sábado, 21 de julho de 2012 às 00:00

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NBA Jam: o "boomshakalaka" agora em dispositivos móveis

Nota 3/5
NBA Jam
Essa franquia nascida no ano de 1993 traz boas recordações a muitos marmanjos mundo a fora, pois trouxe como proposta uma disputa em quadra de basquete em duplas, enterradas alucinantes, quebra de tabela e personagens inusitados como políticos e celebridades em quadra, num momento em que os jogos de esportes estavam muito sérios. Ela foi ressuscitada no Wii, porém trouxe algumas decisões de projetos que desanimou muitos possíveis compradores (multiplayer on-line) e também surgiu nas plataformas da Apple e Android.

No Android (provavelmente o mesmo valor na Apple Store) o jogo custa R$10,04, não sendo caro, pois serão horas de diversão garantida com direito a um sistema de conquista que cria um replay value muito bom. Nessa versão, diferente da versão para Wii, existe multiplayer on-line, tentei encontrar alguma partida, mas não consegui, pois o jogo não encontrava participante, provavelmente o on-line se restrinja a dispositivos conectados numa mesma rede.

NBA Jam

quarta-feira, 18 de julho de 2012 às 00:10

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A Nova Desordem Digital: o mais poderoso método de conhecimento que a humanidade já teve acesso

Nota 3/5
A Nova Desordem Digital
Em meados de 1995 recebi em casa através de mala direta, um catálogo diferente. Ao invés de telefones, ruas ou bairros da cidade, a lista trazia uma série de URLs. Através de um computador ligado a um telefone, eu poderia navegar por inóspitas homepages espalhadas pelo mundo. Nessa época Internet era um terreno a ser desbravado. Naturalmente não haviam tantas ferramentas para exploração desse novo conhecimento. Por isso o catálogo foi útil. Através daquele modelo informativo consagrado em outras mídias, consegui enxergar um sentido na grande miscelânea.

Esse último verbete, por sinal, é o mote usado pelo escritor David Weinberger na condução do livro A Nova Desordem Digital. O dicionário Houaiss traduz miscelânea como uma "mistura de várias coisas". E nada mais confuso, bagunçado, anarquista e misturado que a World Wide Web. Apesar disso, incrivelmente essa grande rede mundial transformou nossa sociedade. O mundo agora está conectado e a informação democratizada. Mas isso só não basta. É preciso entender o que está acontecendo com o conhecimento que já temos e seu papel na teia externalizada que estamos tecendo.

Talvez Tim Berners-Lee não tivesse ideia da importância disso quando inventou essa tal Web. A premissa original era de assegurar que a grande rede fosse uma zona de livre acesso, onde "qualquer um poderia colocar nela o que quisesse, e qualquer um poderia fazer um link para qualquer coisa, tudo sem alertar um registro central, sem ter de obter aprovação e sem ninguém ter de dizer exatamente onde armazenar o novo material." Com essa presunção, a Web cresceu sem um plano, e possivelmente por isso sua evolução foi tão fenomenal.

quarta-feira, 11 de julho de 2012 às 00:52

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As Crônicas de Gelo e Fogo - A Dança dos Dragões: o patamar inexpugnável de mil personagens

Nota 4/5
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Dança dos Dragões
A revista Superinteressante (ed. 276 / mar-10) trouxe um texto do Alexandre Versignassi sobre ebooks readers, em especial Kindle e iPad. Ele escreveu: "Quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até." Eu me enquadro nesse grupo. Por mais que aprecie dispositivos eletrônicos, prefiro livros "de verdade". Gosto de sentir a textura, o acabamento, algum detalhe em relevo. Quando compro um volume novo, passo horas apenas dedilhando as páginas, admirando a capa...

Por essa minha fixação, fiquei triste ao receber a primeira edição de A Dança dos Dragões, quinto capítulo da saga As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin. Em março a Editora LeYa havia divulgado uma versão fantástica, valorizando a belíssima arte do ilustrador Marc Simonetti. Mas a versão final que chegou às livrarias em julho veio com um problema de enquadramento. A personagem Daenerys foi jogada para a orelha. Sobrou o dragão negro, que sozinho perdeu o sentido. Como castigo da khaleesi, o livro estava com um capítulo a menos, obrigado recall de 150 mil exemplares!

Mas sejamos claros: As Crônicas de Gelo e Fogo é uma história acima de qualquer uma dessas bobagens. Fosse escrito no chão com carvão, a história despertaria a mesma fome de leitura que assola os fãs. Pra mim George R.R. Martin é um demônio, fazendo malabarismo com mais de mil personagens em caminhos totalmente díspares. Bem verdade que no caso desse livro, assim como o anterior, o autor agrupa o pessoal. A Dança dos Dragões foca os acontecimentos ao longo da Muralha e no outro lado do mar, incluindo a volta do anão Tyrion, Jon Snow e a Mãe dos Dragões.

segunda-feira, 25 de junho de 2012 às 22:59

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As Crônicas de Gelo e Fogo - O Festim dos Corvos: pouca objetividade para preencher lacunas pós-guerra

Nota 3/5
As Crônicas de Gelo e Fogo - O Festim dos Corvos
Ao fim da primeira trilogia da saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo, o escritor americano George R. R. Martin declarou que originalmente havia planejado continuar a história dando um salto de cinco anos a partir do terceiro romance. A ideia era dá tempo aos personagens mais jovens e corpo aos filhotes de dragão. A estratégia foi abandonada, tendo o autor escrito um calhamaço com mais de 1500 páginas para preencher a lacuna. Por pressão dos editores, segregou os personagens em dois livros: um centrado em Porto Real e outro ao longo da Muralha.

Esta resenha é sobre a primeira parte dessa jornada, chamada O Festim dos Corvos. O título sintetiza bem a história, pois a narrativa explora a reação dos personagens diante da nova estutura de poder. Aqui, Westeros encontra-se em um cenário pós-guerra, com corpos espalhados pelas estradas e criminosos levando terror aos sobreviventes. Em momentos assim, os seres humanos da vida real costumam se apegar à religiosidade. Não é diferente na ficção.

O Festim dos Corvos explora a fé como nenhum outro até agora. Eu estava bem ancioso para mergulhar nesse novo paradigma da aventura. Porém, depois de algumas centenas de páginas, comecei a achar bem chata a exploração massiva das divindades. Praticamente todos os personagens tiveram que conviver com algum tipo de profeta. O pior deles é Olho de Corvo e seu Deus Afogado. Falta aos homens de ferro carisma para conquistar a empatia do público. É difícil imaginá-los em Porto Real.

segunda-feira, 4 de junho de 2012 às 18:39

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As Crônicas de Gelo e Fogo - A Tormenta de Espadas: carnificina real numa guerra de coragem e covardia

Nota 5/5
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Tormenta de Espadas
Existe um velho conto árabe chamado "As Mil e uma Noites", narrado pela jovem Xerazade. Corajosa, ela se ofereceu a casar com o rei persa Xariar, conhecido por matar todas suas esposas ao amanhacer, após tomá-las a virgindade. Porém, na noite de núpcias, Xerazade oferece a rei uma de suas histórias. Inteligente, interrompe a narrativa ao raiar do dia, provocando uma curiosidade a respeito do desfecho. Sob a bênção do rei, escapa da morte. Na noite seguinte, repete a tática. E assim suas maravilhosas histórias garantiram-lhe a vida por um longo tempo.

Sinto isso a respeito do escrito George R. R. Martin, autor da série de fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo. Assim que terminei o livro três da saga, intitulado A Tormenta de Espadas, fiquei imaginando pra onde a história caminhará. É realmente uma incógnita. E isso é ótimo para o leitor! pois mantém o cérebro sempre esperto para absorver acontecimentos importantes e reprogramar as conjecturas. Especialmente no caso desse livro, são tantos acontecimentos importantes que se tornam obrigatórias paradas para reflexão ao longo dos capítulos.

Personagens cruciais criados e desenvolvidos, simplesmente viram filé de corvo. Não um, mas vários. Dessa forma, as páginas vão passando e novos cenários sendo construídos. Junto a isso, temos o aumento dos eventos sobrenaturais. Ao que parece, cada canto de Westeros agora tem sua própria "magia": dragões, feiticeiras, mortos-vivos, lobos-homens. Para quem tinha lido o primeiro livro e pensado que os Lannisters eram a grande ameaça, o autor nos coloca na garupa de Jon Snow, no meio do acampamento dos selvagens... Gigantes!, mamutes! e criaturas despertas de um longo sono.

terça-feira, 8 de maio de 2012 às 00:09

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Os Vingadores: a batalha pré-apocalíptica dos quadrinhos entra para a história do cinema

Nota 5/5
Os Vingadores
Ontem tomei banho às sete da noite. Às oito saí de casa. Planejei chegar ao cinema uma hora antes da última sessão de Os Vingadores. Em cartaz há mais de uma semana, esperava uma sala esvaziada, noite tranquila. Que nada! Ingressos esgotados! Confusão! O jeito foi boicotar a fila na esperança de desistentes. Causei discórdia entre namorados, sacaniei uns pivetes e chorei para bilheteira. Mas o que realmente funcionou foi o papo com um tio no final da fila. Ele acabou me vendendo o ingresso e seguiu para um filme de menor concorrência.

Fiquei feliz com o bilhete e triste por ser o último. Sobrou uma poltrona lateral, perto de uma garotinha chata. Nunca achei que um pacote de Cheetos pudesse durar tanto. Mas não reclamo, sabia que estar naquela plateia era um privilégio. No Brasil o filme teve a maior bilheteria de estreia de todos os tempos, com arrecadação de R$ 21,7 milhões. Houve quebra de recorde também nos Estados Unidos, com US$ 200,3 milhões, deixando bem para trás "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" (US$ 169,2 milhões).

Os Vingadores Os Vingadores

domingo, 18 de março de 2012 às 15:37

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As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis: uma sanguinária corrida entre homens e deuses

Nota 4/5
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis
Assim que terminei a leitura do Livro Um de As Crônicas de Gelo e Fogo, fiquei bastante orgulhoso por ser contemporâneo do autor George R. R. Martin. Como nenhum outro pós-Tolkien, ele imprimiu em A Guerra dos Tronos, uma história crua e real, sem deixar de lado o misticismo e a fantasia. Ao tempo em que nos inundava com intermináveis intrigas e conspirações, oferecia lobos gigantes, caminhantes brancos e a beleza dos dragões. Em cada detalhe era possível enxergar a motivação, aflições e prazeres de cada personagem.

Assim que terminei o primeiro livro, parti para o próximo: A Fúria dos Reis. Esse eu li antes de assistir à segunda temporada da série da HBO, que volta à TV no próximo 1º de abril. Achei que isso deixou a leitura mais saborosa, recheada de surpresas. Também ri bastante, é um livro divertido. Só não diria que é um livro juvenil porque a história é ainda mais violenta que a anterior. São muitas cenas de carnificina e banhos de sangue. Pesado mesmo! O livro narra diversos estupros contra senhoras, moças e até crianças.

É realmente um cenário terrível, em especial para as mulheres. Muitas são subjugadas pelos próprios pais e irmãos, sendo obrigadas ao sexo e procriação. Apesar de considerado um tabu universal, o incesto é explorado no livro com muita coragem. O estupro é outro assunto polêmico que o autor não foge. Praticamente todas as raças usam mulheres e crianças como espólios de guerra. É uma tradição respeitada pelas próprias mulheres, assim como esposas de sal e diversos outros direitos sexuais dos suseranos sobre seus vassalos.

domingo, 11 de março de 2012 às 15:21

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Homeland - 1ª Temporada: um elaborado terrorismo ideológico de mentiras e traições

Nota 4/5
Homeland - 1ª Temporada
Hoje, no Afeganistão, um soldado americano abriu fogo contra civis e matou pelo menos 16 pessoas. Entre os mortos estão nove crianças e três mulheres. Os EUA alegaram que o soldado teve um colapso nervoso. Em comunicado, a OTAN lamentou o incidente. De acordo com o portal G1, a chacina pode prejudicar a missão dos soldados americanos no Afeganistão. No mês passado, tropas do país queimaram várias cópias do Corão, o livro sagrado do Islã. As forças americanas disseram que tudo foi um grande engano.

A tragédia coincide com o mote da série Homeland, cuja primeira temporada estreou no último dia 04/03/12 no Brasil pelo canal FX. A história é uma versão americana do programa israelense "Hatufim", criada por Gideon Raff. Tudo começa com o resgate do Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis), ex-prisioneiro da Al-Qaeda. Desconfiada que o fuzileiro é agente duplo, a oficial de operações da CIA Carrie Mathison (Claire Danes) passa a espionar o sujeito.

Homeland - 1ª Temporada Homeland - 1ª Temporada

domingo, 4 de março de 2012 às 15:16

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As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos: uma intrigante aventura épica de poder e conquista

Nota 4/5
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos
Uma versão erótica de "O Senhor dos Anéis". Pode me chamar de pervertido, mas foi isso que me atraiu para a série televisiva "Game of Thrones", exibida pela HBO em 2011. A partir de então comecei a me familiarizar com a história. Trata-se de uma adaptação do livro A Guerra dos Tronos, primeiro volume de uma saga de fantasia épica chamada As Crônicas de Gelo e Fogo. A obra é escrita por pelo americano George R. R. Martin e foi publicada originalmente em 1996. Somente após assistir à primeira temporada na TV, comecei a leitura do livro.

A aventura tolkiniana é centrada em Lorde Eddard Stark, patriarca de uma nobre família de Winterfell, um dos Sete Reinos de Westeros. Como Guardião do Norte, a vida é pacata e sem as ostentações dos reinos sulistas. O grande problema é o frio. O inverno costuma durar décadas. Mas a vida da Casa Stark muda completamente com a visita do Rei Robert Baratheon. Eddard é convidado a assumir o cargo de Mão do Rei, principal conselheiro e comandante militar no Reino. A família então se divide e tem início um grande jogo de intrigas e conspirações.

É um grande livro. Rico em detalhes, tudo é muito bem escrito e preciso. No começo o que mais me impressionou foi a semelhança entre o texto e a série de TV. Cheguei a pensar em abandonar o volume e partir direto para o livro seguinte. Mas o autor é tão caprichoso na descrição dos cenários, que fui sendo seduzido de volta ao livro. Percebi muitos detalhes que não estão na adaptação, como a definição da estratégia de batalha, com a mãe Catelyn fazendo o filho Robb tomar uma posição firme sobre a guerra.

sábado, 3 de março de 2012 às 06:00

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Cirque du Soleil - Varekai: a floresta mágica chegou ao Brasil

Cirque du Soleil - Varekai

Em turnê pelo Brasil o Cirque du Soleil trouxe o espetáculo Varekai, esse é o quarto show a ser apresentado no país, já passaram por aqui: Saltimbanco, Alegria e Quidam.

Nesse ano de 2012 tive a oportunidade de assistir pela primeira vez um show dessa companhia canadense, que revolucionou o circo. Antes só vira em DVDs, mas meu primeiro contato com as apresentações deve ter sido igual a qualquer brasileiro, pelo programa Fantástico, que por um tempo manteve cenas do circo como parte do programa, provavelmente uma campanha de publicidade para divulgação da marca, mas numa época sem internet essa era a única forma de sabermos o que acontecia no mundo.

O nome do show vem do romeno e significa qualquer lugar, por isso tentei ler na internet sobre a cultura da Romenia e cultura cigana para encontrar um paralelo, porém não pesquisei muito e não encontrei algo substancial, então irei me ater ao show em si, se alguém que viu o show e conhece a cultura e encontrar algum paralelo, escreva nos comentários, ficarei muito grato.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 às 20:25

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As Crônicas de Nárnia: um chantilly para adocicar a força opressora daapologética cristã

Nota 4/5
As Crônicas de Nárnia
Com o fim da série "O Senhor dos Anéis", começou uma especulação sobre a nova fantasia capaz de preencher o vazio deixado pela Terra-média. Na época, fiquei sabendo que o C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, fez faculdade com J.R.R. Tolkien. Consta que os dois eram muito amigos e conversavam sobre suas obras. A associação foi imediata. Comecei a enxergar muita coisa no trabalho de Lewis que gostava em Tolkien. Havia um mundo paralelo, seres mitológicos, um jovem herói buscando a paz, batalhas épicas e a ascensão de um novo rei.

Na prática, as obras não podiam ser mais diferentes. As Crônicas de Nárnia é bem mais infantil e fácil. A leitura é rápida e sem paradas. Ao contrário de três, temos sete livros compondo a saga. Eu li a edição Volume Único da editora Martins Fontes, com os livros apresentados na ordem de preferência de Lewis. Entre um capítulo e outro, belíssimas ilustrações do artista Pauline Baynes. Realmente é um livro muito bem acabado e diagramado. A única chatice é o peso. Depois de uma hora o braço começa a ficar cançado. É preciso um pouco de malabarismo para manter o ritmo da leitura.

O SOBRINHO DO MAGO

Apesar das dores físicas, O Sobrinho do Mago, primeiro livro da série, compensa o sacrificio. O texto tem uma linguagem simples, gostosa e rápida. Ótimo para leitura em voz alta. Em síntese, a história conta a aventura de um casal de crianças levadas pelo tio a usar um anel mágico, entrando num universo paralelo. Os dois acabam conhecendo uma bruxa e a levando para Londres. Mas o garoto fica mal visto, tendo que provar seu mérito numa aventura. A ideia da bruxa em nosso mundo é boa, mas foi pouco explorada pelo autor. Ele limitou-se a uma peripércia na rua e pronto. Seria divertido vê-la tentando conquistar o poder na Terra.

sábado, 18 de fevereiro de 2012 às 21:18

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Histórias Cruzadas: coragem e ousadia de mulheres que viveram na pele a segregação racial

Nota 4/5
Histórias Cruzadas
No Brasil, empregada doméstica sempre foi uma instituição sagrada. Todo mundo que conheço já passou pelos braços de alguma "mãe postiça". Antigamente essas mulheres costumavam passar décadas trabalhando na mesma residência. Criavam os filhos dos outros como se fossem delas. Muitas vezes participavam de duas, três e até quatro gerações de uma família. Algumas chegavam a ceder o próprio leite aos bebês. Não faltava amor. E o carinho era recípocro. Elas tinham voz dentro de casa e participavam das decisões.

Herança do período da escravidão, a maioria dessas domésticas era negra. Fato suficiente para revela o paradigma socio-racial tupiniquim, que perdura até hoje. Nos Estados Unidos a história é similar. As empregadas domésticas desempenhavam um papel importante na vida das crianças. A diferença é o nível de radicalismo ideológico dos americanos. Organizações racistas como a Ku Klux Klan perseguiam e executavam em nome de uma supremacia branca. O resultado desse terrorismo é a grande segregação racial vivida nos anos 1960, em especial no estado do Mississipi.

Histórias Cruzadas Histórias Cruzadas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 às 19:46

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Os Descendentes: atmosfera de férias para contar uma história traumática

Nota 3/5
Os Descendentes
Há meio século minha família vive no mesmo bairro. Nossos parentes chegaram do interior, fixaram raízes e acompanharam o desenvolvimento da cidade. Mas nos últimos três anos a especulação imobiliária transformou a região. Surgiram lojas, clínicas, restaurantes, faculdades, estacionamentos. O preço da moradia subiu, saindo da casa milhar das dezenas para centenas. Muitos não resistiram ao lucro fácil, afastaram-se e hoje sequer participam das tradicionais reuniões anuais.

No filme Os Descendentes, Matt King (George Clooney) passa por uma situação semelhante. Ele administra uma porção de terra no Havaí, herença familiar a ser dividida entre vários irmãos, primos e tios. O dilema é se a herança deve ou não ser vendida. Para dificultar a decisão, sua esposa sofreu um grave acidente e está em coma no hospital. Sozinho com duas filhas, ele buscará as melhores decisões para a família.

Os Descendentes Os Descendentes

domingo, 12 de fevereiro de 2012 às 14:48

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Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres: faltou suspense mas sobrou coragem

Nota 3/5
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Assim que botei o olho no cartaz de Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, lembrei de "Neuromancer" (1984), romance de William Gibson (leia a resenha). Assim como no filme, a protagonista do livro é uma garota pálida, cybercriminosa, drogada, que usa roupa de couro preto colada ao corpo e vive cercada de problemas e tragédias. Não conheço o trabalho do sueco Stieg Larsson, autor da obra que inspirou a adaptação homônima, mas posso imaginar que ele bebeu da mesma fonte cyberpunk que gerou "Matrix" (1999) e tantas outras ficções.

Mas as semelhanças param por aí. Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres na verdade pouco tem de distopia pós-apocalíptica. O longa está mais para um filme noir. A história é centrada em Mikael Bomkvist (Daniel Craig), jornalista investigativo que está enfrentando processo por calúnia e difamação. Buscando isolamento, ele aceita o convite do magnata Henrik Vanger (Christopher Plummer) para investigar o desaparecimento da sua neta, ocorrido há 36 anos. O que parecia apenas um caso de registro documental, transforma-se numa grande investigação a partir da entrada da hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara).

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres

sábado, 11 de fevereiro de 2012 às 15:41

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O Homem Que Mudou o Jogo: a vitória da estatística no ganancioso cenário esportivo

Nota 4/5
O Homem Que Mudou o Jogo
Uma das facetas mais obscuras do futebol brasileiro é o processo de compra e venda de jogadores. É sempre a mesma coisa: cartolas com aspirações políticas, agentes especialistas em lobby e empresários em busca de lucro rápido. Assim funciona o multimilionário mercado da bola. Em sua maior parte, as negociatas repetem fórmulas já conhecidas. O nome do atleta é oferecido ao clube, que o põe sobre a mesa enquanto se discutem opiniões. O resultado é a supervalorização de alguns e obscuridade de outros.

Depois que assistir O Homem Que Mudou o Jogo, percebi que essa lógica é idêntica no baseball americano. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Billy Beane (Brad Pitt), gerente do time do Oakland Athletics. Com pouco dinheiro em caixa, ele juntou-se ao economista Peter Brand (Jonah Hill) no desenvolvimento de um sofisticado programa de estatísticas para o clube. A ideia é encontrar os melhores jogadores ao preço mais baixo. Quem joga o fantasy game Cartola SporTV sabe do que se trata.

O Homem Que Mudou o Jogo O Homem Que Mudou o Jogo

domingo, 5 de fevereiro de 2012 às 14:08

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Cavalo de Guerra: visão romântica de uma das maiores tragédias da história da humanidade

Nota 4/5
Cavalo de Guerra
Em 1914 estourou a Primeira Guerra Mundial durante a Belle Epóque, período marcado pelo progresso econômico e tecnológico no mundo industrialista burguês da Europa. Inglaterra, França e Rússia entraram num conflito bélico contra Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro. O Velho Mundo finalmente experimentava o poder destrutivo de metralhadoras, tanques, submarinos, aviões e gases venenosos. Diante dessa evolução armamentista, a Grande Guerra marcou o fim da participação de cavalos no campo de batalha. Os animais já não suportavam o peso de blindados e morriam aos milhares.

O último desses equinos deve ter sido o protagonista de Cavalo de Guerra, filme de Steven Spielberg baseado em romance homônimo de Michael Morpurgo, lançado em 1982. É na perspectiva dele que a história se desenrola. Batizado de Joey, o cavalo inicia sua trajetória na pequena fazenda habitada pelo jovem camponês Albert (Jeremy Irvine). Desacreditado, ele consegue treinar o franzino animal na dura tarefa de aragem de terras pedregosas. Nasce daí uma grade amizade. Mas vem a guerra e com ela o recrutamento de homens e cavalos. O futuro então passa a ser apenas um sonho esquecido.

Cavalo de Guerra Cavalo de Guerra

sábado, 28 de janeiro de 2012 às 12:39

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O Artista: uma homenagem à grandiosidade simplista dos filmes mudos da década de 1920

Nota 4/5
O Artista
Muita gente atribui ao Globo de Ouro o status de prévia do Oscar. Mas a verdade é que ao longo da década os vencedores da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood não se repetiram na cerimônia do Teatro Kodak. Quem realmente está alinhado ao prêmio da Academia é o Sindicato dos Produtores. Os últimos quatro anos foram coincidentes. Em 2008 o filme "Onde os Fracos Não Têm Vez" venceu os dois prêmios. Em 2009 foi a vez de "Quem Quer Ser um Milionário". "Guerra ao Terror" repetiu a façanha em 2010 e "O Discurso do Rei" em 2011. Todos considerados surpresas no Oscar. Isto é: espanto para quem não acreditou no primo pobre.

Nesse ano os produtores deram o grande mérito para O Artista. Repetindo no Oscar, seria outra aposta inesperada. O Artista é um filme mudo francês que se ambienta na Hollywood da década de 1920. O personagem chave da história é George Valentin (Jean Dujardin). Astro das produções teatrais, ele encontra a decadência a partir da chegada do cinema falado. Paralelamente acompanhamos a ascensão meteórica da jovem Peppy Miller (Bérénice Bejo), que toma o lugar do galã como grande estrela das bilheterias. A comédia-drama é toda em preto e branco, gravada como antigamente. Até o formato do créditos é emulado para garantir a veracidade histórica.

O Artista O Artista