segunda-feira, 12 de outubro de 2009 às 00:45

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Transformers 2 - A Vingança dos Derrotados: sem história, a brincadeira perdeu a graça

Transformers 2 - A Vingança dos Derrotados"Transformers: O Filme" (leia a resenha) foi legal! Além de todo o saudosismo lúdico, a aventura dos robôs da Hasbro conseguiu nos divertir e impressionar com a qualidade dos efeitos visuais. Sucesso estrondoso, não demorou muito para os executivos de Hollywood financiarem a sequência: Transformers 2 - A Vingança dos Derrotados (Transformers: The Revenge of the Fallen, 2009). Mantiveram Michael Bay na direção e todo o elenco original. Os caras devem ter pensado: "Duplicando tudo que deu certo no filme anterior, faremos muito mais sucesso".

Eles começaram aumentando o número de robôs. No primeiro filme eram apenas 14, agora são 46!!! O resultado é uma grande bagunça. Transformers 2 parece a prateleira do meu quarto: uma fila imensa de robôs brilhantes, mas todos sem personalidade. Com tanta máquina brigando por espaço na tela, ficou até difícil compreender o que se passava nas imagens. A cena inicial, por exemplo, é vertiginosa. Fiquei tonto com a rapidez dos movimentos. Entendi patavinas do que acontecia.

Transformers 2 - A Vingança dos DerrotadosTransformers 2 - A Vingança dos Derrotados

Outra coisa foi tirar Sam Witwicky (Shia LaBeouf) do papel de nerd coitadinho para fodão porra-louca. Fracasso total. A mudança pareceu artificial e sem sentido. Um dos piores momentos do filme é quando o jovem herói ingressa na faculdade e deixa para trás a família de [forçadamente] malucos, seu "transformer de estimação" Bumblebee (voz de Mark Ryan) e a namorada Mikaela Banes (Megan Fox). Ela é um caso a parte. Abusaram tanto do apelo sexual que a pobre virou uma [quase] boneca inflável: boca aberta e vontade de ser feliz.

Mas o principal defeito de Transformers 2 - A Vingança dos Derrotados é falta de argumentos convincentes para a história. Fato que deixa o filme sem graça e muito sonolento. Nem mesmo a disputa política entre os Autobots e o governo dos EUA conseguiu dinamizar o roteiro. Fiquei até o último segundo esperando a tal vingança prometida no título. Ela não veio. Pior do que isso foi vê toda a mitológica altivez dos Decepticons jogada ao lixo, como se fosse um brinquedo velho que não tem mais valor. Nota 2/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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domingo, 11 de outubro de 2009 às 00:32

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Ano Um: monótona comédia sobre proibições e excentricidade dos deuses

Ano UmDesde pequeno cultivo uma curiosidade sobre a pré-história. Tudo começou na longínqua sexta série do primário. De lá pra cá pouca coisa apareceu de interessante. As exceções são "Os Flintstones" e "Família Dinossauros", em especial essa última, que conseguia fritar meu cérebro a cada "querida, cheguei". Recentemente tivemos a divertida aventura "10.000 A.C." (leia a resenha), mas é pouco para o enorme potencial desse universo.

Ano Um (Year One, 2009), comédia produzida por Judd Apatow – responsável pelo sucesso de "Superbad - É Hoje" (leia a resenha) – não nasceu com a responsabilidade de preencher essa lacuna criativa da pré-história. Porém, desde o começo entendi que esse seria um filme sobre as desventuras dos homens das cavernas. E fazer humor numa sociedade tão bizarra não deve ser difícil. "A Guerra do Fogo" (1981) conseguiu isso sem esforço.

Ano UmAno Um

Mas ao contrário do que imaginei, Ano Um não se resume à dinâmica social das cavernas. Na verdade a comédia explora o tema apenas como argumento para "recontar" o Velho Testamento. Os protagonistas são Zed (Jack Black) e Oh (Michael Cera), dois caçadores trapalhões de uma comunidade primata. Expulsos da tribo, eles acabam conhecendo Caim, Abel, Isaac, Abraão e outras figuras bíblicas. Juntos tentarão organizar a bagunça e escrever um novo capítulo no livro sagrado.

De forma geral a comédia faz uma severa crítica às proibições e excentricidades divinas, incluindo os sacrifícios físicos que os deuses costumam pedir, como: matança de virgens, assassinato de filhos e circuncisão em crianças. Fora isso Ano Um é monótono, sem graça e de extremo mau gosto. Um total e absoluto desrespeito à cristandade e seus agentes. Para brincar com um assunto tão complexo é preciso um pouco de inteligência e muita responsabilidade, duas coisas estranhas ao filme. Nota 1/5

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terça-feira, 6 de outubro de 2009 às 23:57

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Arrasta-me para o Inferno: divertido terror sobre a volta triunfal do satanismo

Arrasta-me para o InfernoEm 2002 a revista Superinteressante escreveu: "O Diabo chega ao século XXI deitado sobre a fama arrecadada ao longo do tempo. O Diabo teve que ceder aos progressos da ciência, à liberdade de pensamento e ao avanço da razão sobre a superstição. Mas é inegável que, mesmo reduzido à idéia original que o criou, ele continua influente em nossos dias, qualquer que seja a classe social, o nível cultural ou a nacionalidade das pessoas. Não é exagero dizer que, de certa forma, o velho e mau Satã tem sido revalorizado nos últimos tempos."

É tão verdade que ontem passou um documentário no "History Channel" justamente sobre isso. O programa citava a influência da ira (pecado capital favorito do Tinhoso) nas relações sociais. O texto explorava o organograma do inferno, citando os demônios e sua estrutura de poder. Como uma verdadeira empresa, cada atividade fica a cargo de um dos chifrudos. A reportagem não citou Baphomet, uma espécie de bode humanóide, mas nele reside uma das representações mais importantes do satanismo.

Arrasta-me para o InfernoArrasta-me para o Inferno

Sam Raimi (diretor dos três filmes do Homem-Aranha) pegou essa figura mitológica e criou uma nova lenda: Lamia. No filme de terror Arrasta-me para o Inferno (Drag Me To Hell, 2009), o demônio é invocado pela velha maluca Sylvia Ganush (Lorna Raver), que lança a maldição na pobre Christine Brown (Alison Lohman). A menina então tem três dias para se livrar desse encosto. Com ajuda do namorado Clay Dalton (Justin Long) ela precisará de muita coragem (e dinheiro) para enfrentar a besta antes de ser tragada para o inferno.

Arrasta-me para o Inferno é divertido. Fiquei surpreso com a qualidade no acabamento visual. O ritmo da história é outro ponto forte, mantendo o clima tenso o tempo todo. Gostei também das cenas durante o dia, com demônios atacando sob a luz do sol. O roteiro, apesar de simples, propicia alguns subtramas interessantes, tentando tornar o filme mais próximo da vida real. Cheguei a pensar numa espécie de volta triunfal do satanismo, mas não chega a tanto. Arrasta-me para o Inferno está longe da supervalorização que a mídia especializada anda fazendo. Nota 4/5

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domingo, 20 de setembro de 2009 às 06:00

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Lie To Me - 1ª Temporada: o seriado da mentira

Lie To Me – 1ª TemporadaQuantas mentiras você disse hoje? De acordo com esse seriado o homem não conversa durante muito tempo sem contar alguma. Lie To Me – 1ª Temporada (Lie To Me - Season One, 2009) é um seriado investigativo, como tantos outros que permeiam os canais atualmente, porém ele trás um tempero diferente, não o uso de alta tecnologia, nem provas forenses partindo de perícias e corpos putrefatos e sim o homem.

O homem em si não é o foco da série, mas as palavras que dizemos e a atitude corporal que temos e nesse contexto que entra em cena o Lightman Group, uma equipe especializada em detectar sem a necessidade de polígrafo o que as pessoas estão sentindo num momento de interrogatório e assim avaliar se a pessoa em questão diz a verdade ou não.

Na série esse grupo é criado pelo Dr. Cal Lightman (Tim Roth), que varreu o mundo estudando vários povos e trazendo a tona o conceito de universalização da microexpressão, provando que um mesmo sentimento universal apresenta as mesmas características corporais independente da cultura.

Lie to Me - 1ª TemporadaLie to Me - 1ª Temporada

E como não deixaria de ser diferente a formula do C.S.I se repete. Um grande investigador, fica no foco enquanto outros personagens fazem alguns trabalhos secundário para ajudar no desenrolar da trama. Por isso temos a Dra. Foster (Kelli Williams), psiquiatra treinada por Lightman para identificar microexpressões e ajudar nos perfis psicológicos.

Eli Locker (Brendan Hines) outro estudioso das microexpressõe que tem uma doença de sempre falar a verdade, um glichê até perdoável pelo trocadilho de seu nome que seria numa tradução livre: cadeado. Caixão (lembra a frase "levar seu segredo para o túmulo"). E por fim temos Ria Torres (Monica Raymund), uma descendente latina que mesmo sem estudo tem o dom de ler microexpressões das pessoas.

Lie To Me não traz uma fórmula nova, mas o contexto e as histórias são bons. Pra mim a série ganha ponto ao mostrar celebridades mundiais e suas microexpressões em momentos chave. Será difícil depois de assistir essa série não tentar captar as microexpressãoes das pessoas no dia-a-dia. Nota 3/5

Assista ao trailer:

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 às 15:20

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Força Policial: a desconstrução familiar de um velho sonho de criança

Força PolicialA instituição família está falida! Talvez não completamente, mas boa parte do antigo código de honra não existe mais. A defesa intransigente dos pares, por exemplo, hoje é considerada desvio de caráter. Seguindo esse ritmo, certamente chegaremos ao dia em que pais, filhos e irmãos, serão inimigos íntimos vivendo sob eterna e mútua vigilância. Nesse admirável mundo novo, enfim, "1984" (romance de George Orwell, leia a resenha), deixará de ser ficção.

Infelizmente, eu e você vivemos numa era de transição. De um lado nossos avós, clamando pela volta dos velhos e bons tempos do paternalismo religioso. De outro nossos filhos, jogados aos leões na competitiva, violenta e individual sociedade do consumo. Nesse seara de utopias e distopias, nosso caráter é diariamente colocado à prova. A questão não é mais se devo obediência ao interesse individual ou coletivo. A dúvida é o que significa "interesse individual" e "interesse coletivo".

Força PolicialForça Policial

Nesse sentido, uma das provações mais viscerais dos últimos tempos viveu Ray (Edward Norton), no filme Força Policial (Pride and Glory, 2008). O sujeito faz parte de uma dinastia de policiais, que inclui seu pai Francis Tierney (Jon Voight), o irmão Francis Jr. (Noah Emmerich) e o cunhado Jimmy Egan (Colin Farrell). Nomeado a conduzir uma investigação para apurar um escândalo de corrupção na polícia, Ray acaba descobrindo indícios do envolvimento de familiares, dando início ao conflito moral.

Força Policial é selvagem. Muito, muito violento. O ponto culminante é a cena em que uma dupla de policiais corruptos tortura uma família inteira. O alvo é um bebê de poucos meses. A criança passa alguns segundos sendo ameaçada com um ferro de passar quente em seu rosto. Até que ponto você mentiria para proteger seus familiares? Pois garanto que Força Policial consegue ultrapassar esse seu ponto. É um filme de pura estupidez e anarquismo ético.

Força PolicialForça Policial

Ainda assim achei Força Policial um filme ruim. Pro meu paladar faltou emoção, drama, adrenalina, principalmente na primeira metade. A segunda parte do filme é mais interessante, principalmente por conta da desconstrução daquele velho "sonho" das crianças de se tornarem policiais. Partindo do respeito imposto pela arma/distintivo, até chegar à dura realidade das ruas, banhadas por corrupção e disputa política por cargos diretivos. Quem sabe o fim da família esteja justamente ligado a esse mesmo choque existencial. Não, Força Policial não é tão forte assim.Nota 2/5

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009 às 21:35

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Distrito 9: Peter Jackson no que sobrou do game "Halo"

Distrito 9Os games há algum tempo vêm tomando o espaço (e o dinheiro) do cinema no lucrativo mercado do entretenimento. Sabiamente, ao invés de se tornarem rivais, essas indústrias uniram forças. Games adaptam filmes. Filmes adaptam games. O problema é que a balança anda pendendo pra um lado, pois a grande maioria dos filmes fracassou ao tentar transportar para a tela a dinâmica do joystick. Isso até Peter Jackson – o mago responsável pela trilogia O Senhor dos Anéis – anunciar o "projeto Halo".

Para quem não sabe, "Halo" é um jogo de tiro em primeira pessoa produzido para o console Xbox 360 da Microsoft. Nele o jogador assume o papel de um supersoldado, tendo que enfrentar uma aliança de raças alienígenas. Extremamente premiado e com uma legião de fãs fervorosos, "Halo" talvez seja o maior jogo da história. Não só pela absurda qualidade dos gráficos ou jogabilidade extrema, mas sim porque "Halo" é um dos jogos mais inovadores já criados.

Distrito 9Distrito 9

Por tudo isso, Peter Jackson era a pessoa certa para tentar filmar essa magia. Mas infelizmente o projeto não foi aprovado pelos estúdios. "Halo" então pareceu que iria morrer. Mas até que surgiu a idéia de usar o orçamento que restou para gravar Distrito 9 (District 9, 2009). Jackson ficou com a produção e chamou o sul-africano Neill Blomkamp, responsável pela publicidade do game na televisão, para assumir a direção. Juntos criaram um filme "independente" ao estilo "A Bruxa de Blair".

No mesmo dinâmica do game, o filme conta a história de um nave alienígena que misteriosamente paira sobre Johannesburgo, África do Sul. Os humanos capturam dezenas de aliens e os coloca numa área chamada "Distrito 9". Depois de quase 30 anos, o lugar se transforma numa espécie de favela. Os extraterrestres inclusive traficam armas e drogas (na verdade é apenas comida de gato). O governo então emite uma ordem de despejo (?!), visando alocá-los numa área afastada e confiscar suas poderosas armas. É quando o pau começa.

Distrito 9Distrito 9

Distrito 9 é um filme toscamente incrível. Os aliens entram na história com extrema naturalidade, sem mistérios ou delongas. Nus e crus. Ao final é quase inevitável a comparação com o Apartheid, em que brancos cerceavam a liberdade dos negros. O estilo documental também ajuda a ressaltar essa despretensiosa analogia. Distrito 9 só peca pelo estilo pastelão do protagonista. Ficou divertido, mas o filme acabou perdendo em seriedade. O resultado é uma farofa conceitual ao modo alienígena. Nota 4/5

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terça-feira, 18 de agosto de 2009 às 23:39

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Aprendendo a Viver: uma poesia musical sobre sonhos e realidade

Aprendendo a ViverEssa tem sido uma semana muito triste. Ontem soube que a mãe de uma amiga faleceu. Hoje foi a irmã de um colega de trabalho. Ambos bem próximos de mim, vivemos uma rotina de trabalho e acima de tudo compartilhamos alegrias e tristezas. Nessas horas difíceis costumo me indagar sobre nossa missão no mundo, principalmente porque nesse caso a morte levou duas pessoas jovens, que não tiveram tempo suficiente para aproveitar a vida.

Não perder tempo, fazer a vida valer a pena, contrariar a norma, assumir o risco. Todo mundo sabe dessas coisas, mas pouquíssimas pessoas têm coragem de colocar isso em prática. Uma delas é Walter Vale (Richard Jenkins), protagonista do filme Aprendendo a Viver (The Visitor, 2008) e concorrente ao Oscar na categoria Melhor Ator. Ele é um daqueles sujeitos que em toda esquina a gente encontra: homem, assalariado, meia-idade, abandonou os sonhos para viver no conforto consumista que a sociedade exige.

Aprendendo a ViverAprendendo a Viver

O resultado disso é que Walter acabou se tornando amargo, reservando suas emoções para os momentos em que está sozinho, longe do olhar inquisicional. Obrigado pela faculdade em que trabalha a viajar para Nova York para participar de uma conferência, Walter encontra alojado em seu apartamento o músico sírio Tarek (Haaz Sleiman) e a artesã Zainab (Danai Gurira), imigrantes ilegais. Surpreso e ao mesmo tempo sensível à situação, ele acaba desenvolvendo uma amizade com o casal e entrando num processo de autoconhecimento.

O roteiro é muito bom. Algumas cenas são emblemáticas, como a professora de piano decretando que ele era velho demais para aprender música. Existe mesmo isso? Duvido! Walter mostrou em Aprendendo a Viver ser absolutamente apaixonado pela música. Idependente de idade, o som aflora no bater ritmado da caneta, num um pé acompanhando o batuque do atabaque ou no assobio que imitando a gaita.

Aprendendo a ViverAprendendo a Viver

Aprendendo a Viver mostra que a vida muitas vezes é tão curta que nem dá tempo aproveitar. O filme acabou se tornando uma trágica poesia musical sobre sonhos e realidade. Esses dois lados estão equitativamente representados no filme. Por um lado somos tentados a embarcar nessa aventura intelectual do velho Walter, por outro conhecemos a dura realidade dos estrangeiros que vivem nos Estados Unidos pós "11 de Setembro". Um sinal de que mesmo naqueles momentos em que se perde o sentido da vida, a felicidade, ainda que fugaz, é possível. Nota 3/5

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sábado, 8 de agosto de 2009 às 22:17

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Anjos da Noite - A Rebelião: mesmo fraco, é a melhor parte da trilogia

Anjos da Noite - A RebeliãoQuem você gostaria de ter como amigo: Tyson ou Holyfield? Quem seria um bom vizinho: John ou Paul? Quem você contrataria como motorista: Senna ou Schumacher? Quem seria o primeiro no seu time da pelada: Zico ou Maradona? Quem você chamaria pra um chazinho: romancistas ou modernistas? Não há resposta pra essas perguntas. Forças equivalentes não possuem vencedores ou derrotados.

E um exemplo disso é Anjos da Noite - A Rebelião (Underworld: Rise of the Lycans, 2009), terceiro filme da série de ação/terror. A história dessa vez explora o nascimento da guerra milenar entre vampiros e lobisomens (lycans). Ambos filhos de Alexander Corvinus, essas duas raças sobrenaturais tomaram caminhos bem distintos. Os vampiros tornaram-se elegantes e aristocráticos. Já os lobisomens, bestas selvagens sem qualquer traço de humanidade.

Anjos da Noite - A RebeliãoAnjos da Noite - A Rebelião

Viktor (Bill Nighy), o líder dos vampiros, encontra um jeito de manipular a genética dos lobisomens. Dessa experiência nasce Lucian (Michael Sheen), lobisomem com aparência humana que pode se transformar em animal sempre que desejar. O vampirão usa essa nova espécie para escravizá-los. A Rebelião começa quando Lucian assume a liderança da matilha, parte pra cima dos dentuços e engata um amor shakespeariano com a vampira guerreira Sonja (Rhona Mitra).

Anjos da Noite - A Rebelião é a melhor parte da trilogia. Ainda assim, fraco. Praticamente é um único cenário o filme inteiro. Os efeitos estão mais interessantes, mas nunca chegam a ser convincentes. O pior é que essa história tem um potencial incrível. Uma boa briga entre vampiros e lobisomens seria espetacular! Um prato cheio para explorar nossos medos e mitos. Afinal, se tivesse que escolher, quem você não gostaria de vê na festinha de aniversário de sua filha: vampiros ou lobisomens? Nota 2/5

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009 às 15:00

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Numerati: a modelagem matemática do homem

NumeratiNumerati (Editora Saraiva, 2009) é um livro escrito pelo jornalista Stephen Baker, que de uma sugestão sobre uma coluna abordando o tema matemática, acabou criando um livro sobre uma ciência que ainda está no início, mas que se propõem a ser aplicada em várias esferas da vida cotidiana do homem, desde seu voto, as suas compras nos supermercado, suas interações na internet e sua vida amorosa.

Não é segredo para ninguém que vivemos na era da informação e o livro numerati trata não dessas informações, ou que tipo elas são, mas as pessoas que estão nos bastidores captando todos os dados que geramos e tratando com fórmulas matemáticas e estatísticas para retratar nossa vida e nos conhecer melhor.

A velha máxima de conhecimento é poder fica evidente em todos os capítulos do livro, pois somos desmascarados pelas nossas compras nos supermercados, nos blogs que escrevemos e nossas pesquisas na internet, ou seja, como na astronomia podemos localizar um buraco negro, não o vendo, mas o acompanhando por fenômenos indiretos que denuncia sua presença.

A abordagem do jornalista ao criar um tipo de diálogo com o leitor suaviza a aridez do tema e o torna muito bom de ser lido, pois no momento que ele expõe nomes como processos estocásticos, vetores, dimensões e gráficos, ele conta de experiências e conversas que ele teve com matemáticos e mineradores de dados do Yahoo e da NSA (Agência de Segurança Americana).

A verdade que a matemática e a estatística nunca esteve tão presente em nossas vidas e com a capacidade de processamentos dos computadores de hoje ter crescido muito, a análise de um número enorme de variáveis por um grande banco de dados ocorre em poucos segundos e com isso várias correlações podem ser traçadas, porém o livro mostra que os dados nada nos dizem sem uma devida interpretação e nessa etapa entram também outros ramos das ciências sociais como a antropologia, a psicologia, o marketing e etc.

O livro foi sabiamente dividido em vários temas e neles são esmiuçadas todas as pesquisas feitas nessas áreas e onde se pretende chegar no futuro. Os capítulos abordam funcionários, consumidor, eleitor, blogueiro, terrorista, paciente e namorado, tudo feito com o uso de dados que facilmente deixamos espalhados por nosso cotidiano e que estão sendo agora agrupado por empresas e analisadas por numeratis.

O autor mostra que toda essa análise da nossa vida será de conhecimento de empresas e governos e levanta um componente ético, como ficará nossa privacidade? Bem para saber essa resposta e como será nossa vida de agora e daqui a vários anos, recomendo esse livro, pois os numeratis irão lhe proporcionar não apenas boas compras nos supermercados, mas uma velhice bem mais segura no futuro. Nota 4/5

sábado, 18 de julho de 2009 às 06:00

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The Conduit: conspiração, aliengínenas e multiplayer

The ConduitThe Conduit (Sega, 2009) é um FPS (first-person shooter) lançado dia 23/06 que merece a atenção dos jogadores de Wii que clamavam por jogos adultos. Esse é o primeiro jogo da High Voltagem Software, que estudou o console e criou para ele uma engine própria para esse tipo de jogo. No passado ela prometeu muita coisa, como uma quantidade enorme de inimigos na tela e um multiplayer com vários jogadores, no final ela não entregou tudo que prometeu, mesmo assim não fez feio.

A campanha do jogo é curta e a história de fundo não importa muito. O importante é entrar, matar, não ser morto e ir de um ponto A para um ponto B. Com relação à trama, o jogador se encontra na pele do Agente Ford que é contratado para capturar o terrorista Prometeus. Até descobrir que estava sendo usado pelo verdadeiro vilão do jogo e terá junto de Prometeus acabar com os planos dele, algo bem manjado.

The Conduit

Mas o forte de The Conduit não é sua trama. Podemos dá vários pontos para a jogabilidade que usa sabiamente os sensores de movimentos do nunchuk para atirar granadas e wiiremote para dá uma porrada com a arma. Pela possibilidade de customização dos elementos da tela e controles, além de ver que os gráficos estão bem feitos, nível dos gráficos de "Metroid Prime: Corruption".

E para quem gosta de multiplayer em FPS e tem um Wii esse é um jogo que não pode faltar na coleção. Mesmo visto em sites vários problemas ocorridos no modo on-line, esse é o melhor modo do jogo. As armas são bem balanceadas (não tem faca! ainda bem) e todas têm pontos fortes e fracos. Mas a meu ver, o jogo pecou ao não ter um multiplayer local. Para compensar ele tem suporte ao wii-speak um periférico que possibilita a comunicação entre os jogadores.

The Conduit

Por The Conduit ser o primeiro jogo da HVS, temos que ver que grande esforço foi colocado ali. Eles estão de parabéns! A grande notícia é que a engine para um próximo jogo está melhorando ainda mais. Basta agora torcer para que os jogos dela vendam bastante, pois o Wii está com esse grande problema. Nota 3/5

Veja o trailler:

quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 12:30

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Fringe - 1ª Temporada: o retorno ao tema ciência e conspiração

Nota 4/5
Fringe - 1ª Temporada
O tema conspiração não é algo novo no universo dos seriados, porém o modo como os diretores e escritores conseguem renovar esse tema é algo de se tirar o chapéu. Esse é o caso de Fringe - 1ª Temporada (Fringe - Season One, 2008-2009), uma série também sobre uma conspiração que segue os mesmos moldes de "Arquivo-X", mas que conseguiu ter personalidade ímpar.

Essa série que ainda está na sua primeira temporada já traz uma boa referência que é o nome de J.J. Abrams, que também criou "Alias" e "Lost" e também o ator veterano em seriados, mas que ainda não emplacou no cinema, Joshua Jackson mais conhecido na série "Dawson's Creek".

O inicio da temporada é sobre um misterioso "acidente" aéreo singular. O avião até chegou a pousar no aeroporto com ajuda de sistemas computacionais, porém com todos abordo mortos. Nesse cenário a idéia de terrorismo assola todos os órgãos norte americanos, que mandam representantes de todas as siglas federais que eles possuem. É nessa cena o contato do telespectador com a protagonista da trama: a Agente Olivia Dunham (Anna Torv). Ela entra na cena da investigação meio contra ordem de um superior, o Agente Phillip Broyles (Lance Reddick). Esse personagem se mostrará em toda temporada como alguém ciente do que está acontecendo, mas que não tem ainda todas as peças do quebra-cabeça.

Como em todo seriado, as tramas se desenrolam sobre um eixo, seja um personagem ou um núcleo. Em Fringe a trama tem como eixo a Agente Olivia Dunham, que tem um relacionamento secreto com um agente do FBI, John Scott (Mark Valley) um personagem muito importante hiatória.

Fringe - 1ª TemporadaFringe - 1ª Temporada

Devido a esse acidente aéreo e o rumo que as investigações levaram o FBI, Olívia terá que ter acesso ao Dr. Walter Bishop (John Noble), que encontra-se internado numa instituição psiquiátrica e apenas seu filho Peter Bishop (Joshua Jackson) pode fazer e autorizar visitas. O problema é que - além de ser um gênio - tem um passado nebuloso, fato que o fez sair dos Estados Unidos e acabar no Iraque, fazendo trabalhos de alta tecnologia para quem pode pagar seu preço. Por isso Olivia teve que ir ao Iraque para convencer Peter a ajudar. O problema que devido ao acidente que levou Dr. Walter ao manicômio Peter não quer mais saber de ver o pai.

O acidente das mortes desse avião será o estopim que criará o grupo de investigação "fringe", encarregado apenas de casos bizarros e de ligá-los a uma conspiração chamada de "O Padrão". E como numa espiral, uma multinacional de alta tecnologia chamada Massive Dynamics sempre aparece envolvida com algum caso bizarro que está sendo investigado. Por toda essa temporada fica a pergunta no ar: quem realmente são os bandidos?

Para assistir o trailer aperte play:

terça-feira, 16 de junho de 2009 às 12:30

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Dexter - 3ª Temporada: procurando a humanidade

Nota 4/5
Dexter - 3ª Temporada
Dexter - 3ª Temporada (Dexter - Third Season, 2008) encontra-se diante de grandes desafios e que para ele é mais assustador que montar uma cena de crime para suas vítimas, pois devido a um incidente numa de suas ações noturnas de inclusão na casa de um traficante, ele acidentalmente mata outro homem e teve que fugir para não ser pego.

E como tudo nessa série não ocorre por acaso, esse simples fato desencadeará um turbilhão de acontecimento na vida desse serial killer. Pois além de um assassinato que saiu do controle, ele foi chamado para investigar a cena do crime e lá ele encontra Miguel Prado (Jimmy Smits), que será a peça chave de todo o seriado.

Sua irmã Megan, volta para a polícia com um novo visual e tentando ainda seu lugar ao sol para conseguir uma insígnia de detetive. Para isso ela terá que trabalhar com um policial transferido dos narcóticos. O homem é bastante suspeito e que se encontra sob investigação da corregedoria sobre mortes em que as vítimas aparecem torturadas e sem pedaços da pele.

Dexter - 3ª TemporadaDexter - 3ª Temporada

Mas com várias tramas paralelas, o foco é mesmo Dexter e sua grande amizade com Miguel. Sua tentativa de criar um laço de amizade com ele e sua relação perante a perspectiva de ser pai. Ele se enxerga como um monstro e na sua psicologia seu filho poderá herdar esses caracteres sombrios de sua vida.

Escrever sobre essa temporada, que para mim foi a melhor de todas, é um verdadeiro campo minado. Os detalhes não podem ser revelados, pois a série sempre surpreende nos últimos episódios.

Aperte play para ver o trailer: