segunda-feira, 5 de setembro de 2016 às 20:04

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Narcos - 2ª Temporada: Pablo Escobar provando que nem mesmo Deus deveria ser tão poderoso

Nota 4/5
Narcos - 2 ª Temporada
Ontem tive dificuldade para dormir. Era meia noite e dezessete quando fui pra cama. Tinha acabado de assistir ao último episódio da segunda temporada da Narcos. Normalmente as séries me dão sono, acabo desligando antes da TV. Mas dessa vez fiquei envolvido em um mix de emoções contraditórias. De um lado o alívio pelo fim sangrento da história de Pablo Escobar. De outro o sentimento de luto pela morte de um pai de família que morou algum tempo na esquina ao lado. Minha mente não conseguia trabalhar com essas duas sensações, causando um estranhamento no corpo e dificuldade para relaxar. Sem saber por onde ir, meu cérebro acabou criando cenários de lutos pessoais.

Só consegui sair desse labirinto forçando-me a visualizar as mortes, assassinatos, atentados terroristas contra inúmeras crianças e inocentes promovidas por El Patron. Provoquei-me a assistir mentalmente ao episódio 11 da série, mas dessa vez sem o filtro dos recursos multimídia, maquiagem teatral ou qualquer dos três “d” da trilha musical. A voz que me fiz escutar foram dos gritos, tiros e bombas que aterrorizaram o povo colombiano por tantos anos. É assustador como uma única pessoa -- com uma mente demoníaca e a motivação canalizada -- possa ter tanto poder. Nem mesmo Deus deveria ser tão poderoso, quiçá um homem.

Narcos - 2ª Temporada Narcos - 2ª Temporada

domingo, 15 de novembro de 2015 às 21:49

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007 Contra Spectre: uma briga de gerações pelo controle da espionagem britânica

Nota 2/5
007 Contra Spectre
O preço da liberdade é a eterna vigilância. A frase moldou os últimos dois séculos da nossa sociedade. Mas eu diria que o terrorismo e a revolução tecnológica modificaram essa máxima. Hoje, o preço da liberdade é a eterna detenção. O debate sobre vigilância foi superado, dando lugar à discussão sobre o tipo de carceragem que desejamos. Queremos ser controlados pelo Governo? Qual Governo? Uma coalizão entre países? Quem deve nos controlar? Homens? Máquinas?

Para alguns poucos, uma vodka martini batida, uma pistola automática e um possante são suficientes. James Bond (Daniel Craig), por exemplo, nunca reclamou da vida que leva. Mas em 007 Contra Spectre, o agente secreto se torna obsoleto. O governo britânico cria uma tecnologia global de espionagem, encerra a divisão do MI-6 e declara oficialmente encerrada a carreira de James Bond. Apesar disso, 007 conduz uma investigação pessoal sobre uma misteriosa organização chamada Spectre, fechando o ciclo iniciado em "Cassino Royale".

007 Contra Spectre 007 Contra Spectre

sábado, 9 de maio de 2015 às 23:02

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Vingadores - Era de Ultron: bom humor para questionar a ciência e destruir nossos sonhos de paz

Nota 4/5
Vingadores - Era de Ultron
Paz! O que é paz? Por que tantas pessoas a buscam? Muitas guerras já foram travadas em nome dessa palavra. Exércitos montados, bombas construídas e genocídios engenhosamente justificados. O homem ousou criar livros, religiões, partidos políticos e, em 1945, uma Organização Mundial para manter a paz internacional. Qual a definição correta de paz? Mas como alcançar um estado de equilíbrio em um mundo desequilibrado e plural? Como evitar o inevitável? Como colocar ordem no caos?

Grandes homens já sonharam em conquistar tal prêmio. No filme Vingadores - Era de Ultron, Tony Stark e Bruce Banner são dois candidatos. Eles criam uma forma de inteligência artificial capaz de colocar uma "armadura" em torno do planeta Terra. O projeto rapidamente detectou o óbvio: a autodestruição humana, concluindo pela extinção como forma de renovação. A saída, claro, passou pela união dos Vingadores.

Vingadores - Era de Ultron Vingadores - Era de Ultron

sábado, 14 de março de 2015 às 22:48

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O Juiz: a natureza do amor paterno em uma sensível, forte e inspiradora lição de vida

Nota 4/5
O Juiz
Muito se comenta que estamos vivendo uma geração de crianças sem limites. Criadas em famílias cada vez menores, com mais apelo ao consumismo e terceirização do processo de interação social. A consequência disso podemos observar com facilidade. Está no noticiário da TV, nas revistas, na internet, na escola e dentro de nossa casa. Filhos mimados, adolescentes cada vez mais agressivos e adultos imaturos. O que fazer? Há um caminho? Quem é o responsável? Qual o custo de transformar essa realidade?

Joseph Palmer (Robert Duvall) mostra que há saída. No filme O Juiz ele é o magistrado que dá nome ao título. Seu filho é Hank Palmer (Robert Downey Jr.), um advogado de muito sucesso. Eles não se falam há anos. Mas quando a matriarca morre, o filho pródigo é obrigado a voltar à pequena cidade em que cresceu para participar do velório. O clima é de hostilidade mútua. Mas pouco antes de ir embora, ocorre um fato que muda o destino de todos.

O Juiz O Juiz

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 às 10:13

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Guardiões da Galáxia: a aventura espacial mais divertida desde Star Wars

Nota 4/5
Guardiões da Galáxia
Você é responsável por suas atitudes! Essa talvez seja uma das maiores verdades universais. Tudo que fazemos ou deixamos de fazer, molda nosso caráter e ressoa no infinito. Tive uma prova disso essa semana. Sete anos atrás escrevi um e-mail infeliz insinuando a um amigo que ele havia tido um comportamento preconceituoso. Depois de todo esse tempo, ele retornou minha mensagem encerrando a amizade e cortando o diálogo. Claro, se pudesse voltar no tempo, não teria apertado o botão enviar. A história seria reescrita.

Com esse mesmo dilema, logo na primeira cena do filme Guardiões da Galáxia, o menino Peter Quill (Chris Pratt) tem a chance de abraçar a mãe pela última vez. Deitada no leito de morte, a despedida não acontece. O garoto hesita. Essa chance perdida acaba forjando seu espírito para sempre. Daquele momento em diante, o rapaz joga-se de forma inconsequente em todas as aventuras. Certamente influenciado pela ideia da passividade, ele assume um comportamento imprudente em suas decisões.

Guardiões da Galáxia Guardiões da Galáxia

domingo, 22 de setembro de 2013 às 11:40

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Inferno: uma peregrinação malthusiana pelo ponto turístico criado por Dante Alighieri

Nota 4/5
Inferno - Uma Nova Aventura de Robert Langdon
Acabamos de chegar à marca de 7,2 bilhões de pessoas vivendo na Terra. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as projeções de crescimento demográfico apontam que esse número será de 8,1 bilhões em 2025. É matemática: o consumo de recursos naturais hoje excede em 50% a capacidade da natureza de se renovar. Mantendo esse padrão de vida, em 20 anos serão necessários dois planetas Terra. Esse é o resultado do ritmo de crescimento da população mundial a partir da Revolução Industrial.

A explosão demográfica foi abordada de forma contundente em 1968, através da publicação do livro "A Bomba Populacional", do biólogo americano Paul Ehrlich. Naquela época a população era de apenas 3,5 bilhões. O problema da superpopulação estava só decolando. Desastres envolvendo a escassez de alimentos, a destruição da natureza e riscos biológicos, eram apenas enredos de ficção científica. A revista Superinteressante de maio de 1993 (ed. 068) abordava o tema: "O argumento de Ehrlich era simples: se o crescimento da população não fosse contido, a própria natureza se incumbiria de contê-lo."

Esse assunto volta à pauta global por culpa do livro Inferno - Uma Nova Aventura de Robert Langdon, sexto romance policial do escritor americano Dan Brown. Em teoria, debater um tema tão complexo através das peripécias de um professor de simbologia que usa relógio do Mickey, chega a ser patético. Na prática, os recursos estilísticos empregados têm compromisso apenas com a beleza estética do texto e com o nível de imersividade na história. A ficção termina na ficção. Mas o que não podemos negar é a plasticidade da Teoria Populacional Malthusiana, argumento que sustenta o romance.

domingo, 21 de julho de 2013 às 15:00

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O Homem de Aço: antropologicamente uma das mais completas e instigantes alegorias sobre família e poder

Nota 4/5
O Homem de Aço
"O que é um homem? Um homem não é nada. Sem sua família, ele é de menor importância que aquele inseto que atravessa a trilha, de menor importância que a saliva, que as exúvias. Pelo menos, elas podem ser usadas para ajudar a envenenar um homem. Um homem deve estar com sua família para ter alguma importância conosco. Se ele não tem ninguém para ajudá-lo, na primeira dificuldade em que se meter será morto pelos seus inimigos, porque não terá parentes a ajudá-lo a combater o veneno do outro grupo."

O kryptoniano Kal-El, no filme O Homem de Aço, certamente concordaria com essa filosofia soliloquiada por um velho índio pomo, da Califórnia, citado por Hoebel & Frost no livro "Antropologia Culural e Social". A família é fundamento de todas as sociedades existentes. É impossível entender o funcionamento da maioria das sociedades passadas e presentes, sem compreender o parentesco. Esse pra mim é o tema central da nova adaptação para o cinema da história do Superman. A jornada de provações mentais de nosso herói exerce mais importância que o processo de aprendizagem dos superpoderes físicos.

O Homem de Aço O Homem de Aço

domingo, 11 de novembro de 2012 às 11:51

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Os Mortos-Vivos (Vol. 5) - A Melhor Defesa: domesticação zumbi no caminho do bicho homem

Nota 4/5
Os Mortos-Vivos (Vol. 5) - A Melhor Defesa
Ir ao supermercado, levar as crianças à escola, pagar as prestações do carro. Pequenas atividades que em conjunto formam nossa rotina. E no exercício dessa dinâmica social, o homem se mantém em segurança e assume a condição de civilizado. Mas... e se não existisse essas regras? E se uma doença contaminasse os sete bilhões de habitantes do mundo, transformando todos os mortos em zumbis? Nesse caso, sobreviver não seria apenas uma reflexão filosófica; sobreviver seria o pão de cada dia. Pra mim é difícil imaginar que novo humano nasceria desse cenário.

Uma possibilidade está na história em quadrinhos Os Mortos-Vivos (Vol. 5) - A Melhor Defesa. Ela nos apresenta um cardápio de arquétipos do bicho homem forjados nos extremos entre razão e loucura. Aqui nesse ponto da saga, Rick e sua pequena comunidade estão estabelecidos em um presídio abandonado. No local encontram tranquilidade suficiente para voltar a sentir o gostinho humano das intrigas e vaidades. Momentos só abalados com a misteriosa queda de um helicóptero nas redondezas, obrigando a divisão da equipe e a descoberta do processo de domesticação zumbi.

O material diz respeito aos volumes mensais de 25 a 30 da premiada grafic novel "The Walking Dead", publicados originalmente nos EUA entre os meses de janeiro e agosto de 2006. Esse arco coincide com o início da terceira temporada do famoso seriado televisivo. O tom entre essas duas obras é o mesmo, porém com significativas diferenças de roteiro. Personagens mortos no programa da TV ainda vivem na HQ. O relacionamento entre eles também difere, assim como o humor/comportamento, como exemplo o da Lori. Mas realmente brutal é a discrepância entre os "Governadores", especialmente na introdução do personagem ao enredo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012 às 13:49

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Batman - O Filho do Demônio: a história que nos desafia a decifrar o mistério da paternidade do Cruzado Encapuzado

Nota 4/5
Batman - O Filho do Demônio
Desde o primeiro dia de nascimento de seu filho, o inglês Ian McLeod vem registrando fotos diárias do menino. Depois de 21 anos e mais de 7500 registros, esse disciplinado pai compilou tudo em um vídeo. Qual a explicação para tamanha dedicação? O que motivou esse homem? O que acontece conosco diante do nascimento de um filho? Não é difícil explicar. A experiência da paternidade reconstrói a escala de valores, tornando a vida linear, com missão, objetivo e estratégia bem definida: a segurança do filho.

Com a maioria das pessoas é assim. Mas com algumas é difícil imaginar a figura paterna. A grafic novel Batman - O Filho do Demônio tenta quebrar esse preconceito, mostrando que até os super-heróis se curvam diante do milagre da vida. Aqui a história central é a união de forças entre o Homem-Morcego e seu lendário inimigo Ra's al Ghul, contra um terrorista genocida chamado Qaym. Mas a grande trama é o romance de Bruce Wayne e Talia. É na união do morcego com o demônio que surge o laço eterno sob a benção de um filho: Damian.

Batman - O Filho do Demônio foi publicada originalmente nos EUA em 1987, tornando-se um clássico ao longo dos anos. A maior parcela do sucesso é atribuída ao texto de Mike W. Barr, que realmente construiu muito bem a história. Desde a primeira sequência -- em o herói salva uma mulher grávida -- até a última, há sempre uma conexão simbólica que nos leva à reflexão. Há também uma sagacidade cômica que salta aos olhos, como na recomendação de Batman: "Uma criança precisa dos pais. É terrível que tenha que crescer sozinha".

sábado, 29 de setembro de 2012 às 13:22

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Prometheus: a busca por respostas no Jardim do Éden termina na origem da Quadrilogia Alien

Nota 5/5
Prometheus
Nessa quinta-feira a humanidade testemunhou uma descoberta que pode mudar o curso da nossa história. A sonda Curiosity encontrou na superfície de Marte evidências de que, no passado, houve água corrente no planeta vermelho. A NASA explicou que o cascalho aponta um curso d'água que "corria vigorosamente" pela área, localizada entre a borda norte da cratera Gale e a base do Monte Sharp. E esse é o ingrediente que faltava para provar a existência de vida extraterrestre. E agora, quais as implicações dessa descoberta?

Prometheus, novo filme Ridley Scott, tem as respostas. Nele dois cientistas encontram uma conexão entre pinturas de diferentes eras. A partir desse achado, desenvolvem uma teoria sobre a existência de vida em um planeta de outro sistema solar. Eles então iniciam uma expedição interestelar na nave Prometheus, composta por mercenários, bilionários e um robô humanóide. Depois de uma longa hibernação, a tripulação chega ao planeta em 2093, encarando de frente os perigos e descobertas desse Jardim do Éden.

Prometheus Prometheus

terça-feira, 21 de agosto de 2012 às 18:08

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Hatfields & McCoys: a sangrenta e histórica rixa familiar do faroeste americano

Nota 5/5
Hatfields & McCoys
Certa vez fui vaiado por uma plateia inteira quando falei da Batalha do Jenipapo. O pessoal ficou espantado porque chamei de evento mais importante na luta pró-independência do Brasil. Desconhecida de boa parte das pessoas, a data 13 de março de 1823 se transformou em um símbolo da resistência contra as tropas portuguesas lideradas pelo temível Major Fidié. Em outro cenário, a coragem daqueles heróis poderiam inspirar gerações de brasileiros. Já dizia meu professor: conhecer nossa história significa descobrir quem realmente somos.

E uma excelente fonte de informação é o canal por assinatura The History Channel. Além dos documentários que nos desafiam a entender o passado sob diversos pontos de vista, eles agora também estão produzindo séries de ficção. O exemplo mais recente do sucesso dessa empreitada é Hatfields & McCoys, minissérie de faroeste dividida em três episódios. A produção bateu o recorde de maior audiência da TV a cabo nos EUA.

Hatfields & McCoys Hatfields & McCoys

sábado, 18 de agosto de 2012 às 09:38

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O Ditador: uma comédia livre de moralismos que questiona os rumos da democracia americana

Nota 3/5
O Ditador
Os ditadores estão em extinção. Saddam Hussein, Kim Jong-il, Muammar Kadhafi, Augusto Pinochet, Slobodan Milošević, todos mortos. Até mesmo o maluco do Osama bin Laden já bateu as botas. Não sobraram líderes opressores para conduzir as ovelhas órfãs. E agora que a democracia impera em todo o mundo, já podemos bater no peito e comemorar? Esse é o melhor regime de governo? A tirania da maioria representa o melhor caminho? O poder realmente emana do povo? Quais os interesses ocultos desse novo cenário?

A comédia O Ditador promove uma reflexão sobre esse assunto. Em seu peculiar estilo, o britânico Sacha Baron Cohen emula um ditador de um país fictício do norte da África. Em visita ao EUA, ele sofre um golpe de Estado patrocinado pelo interesse externo nas riquezas do país. Com aval da ONU, o país inicia o processo de democratização. A tarefa do personagem título é provar que a ditadura é o melhor regime para o povo.

O Ditador O Ditador

quinta-feira, 16 de agosto de 2012 às 18:38

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O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida: uma distopia psicodélica sobre ativismo ambiental

Nota 2/5
O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida
Dizem que toda pessoa carrega três missões ao longo da vida: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. A primeira vez que escutei isso estava na altura de meus 10 anos. Sem idade para filhos e conteúdo para livros, resolvi plantar uma mangueira. Em pouco tempo as ramificações ornamentavam a frente de minha casa. Era um orgulho. Mas ao longo dos anos as raízes começaram a invadir a casa. Um dia, quando cheguei da escola, a pobre mangueira havia sido derrubada. O vazio deixado desconfigurou a imagem sentimental que tinha de minha casa.

Ficou a lição: uma árvore é tão importante quanto qualquer outra vida. E é justamente essa a ideia que a animação O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida planta em nossa mente. O tal "Lorax" é um defensor da natureza. Originalmente a história é baseada no conto homônimo de 1971, escrita por Dr. Seuss, um popular escritor e cartunista americano. O filme é uma distopia clássica, bem ao estilo do livro "1984" de George Orwell. A estrutura é a mesma: uma cidade isolada, um ditador totalitarista e um regime opressor. Tudo é que chega ao cidadão é controlado e artificial.

O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida O Lorax - Em Busca da Trúfula Perdida

domingo, 12 de agosto de 2012 às 15:23

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Battleship - A Batalha dos Mares: apesar da carga ideológica, uma exuberante invasão alienígena

Nota 4/5
Battleship - A Batalha dos Mares
O cinema é uma ferramenta usada pelo EUA para exercer dominação cultural em todo o mundo. Em alguns países esse poder ultrapassa a fronteira do interesse público. Como mostrado no livro "A Invasão Cultural Norte-Americana", o Tio Sam usa tanto pressões diplomáticas, sanções econômicas e campanhas publicitárias, como ainda operações secretas e intervenções militares. Nesse cenário, os filmes têm o importante papel de implantar subliminarmente em nossas mentes uma espécie de homologação ideológica.

Uma pitada desse método é Battleship - A Batalha dos Mares, um filme claramente financiado pelas Forças Armadas americanas. A história praticamente nos convoca ao alistamento militar. O protagonista é Alex Hopper (Taylor Kitsch), um rebelde oficial naval da marinha. Ele é noivo de Sam (Brooklyn Decker), filha do severo almirante Shane (Liam Neeson). Ao lado dela, do irmão Stone (Alexander Skarsgaard) e da especialista em armas Cora Raikers (Rihanna), o rapaz tentará combater uma misteriosa força alienígena que desembarca na Terra em pleno alto mar.

Battleship - A Batalha dos Mares Battleship - A Batalha dos Mares