradia subiu, saindo da casa milhar das dezenas para centenas. Muitos não resistiram ao lucro fácil, afastaram-se e hoje sequer participam das tradicionais reuniões anuais.

No filme Os Descendentes, Matt King (George Clooney) passa por uma situação semelhante. Ele administra uma porção de terra no Havaí, herença familiar a ser dividida entre vários irmãos, primos e tios. O dilema é se a herança deve ou não ser vendida. Para dificultar a decisão, sua esposa sofreu um grave acidente e está em coma no hospital. Sozinho com duas filhas, ele buscará as melhores decisões para a família.

Os Descendentes Os Descendentes

domingo, 12 de fevereiro de 2012 às 14:48

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Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres: faltou suspense mas sobrou coragem

Nota 3/5
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Assim que botei o olho no cartaz de Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, lembrei de "Neuromancer" (1984), romance de William Gibson (leia a resenha). Assim como no filme, a protagonista do livro é uma garota pálida, cybercriminosa, drogada, que usa roupa de couro preto colada ao corpo e vive cercada de problemas e tragédias. Não conheço o trabalho do sueco Stieg Larsson, autor da obra que inspirou a adaptação homônima, mas posso imaginar que ele bebeu da mesma fonte cyberpunk que gerou "Matrix" (1999) e tantas outras ficções.

Mas as semelhanças param por aí. Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres na verdade pouco tem de distopia pós-apocalíptica. O longa está mais para um filme noir. A história é centrada em Mikael Bomkvist (Daniel Craig), jornalista investigativo que está enfrentando processo por calúnia e difamação. Buscando isolamento, ele aceita o convite do magnata Henrik Vanger (Christopher Plummer) para investigar o desaparecimento da sua neta, ocorrido há 36 anos. O que parecia apenas um caso de registro documental, transforma-se numa grande investigação a partir da entrada da hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara).

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres

sábado, 11 de fevereiro de 2012 às 15:41

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O Homem Que Mudou o Jogo: a vitória da estatística no ganancioso cenário esportivo

Nota 4/5
O Homem Que Mudou o Jogo
Uma das facetas mais obscuras do futebol brasileiro é o processo de compra e venda de jogadores. É sempre a mesma coisa: cartolas com aspirações políticas, agentes especialistas em lobby e empresários em busca de lucro rápido. Assim funciona o multimilionário mercado da bola. Em sua maior parte, as negociatas repetem fórmulas já conhecidas. O nome do atleta é oferecido ao clube, que o põe sobre a mesa enquanto se discutem opiniões. O resultado é a supervalorização de alguns e obscuridade de outros.

Depois que assistir O Homem Que Mudou o Jogo, percebi que essa lógica é idêntica no baseball americano. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Billy Beane (Brad Pitt), gerente do time do Oakland Athletics. Com pouco dinheiro em caixa, ele juntou-se ao economista Peter Brand (Jonah Hill) no desenvolvimento de um sofisticado programa de estatísticas para o clube. A ideia é encontrar os melhores jogadores ao preço mais baixo. Quem joga o fantasy game Cartola SporTV sabe do que se trata.

O Homem Que Mudou o Jogo O Homem Que Mudou o Jogo

domingo, 5 de fevereiro de 2012 às 14:08

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Cavalo de Guerra: visão romântica de uma das maiores tragédias da história da humanidade

Nota 4/5
Cavalo de Guerra
Em 1914 estourou a Primeira Guerra Mundial durante a Belle Epóque, período marcado pelo progresso econômico e tecnológico no mundo industrialista burguês da Europa. Inglaterra, França e Rússia entraram num conflito bélico contra Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro. O Velho Mundo finalmente experimentava o poder destrutivo de metralhadoras, tanques, submarinos, aviões e gases venenosos. Diante dessa evolução armamentista, a Grande Guerra marcou o fim da participação de cavalos no campo de batalha. Os animais já não suportavam o peso de blindados e morriam aos milhares.

O último desses equinos deve ter sido o protagonista de Cavalo de Guerra, filme de Steven Spielberg baseado em romance homônimo de Michael Morpurgo, lançado em 1982. É na perspectiva dele que a história se desenrola. Batizado de Joey, o cavalo inicia sua trajetória na pequena fazenda habitada pelo jovem camponês Albert (Jeremy Irvine). Desacreditado, ele consegue treinar o franzino animal na dura tarefa de aragem de terras pedregosas. Nasce daí uma grade amizade. Mas vem a guerra e com ela o recrutamento de homens e cavalos. O futuro então passa a ser apenas um sonho esquecido.

Cavalo de Guerra Cavalo de Guerra

sábado, 28 de janeiro de 2012 às 12:39

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O Artista: uma homenagem à grandiosidade simplista dos filmes mudos da década de 1920

Nota 4/5
O Artista
Muita gente atribui ao Globo de Ouro o status de prévia do Oscar. Mas a verdade é que ao longo da década os vencedores da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood não se repetiram na cerimônia do Teatro Kodak. Quem realmente está alinhado ao prêmio da Academia é o Sindicato dos Produtores. Os últimos quatro anos foram coincidentes. Em 2008 o filme "Onde os Fracos Não Têm Vez" venceu os dois prêmios. Em 2009 foi a vez de "Quem Quer Ser um Milionário". "Guerra ao Terror" repetiu a façanha em 2010 e "O Discurso do Rei" em 2011. Todos considerados surpresas no Oscar. Isto é: espanto para quem não acreditou no primo pobre.

Nesse ano os produtores deram o grande mérito para O Artista. Repetindo no Oscar, seria outra aposta inesperada. O Artista é um filme mudo francês que se ambienta na Hollywood da década de 1920. O personagem chave da história é George Valentin (Jean Dujardin). Astro das produções teatrais, ele encontra a decadência a partir da chegada do cinema falado. Paralelamente acompanhamos a ascensão meteórica da jovem Peppy Miller (Bérénice Bejo), que toma o lugar do galã como grande estrela das bilheterias. A comédia-drama é toda em preto e branco, gravada como antigamente. Até o formato do créditos é emulado para garantir a veracidade histórica.

O Artista O Artista

sábado, 19 de novembro de 2011 às 06:41

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A Ponte do Rio Kwai: superioridade cultural britânica a serviço da velha apologia militar

Nota 1/5
A Ponte do Rio Kwai
O desemprego é um dos responsáveis pelas principais aflições, crises e frustações do homem contemporâneo. Atualmente vivemos um cenário desanimador, especialmente nos Estados Unidos e Europa. Nos mais jovens, surgem as dúvidas sobre talento, competência e utilidade. Sou capaz de produzir alguma coisa? Posso criar? Ajudar? Para viver em sociedade, espera-se que todos contribuam na geração de um bem comum. Ociosos, muitos mergulham numa profunda crise emocional e perdem a razão de existir.

E a melhor maneira de fugir do abatimento é trabalhando. No filme A Ponte do Rio Kwai (1957), esse é o mote usado pelo oficial inglês Nicholson (Alec Guinness) para manter a moral de sua tropa elevada. Eles são prisioneiros dos inimigos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Forçados a construir a tal ponte, decidem empregar seu esforço para demonstrar o que eles chamam de "superioridade britânica".

A Ponte do Rio Kwai A Ponte do Rio Kwai

quinta-feira, 17 de novembro de 2011 às 05:57

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11-11-11: deprimente e pretensiosa história de terror sobre fanatismo religioso

Nota 1/5
11-11-11
A Suméria é considerada a mais antiga civilização humana. Segundo sua tradição, todos terremotos e catástrofes naturais são manifestações divinas de zanga e frustração contra suas criaturas. Reza a lenda que no 11º dia, do 11º mês, do 11º ano, uma portal se abriria sobre a Terra. Por ele entrariam criaturas demoníacas nunca antes vistas pelos mortais. Sangue inocente seria derramado e a fé dos homens destruída. Uma ruptura desencadearia uma zona de transição, dando início a uma nova era das trevas.

Bem, esse dia chegou. O terror 11-11-11 (2011) se apossou da lenda e provocou grande curiosidade. No filme, Joseph Crone (Timothy Gibbs) é um escritor ateu que vive atormentado pela trágica morte da esposa e filho. Enquanto tenta entender as estranhas aparições envolvendo o número 11, faz uma viagem de urgência à Espanha para acompanhar os últimos dias de vida do pai. Rancores e desavenças marcam o retorno.

11-11-11 11-11-11

terça-feira, 15 de novembro de 2011 às 09:06

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Planeta dos Macacos - A Origem: uma épica jornada de sonho, liderança e independência

Nota 5/5
Planeta dos Macacos - A Origem
Ontem foi manchete em todos os jornais: homem é atacado por macacos em zoológico de São Paulo. Além do lado bizarro, esse tipo de notícia sempre gera uma grande curiosidade. O fato isoladamente não representa quase nada. Mas simbolicamente, ser atacado pelo segundo animal na linha evolutiva da nossa espécie acende um sinal de alerta. Ficamos atentos aos perigos potenciais que uma "revolução dos bichos" poderia causar. Os humanos serão superados? Deixaremos de dominar a Terra? Criaremos novos seres vivos inteligentes?

Planeta dos Macacos - A Origem (2011) consegue nos convencer que tudo isso é possível. No filme, James Franco é Will Rodman, um pesquisador do mal de Alzheimer. Durante testes envolvendo aplicação da vacina em macacos, ele consegue melhorar a memória das cobaias. Não só devolvendo o que foi perdido, como tornando-os mais inteligentes. O problema é que o medicamento acaba gerando efeitos colateriais indesejáveis, como um aparente aumento da agressividade nos bichos.

Planeta dos Macacos - A Origem Planeta dos Macacos - A Origem

sábado, 12 de novembro de 2011 às 11:18

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A Árvore da Vida: sonolentas mensagens subliminares para responder dúvidas íntimas do criador

Nota 2/5
A Árvore da Vida
Alguma coisa acontece na vida de um homem quando nasce seu primeiro filho. É como se o mundo sofresse uma incrível transformação. Nesse instante é oferecido ao pai a resposta final para a grande pergunta da humanidade: qual o sentido da vida? Não dá para descrever a sensação desse momento. É como se num piscar de olhos você acordasse com uma vida nova. Crenças são repensadas, planos reformulados, sonhos redirecionados. Nada é igual como antes. O sono, a casa, a escola, a comida, o amor. A existência absorve novas responsabilidades.

Brad Pitt passou por isso recentemente. Assisti uma entrevista em que ele comentava o impacto dessas mudanças. Por isso facilmente me identifiquei com seu papel em A Árvore da Vida (2011). O filme se passa no Texas da década de 50 e conta a história de um pai de família comum, batalhando para garantir um futuro digno aos filhos. Lentamente a história aproxima o ângulo para a relação entre pai e filho. Vários temas são abordados: religião, ciúme, fraternidade, altruísmo, sucesso, fracasso, morte e perdão. Algumas partes são bem surrealistas, como num trecho que mostra o nascimento da Terra.

A Árvore da Vida A Árvore da Vida

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 às 22:38

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Capitão América - O Primeiro Vingador: yankee imperialista, revela a essência do verdadeiro herói

Nota 4/5
Capitão América - O Primeiro Vingador
Comecei a gostar de desenho vendo um Capitão América rabiscado na parede da casa do meu primo. Fiquei doido com a combinação azul-vermelho do uniforme. No peito uma estrela gigante dava a imponência necessária ao herói. À frente um grande escudo redondo, com linhas simétricas e limpas. O acessório perfeito, capaz de garantir a guarda numa luta e servir de transporte em diversas situações. Foi a primeira vez que me motivei a copiar uma imagem. Na última página do caderno repliquei diversas vezes o personagem.

Com os anos perdi meu interesse. Passei a enxergar no Capitão América o estereótipo do americano imperialista. A bandeira dos EUA em forma de uniforme, o recrutamento militar, a defesa de um mundo ao modelo yankee. O livro "A Invasão Cultural Norte-Americana" trouxe bons ensinamentos nessa delicada balança cultural. Então passei a repelir todos esses símbolos. Quando a fase rebelde passou, voltei a consumir quadrinhos sem o peso na consciência. Comecei com Superman, Batman, Homem-Aranha, Hulk. Mas inevitavelmente acabaria tendo que me encontrar com o Capitão América.

Capitão América - O Primeiro Vingador Capitão América - O Primeiro Vingador

segunda-feira, 7 de novembro de 2011 às 18:55

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Cilada.com: comédia do cotidiano deixa um gosto de déjà vu

Nota 3/5
Cilada.com
A internet é uma poderosa ferramenta. Nos últimos anos ele globalizou a intimidade de casais, amplificou pequenos deslizes e deu fama a milhares de anônimos. Em minutos a vida é alterada e a rotina revista. Já imaginou estrelar um vídeo sexual no YouTube? Pode acontecer com qualquer um. Na era das redes sociais, duas figuras surgem como potencialmente mais destrutíveis: namoradas vingativas e cafajestes virtuais. E como seria um encontro desses?

A comédia brasileira Cilada.com explora esse poder. No filme, Bruno (Bruno Mazzeo) briga com a namorada (Fernanda Paes Leme). Em represália ela põe um vídeo comprometedor na internet. A constrangedora situação garante boas risadas. Mas fiquei com uma sensação de déjà vu. Talvez pela pressão por bilheteria algumas "ciladas" que fizeram sucesso na série foram recicladas. Quem já vinha acompanhando na TV deve ter achado um pouco sem graça.

Cilada.com Cilada.com

domingo, 6 de novembro de 2011 às 10:48

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Kung Fu Panda 2: a melancólica jornada espiritual do urso adotivo

Nota 2/5
Kung Fu Panda 2
Um dos temas mais interessantes da biografia do Steve Jobs é a relação entre ele e sua família biológica, especialmente com o pai. Depois de muito tempo procurando, ele localizou o pai, mas não fez contato. Decidiu não revelar o assunto. Mesmo depois da história se tornar pública, não quis conhecê-lo pessoalmente. Histórias assim sempre emocionam pelo trauma do abandono, da rejeição. Porém, acima dessa mágoa existe uma ânsia, um desejo incontrolável em descobrir quem somos e de onde viemos.

Funciona assim com os homens. Funciona assim com os pandas. A prova é o herói de Kung Fu Panda 2. Filho adotivo, nesse filme ele terá que superar feridas do passado, perdoar os pais e conseguir a sua "paz interior". Não será fácil. Sem ela, nem mesmo o Grande Dragão Guerreiro terá forças suficientes para derrotar centenas de lobos selvagens, destronar o poderoso herdeiro do pavão clã governante da cidade dos mestres chineses e impedir que o terrível canhão de pólvora conquiste o mundo.

Kung Fu Panda 2 Kung Fu Panda 2

quinta-feira, 3 de novembro de 2011 às 15:49

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Steve Jobs - A Biografia: intrigas, descobertas e revoluções numa pequena fábrica de arte

Nota 4/5
NOME
Steve Jobs está no panteão de grandes gênios da humanidade. Ele transformou o Apple II no primeiro computador pessoal. Revolucionou o mercado da informática doméstica com a interface gráfica do Macintosh. Inaugurou o milagre da imaginação digital com "Toy Story" e outros grandes sucessos da Pixar. Reinventou o varejo por meio das Lojas Apple. Mudou a forma como consumimos música com o iPod. Lançou o iPhone e criou da noite para o dia uma nova indústria de aplicativos para dispositivos móveis. Remodelou o computador portátil através do iPad. Criou a Apple, empresa de tecnologia mais valiosa do mundo!

É difícil não ter curiosidade sobre um sujeito desses. A morte precoce só serviu para alimentar esse desejo em descobrir os caminhos trilhados nessa história. Por isso fui um dos primeiros a comprar o livro Steve Jobs - A Biografia (Ed. Companhia das Letras, 2011). Particularmente nunca tive um produto Apple. Também não era fã do empresário. Meu interesse na biografia se deu pelo grande número de opiniões e comentários que explodiram nas últimas semanas. Mais ainda pelo fato de que Jobs e Apple sempre foram uma caixa preta. É difícil encontrar um material oficial em que se possa confiar. Agora já é possível considerar esse livro como o mais importante registro já publicado.

O autor da proeza é Walter Isaacson, experiente jornalista que dedicou dois anos de sua vida para concluir trabalho. Foram mais de 40 entrevistas apenas com o Steve Jobs. E o resultado é excelente. Ele conduziu a biografia de forma bem didática, inteligente, temporal, misturando depoimentos, textos de revistas, livros e discursos. São quase 600 páginas e umas 300 histórias. Algumas delas ele repete, de modo a passar um novo ponto de vista sobre os acontecimentos. Segundo ele deixa claro desde o início, essa foi uma biografia encomendada pelo próprio Jobs. Mas em nenhum momento houve interferência, crítica ou limitação ao trabalho do autor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011 às 16:49

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Ricardo Vignini e Zé Helder - Moda de Rock: o inimaginável encontro da viola com lendas do rock 'n' roll

Nota 5/5
Ricardo Vignini e Zé Helder - Moda de Rock
No final de 2002, fui chamado a trabalhar em Belo Horizonte. Passei três meses longe de casa. Uma das boas lembranças dessa época é a comida mineira. Todos os domingos percorria o centro da cidade em busca de um boteco com forno à lenha. Certa vez encontrei um lugar com música ao vivo e um bom feijão tropeiro.

O sujeito no pequeno palco improvisado, empunhava uma viola e tocava uma adaptação de "Knockin' on Heaven's Door", seguindo com "Chão de Giz" e "Vila do Sossego". Eu sempre gostei da beleza pura dos instrumentos de corda. Pra mim um dos gênios nesse estilo é Zé Ramalho. E naquela noite esse repertório folk nordestino serviu para aquecer a alma.

Pois nesses dias caiu em minhas mãos o álbum instrumental Moda de Rock - Viola Extrema (2010), da dupla Ricardo Vignini e Zé Helder. Ao som da mais clássica viola mineira, eles desenvolvem surpreendentes versões de hinos do rock 'n' roll. Lendas como Pink Floyd, Jimi Hendrix, Iron Maiden e Sepultura, recebem uma camada brasileiríssima da boa e velha viola matuta.