sábado, 19 de julho de 2008 às 00:12

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Batman - O Cavaleiro de Gotham: o melhor do universo animê a serviço do Homem-Morcego

Batman - O Cavaleiro de GothamO longa-metragem "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (leia a resenha) estreou mundialmente ontem. Ainda estou tentando conseguir um ingresso, afinal, quero ajudar meu herói favorito a bater todos os recordes da história do cinema. E não vai ser difícil, basta observar a agressiva campanha de marketing que vem ocorrendo. Além do mais, filmes como Star Wars, Simpsons, Homem-Aranha e o próprio Batman, sempre possuem um apelo natural da mídia e do público, responsáveis diretos pela replicação do conteúdo plantado.

Para completar essa épica jornada de divulgação, a Warner Bros. firmou parceria com alguns dos melhores estúdios de animação japonesa – entre eles: Production I.G. , MadHouse e Studio 4C – e lançou Batman - O Cavaleiro de Gotham (Batman Gotham Knight, 2008), um conjunto de seis episódios de animê. O objetivo era seguir o mesmo modelo que tranformou "Animatrix" numa ponte perfeita entre os filmes da "Trilogia Matrix". Eu lembro bem que alguns amigos deixaram de assistir a animação e acabaram não entendendo o último filme da série.

Batman - O Cavaleiro de Gotham      Batman - O Cavaleiro de Gotham

A reunião dessas seis histórias em Batman - O Cavaleiro de Gotham representa o elo entre "Batman Begins" (2005) e "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (2008). A direção geral ficou por conta de Bruce Timm, responsável pelas aclamadas séries "Batman The Animated Series" e "Batman Beyond". Para criar os roteiros, foram escolhidos os melhores nomes da indústria de animação americana: Josh Olson (Marcas da Violência), David Goyer (Batman Begins), Brian Azzarello (100 Balas, Batman/Deathblow), Greg Rucka (Gotham Central), Jordan Goldberg e Alan Burnett (Batman do Futuro).

O resultado não podia ser outro: um espetáculo para os olhos e para a mente. A teatralidade, o abuso de sombras, o universo underground, os sentimentos negativos, tudo trabalha a favor de Batman - O Cavaleiro de Gotham. A sensação é que Batman nasceu para o animê. Sou totalmente favorável a esse tipo de união entre "realidade" e "fantasia", assim como foi feito em "Animatrix" e "Star Wars - Guerras Clônicas". Trabalhos desse naipe não só agregam valor, como acabam confundindo-se com a própria obra original.

Batman - O Cavaleiro de Gotham      Batman - O Cavaleiro de Gotham

O primeiro episódio do filme é Have I Got a Story For You, que tem direção de Koji Morimoto e roteiro de Josh Olson. A história narra uma tarde na vida de um grupo de jovens skatistas. Cada um deles se gaba de ter visto Batman pessoalmente e contam suas impressões a respeito do Homem-Morcego. Pra mim, essa é a melhor história do filme. É nesse episódio que o Batman mostra sua força como símbolo, como uma lenda, mito. É a representação do poder de ser vários heróis dentro de uma só fantasia.

Crossfire, segundo episódio, é dirigido por Futoshi Higashide e roteirizado por Greg Rucka. A história conta um pouco do sentimento de desconfiança que a Polícia de Gotham tem em relação ao Batman. Porém, é no meio de um tiroteio da máfia que os detetives terão que superar suas descrenças. Destaque para a bela cena de Batman saindo do meio das chamas, bem parecido com "V de Vingança". Fique atento à detetive Anna Ramirez e ao chefão da máfia Sal Maroni, pois ambos participam do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

Batman - O Cavaleiro de Gotham      Batman - O Cavaleiro de Gotham

Em terceiro vem Field Test, episódio com direção de Hiroshi Morioka e roteiro de Jordan Goldberg. Achei a pior das histórias. Também não gostei do desenho, Batman ficou parecendo o homem-corvo. Muito estranho. O foco do episódio é o arsenal tecnológico que Bruce Wayne dispõe para combater a máfia. Destaque para o escuro refletor de balas, coisa de 007. Todavia é preciso prestar atenção para não perder algumas revelações do desvio de conduta de nosso herói na busca por justiça.

In Darkness Dwells, dirigido por Yasuhiro Aoki e roteiro de David Goyer, representa o quarto episódio da série. Visualmente é o mais interessante, quase uma HQ em movimento. As cores, os closes, as articulações, é um episódio para deixar a baba escorrer. A história escrita pelo autor de "Batman Begins" põe o Homem-Morcego no esgoto, em busca do vilão Crocodilo. Frente a frente com o monstrengo, Batman descobre vestígios da toxina do medo e acaba dando de cara com o vilão Espantalho.

Batman - O Cavaleiro de Gotham      Batman - O Cavaleiro de Gotham

O quinto episódio é Working Through Pain, que conta com direção de Toshiyuki Kubooka e roteiro de Brian Azzarello. Nele descobrimos que Batman – um herói sem superpoderes – buscou na Índia alguém que pudesse ensinar-lhe a técnica usada pelos faquires para superar todas as dores. Acabou encontrando Cassandra, uma misteriosa mulher que o ensina a dominar as conseqüências físicas e espirituais de seus atos.

E fechando temos o sexto e último episódio, chamado Deadshot. Dirigido por Jong-Sik Nam e roteirizado por Alan Burnett, a história mostra que apesar de não fazer uso de armas de fogo, Batman revela que as admira: "O peso. A suavidade. O metal frio. A precisão. E o poder. O poder para mudar vidas, história. O poder de Deus." Na trama ele combate o vilão Pistoleiro num belo combate de tiros e socos. Agora é correr pro cinema e torcer pra conseguir um bom lugar para curtir "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Nota 4/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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sexta-feira, 18 de julho de 2008 às 06:00

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Supermercado 2.0: uma ameaça ou oportunidade para aumentar as vendas?

No último post alguém que não me conheça pode pensar que sou uma pessoa que não gosta da área do marketing e propaganda por achar que ela vende apenas ilusões, porém essa não é minha visão.O que seria de produtos bons se não fôsse suas campanhas de publicidade? Simplesmente quem não aparece na mídia está fadado ao fracasso, mesmo o produto sendo a solução para todos nossos males, um verdadeiro Emplasto Brás Cubas.

Agora existem situações que a tecnologia não consegue entrar de forma alguma para melhorar nossa vida cotidiana e adminstradores não a querem rondando seus estabelecimentos, é o caso das compras em supermercados onde pouca coisa evoluiu ao passar dos anos.

Se as pessoas pararem para pensar o ato de fazer compras em grandes redes de supermercados e a venda de Seu Zé em Caxingó é basicamente a mesma coisa, a pessoa seleciona os produtos e leva ao caixa que será totalizado, pago e colocado em uma sacola para transporte, o que muda é que enquanto um supermercado utiliza um caixa computadorizado com leitores de código de barras o Seu Zé usa uma calculadora e uma cardeneta, porém ambas soluções é um sistema de informação.

Grandes redes de supermercados sabem que vivemos na era da mobilidade e da informação e grandes sistemas informáticos são adquirido por eles para controles de uma gama enorme de informações que para eles são valiosas, porém mesmo tendo um sistema muito bom de processamento de dados, os usuários do sistema ainda perdem algumas horas fazendo suas compras do mês, mesmo eles sabendo que existem tecnologia como a do RFID e carrinhos inteligentes que poderiam e muito melhorar a vida do consumidor.

Basicamente RFID é um código de barra do século XXI, é um chip contendo informações ligado a uma antena passiva, que reage quando excitada por um campo eletromagnético, não necessitanto a retirada do produto do carrinho para sua totalização ao entrar no campo de atuação da antena, os dados são transferidos automaticamente para um computador.

O mais interessante que essa totalização pode ser feita ainda enquanto se faz as compras, bastando o computador está montado no próprio carro de feira, algo também possível. E como conseguência ao chegar na saída da loja o valor e dados seria finalmente computada pelo caixa e pago pelo usuário, uma economia de tempo para o usuário e ganho de produtividade para os funcionários dos caixas.

Essa tecnologia já é encontrada em vários supermercados pelo mundo. Nesse texto tive como base um supermercado na Alemanha, infelizmente não consigo encontrar vídeos do funcionamento dele, bem como o funcionamento da realidade aumentada para localização de produtos. Porém, mesmo nos melhores supermercados do mundo essa tecnologia é difíci de ser encontrada, excluindo experiências pontuais. No Brasil, algumas filiais do Grupo Pão de Açucar usam a tecnologia de RFID na seção de vinhos.

E por que essa tecnologia ainda não está mais presente? Eu também não sei, porém conversando com amigos eles dizem que ela não está presente pelo mesmo fato que não existem relógios dentro de supermercados e cassinos, eles querem que percamos a noção de tempo e de quanto dinheiro está se gastando no estabelecimento, idéia para mim bastante arcaica (excluindo-se lógico no caso do cassino).

      

Os administradores de supermercados ainda não acordaram para o fato que a população da era da internet quer tudo veloz, quer interação e praticidade, ou seja, um sistema de RFID numa rede que contabilize as compras on-line nos carros, junto de um sistema de localização de produtos usando realidade aumentada.

É um gasto inicial certamente grande, porém facilmente rebatido pelo aumento de vendas, pois é notório que todas as famílias tem que pelo menos uma vez ao mês a missão de enfrentear um supermercado e o que as deixas mais frustradas não é o ato de escolher os produtos e sim o ato de pagá-los.

É uma idéia radical para os administradores dá o poder ao usuário do sistema de saber o quanto está gastando antes de chegar ao caixa, porém essa idéia de entregar o poder ao usuário do sistema já está bem consolidada na web 2.0 e vê-se que é algo que funciona e que pode extrapolar o mundo virtual, com ganhos para todos no processo.
Daniel: Alguns supermercados da rede E-Mart na Coréia do Sul, já trabalham com RFID há alguns meses. O interessante é que antes de se dirigir ao estabelecimento, você acessa o site da empresa e faz sua lista on-line de compras. Ao pegar o carrinho disponível na loja, sua lista é emitida e o computador localiza cada um dos itens, apontando de forma detalhada a prateleira em que se encontram. No outro lado, os gerentes sabem a quantidade exata de clientes no supermercado, podendo disponibilizar o número ideal de guichês para atendimento.

quarta-feira, 16 de julho de 2008 às 08:41

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O Incrível Hulk: um pouco de tempero brasileiro para acalmar o Gigante Esmeralda

O Incrível HulkUma das coisas mais legais das férias é aproveitar os descontos que os cinemas oferecem para algumas sessões. Essa semana fui assistir O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008). Meus amigos andavam falando tão bem do filme que acabei dando prioridade ao Gigante Esmeralda. Sempre gostei do quadrinho, mesmo depois daquela versão cinematográfica fracassada feita pelo cineasta chinês Ang Lee (um Hulk que mais parecia um boneco de plástico, nada perto do padrão Marvel de qualidade).

Para passar uma borracha no filme passado, O Incrível Hulk "finge" que o longa de 2003 é um primo distante e começa tudo de novo. Dessa vez com a direção do francês Louis Leterrier. O cara teve uma idéia muito boa: ao invés de perder a metade do tempo mostrando "como tudo começou", ele aperta o botão forward e vai passando em ritmo acelerado o processo que levou o cientista Bruce Banner (Edward Norton) a transformar-se em Hulk. Durante o filme vão sendo dadas outras pinceladas sobre o assunto.

Depois dessa introdução, a história vem parar no Brasil, especificamente no coração da favela da Rocinha (na verdade as imagens foram feitas na favela Tavares Bastos). O take aéreo sobre a favela carioca é esplendoroso, um painel de barracos ascendentes numa espécie de caos psicodélico, demais. E o morador verde mais ilustre – depois da maconha, claro – é Bruce Banner. O alter-ego de Hulk busca uma flor que seria capaz de retirar a radiação gama do seu sangue. Enquanto não encontra a tal flor, Bruce faz bico numa fábrica do Guaraná Pingo Doce (bizarro!).

O Incrível Hulk      O Incrível Hulk

E o pior é que essa história vai longe. Eu imaginei que a participação do Brasil fosse pequena, mas durou longos 20 minutos. Durante sua estada em terras tupiniquins, Bruce aprende técnicas para controlar sua raiva com o lutador de jiu-jitsu Rickson Gracie, arrisca um português vendo programas de TV meio toscos (Vila Sésamo?) e vive um affair com a morena Débora Nascimento (a madrinha de bateria da novela Duas Caras). Até um cachorro vira-lata o cara cria.

Cheguei a pensar que "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite" tivessem feito os caras de Hollywood aprender a representar o Brasil. Sonho meu, bastou os brasileiros (na verdade atores canadenses) abrirem a boca para notar o total despreparo em relação ao português. Isso sem contar as falas sem sentido. O próprio diretor de O Incrível Hulk assumiu a gafe em entrevista à Folha Online: "Olha, eu sinto muito. Sei que os 'brasileiros' do filme não falam português direito. Já brigaram comigo por causa disso."

O Incrível Hulk      O Incrível Hulk

Fora isso, achei excelente contribuição brasileira. A passagem se encerra com uma alucinante correria entre os becos da favela no estilo "Ultimato Bourne". Muito massa os soldados americanos caindo de cima das lajes. Falando nisso, a subida do morro fez o exército yankee parecer com o pessoal do BOPE. A diferença é que em O Incrível Hulk não se vê traficantes. Evidentemente esse tipo de situação só existe em filme de ficção.

A primeira aparição do Hulk, propriamente dito, ainda ocorre no Brasil. E depois de uma salto fenomenal ele vai parar em Guatemala (na realidade é a floresta da Tijuca, Rio), segue então pro México (pra dizer a verdade Santa Teresa, também no Rio) e por fim Estados Unidos. O que o atrai pra casa é a promessa de cura feita por Samuel Sterns (Tim Blake Nelson), um cientista misterioso com quem ele vinha mantendo contato. Além, claro, da saudade de sua ex Betty Ross (Liv Tyler), a mulher que nunca deixou de amar. Porém, na volta pra casa, Hulk precisa fugir da perseguição do general Ross (William Hurt), seu sogro e grande inimigo.

O Incrível Hulk      O Incrível Hulk

A grande novidade é o aparecimento do vilão Abominável, um monstro criado sob o corpo do supersoldado Emil Blonsky (Tim Roth). A idéia é: para deter um Hulk, só outro Hulk. A fórmula funciona e o embate é bestial. Achei parecido com o duelo entre Neo e Smith no filme "Matrix Revolutions". Estranhei apenas a forma como a criatura surgiu, parece que "fazer monstros" virou linha de produção, um produto fácil de replicar. Podiam ter caprichado mais na concepção do personagem.

Existe inclusive uma especulação que o tubo de ensaio com uma substância azul, mostrada pelo cientista durante o filme, seja o ponto de partida da criação do Capitão América, filme da Marvel com lançamento previsto para 2011 (leia mais aqui). De certo que o heróis estão cada vez mais interligados. No final de O Incrível Hulk ocorre uma cena em que Tony Stark (Robert Downey Jr), o Homem-de-Ferro, propõe a criação do lendário grupo Os Vingadores ao general Ross.

O Incrível Hulk      O Incrível Hulk

Mas o que verdadeiramente deu certo em O Incrível Hulk foi o casal Edward Norton e Liv Tyler. Ele empresta uma seriedade absurda ao personagem verde, como na cena em que engole um pendrive com quem estivesse fazendo uma discurso na ONU. Ela é incrível, perfeita para o papel. Um senso de humor, uma delicadeza, sempre encarando a fera como quem fala com o irmão mais novo. Muito em função de Liv Tyler, achei o Hulk de Louis Leterrier parecido com o King Kong de Peter Jackson. Muitas cenas ficaram idênticas, como no encontro com suas divas, sendo Hulk na caverna e King Kong na montanha.

De original, foi bacana a brincadeira do uso da pizza como suborno, da crítica à direção irresponsável dos taxistas de Nova York e do alerta sobre o rastreamento de e-mails feito pelo governo dos EUA. Pequenos detalhes para fazer pensar. Ainda assim, O Incrível Hulk vai ficar marcado mesmo é pelo salto de qualidade visual em relação ao filme anterior. De presente ainda ganhamos uma participação de Stan Lee (gênio criador desse circo) e de Lou Ferrigno (o Hulk da série de TV exibida entre 1978 e 1982). Pena que eu tenha achado o final moralista demais. No stress. Nota 3/5

Confira o trailer em alta-definição clicando no botão play da imagem abaixo.

terça-feira, 15 de julho de 2008 às 06:00

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Evolução tecnológica: realidade ou ilusão criada pelo Marketing?

É um ditado bem conhecido, “nem tudo que reluz é ouro” que cabe perfeitamente nesse mundo dos negócios de produtos tecnológico, sejam ele software ou hardware.

Hasselblad H3DII-50: Uma câmera de 50 megapixels

Todo mundo já deve ter reparado que todo dia nasce uma tecnologia revolucionária, um novo produto, algo que vai melhorar sua vida cotidiana, porém ao serem adquiridos eles nem se mostram tão maravilhosos como vistos em propagandas e alardeados pela mídia, por isso eu sempre compara produtos novos a fotos de comidas em restaurantes fast food, na foto é lindo, mas ao vivo sempre fica faltando algo mais.

O grande problema que a tecnologia evolui devagar e a sociedade capitalista quer sempre o novo, para simular uma ilusão de evolução constante empresas tecnológicas (agora vou colocar o dedo na ferida de duas pessoas aqui do blog) criam departamento de marketing que analisam o produto descoberto e elegem uma característica das quais será eleita para figurar em propaganda como sinônimo de avança, como exemplo do cotidiano os megapixels das câmeras digitais.

Hoje ter uma câmera digital não é algo elitista, todo mundo tem e por isso usarei a câmera como meu exemplo, pois o tal megapixel é reconhecido da população assim como unidades tipo quilo e metro.

Não vou aqui descrever o início da fotografia digital e qual foi a primeira câmera do mercado, porém recordo que as primeiras máquinas que vi tinham apenas resolução VGA, ou seja, abaixo dos megapixel e usavam disquetes de 1.44 MB para armazenamento das fotos e custavam uma fortuna e parte do seu braço.

É fato que câmeras digitais para uso profissional continuam ainda com preços elevados, mas a indústria ganha dinheiro mesmo com as câmeras destinadas ao mercado amador e por isso eles precisam criar uma “necessidade” nesse mercado, devido a isso o megapixel das câmeras é incrementado com uma certa frequência, mas altas resoluções não querem dizer melhores imagens, apenas maiores imagens que necessitarão de uma maior capacidade para serem armazenadas.

Esse raciocínio é válido para qualquer setor tecnológico, portanto antes de ficar impressionado com alguma popaganda de um produto que dê enfase em apenas uma qualidade, desconfie. É sempre bom lembrar que a tecnologia avança numa velocidade e a propaganda dela em outra. E para quem gosta de fotografia indico esse post de Gilson Lorenti.

Daniel: Na última quarta o programa Metrópolis (TV Cultura) mostrou o episódio 24 do Massaroca. Fiquei entusiasmado com o texto da reportagem. Acho que tem tudo a ver com o que você disse. Veja o vídeo:

Moema: Encontrei aqui um ponto discutido no mundo da propaganda. Seria ela responsável por criar ou despertar necessidade no consumidor? Costumo ficar com a segunda opção. Acredito que nós seres humanos somos um poço de desejos e a propaganda ajuda a despertá-los. Profissionais de Marketing utilizam-se dessa possibilidade de despertar desejos para desenvolver ações e estratégias. Na área da tecnologia isso ainda é mais fascinante pela possibilidade de explorar inúmeras qualidades do produto.

domingo, 13 de julho de 2008 às 10:19

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Vanessa da Mata - Sim: levando a poesia brasileira para o mundo

"Acho que o sucesso é isso, uma coincidência muito boa", disse Vanessa da Mata, em entrevista ao Globo Online. Esta declaração sugere o estilo "quero só cantar" de Vanessa, mas o sucesso da cantora e compositora matogrossense vai muito além do mero acaso.

Ela iniciou sua carreira aos 15 anos, cantando em bares da cidade de Uberlândia e desde então, já sabia o que queria: cantar. Em 1992, quando foi para São Paulo, participou das bandas de reggae Shalla-Ball, Black Uhuru e do grupo de ritmos regionais Mafuá. Neste período, ainda dividia seu tempo entre as carreiras de jogadora de basquete e modelo.

Em 1997, ela conheceu Chico César. Com ele compôs A força que nunca seca, música gravada por Maria Bethânia, e fez participações em shows de Milton Nascimento e Baden Powell. A voz e a presença de Vanessa começavam a chamar atenção do público. Seu 1º CD, Vanessa da Mata (2002) pela Sony, trouxe o sucesso "Não me deixe só".

Mas foi o 2º álbum, Essa boneca tem manual (2004), que destacou a cantora no cenário musical brasileiro. Além de suas próprias canções, como "Ai, ai, ai" e "Ainda bem", Vanessa regravou "Eu sou neguinha" de Caetano Veloso e conquistou definitivamente seus ouvintes. O Brasil descobria uma grande compositora e cantora pop.

Vanessa da Mata - Sim      Vanessa da Mata - Sim

O 3º CD, intitulado Sim (2007), veio para levar a poesia da Mata para o mundo. Gravado entre Brasil e Jamaica, o álbum traz participações importantes de Sly & Robbie, dois ícones da música jamaicana, além de Ben Harper, João Donato, Wilson das Neves, Don Chacal. Sim é definido como uma resposta positiva à vida, uma resposta de luta, nas palavras da própria cantora.

E é essa a sensação quando se escuta suas melodias: beleza, harmonia e simplicidade. Nesse estilo voz afinada, letras sinceras e imagem brasileira-interiorana Vanessa da Mata se afirma como o melhor da MPB atual. Uma novidade é que álbum Sim traz imagens de sua produção no documentário "Minha intuição" do jornalista Bruno Natal. Uma boa oportunidade para conhecer e apreciar um pouco mais o talento de Vanessa da Mata. Nota 5/5

Assista ao trailer do documentário:

sábado, 12 de julho de 2008 às 01:43

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Onde os Fracos Não Têm Vez: a clássica violência gratuita conquistadora de Oscar

Não sou nenhum especialista em sétima arte, mas tenho a convicção que o filme Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007) possui algumas características que justificam todos os prêmios conquistados, incluindo os Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor. A começar pelo ritmo cadenciado de quem conta uma história mentirosa como se fosse verídica. Passo a passo o problema vai aumentando, sem pressa, como quem toma um copo de leite sentado na sala, tranqüilo, sabendo que uma hora vai cruzar o caminho do inimigo.

O cenário é o Texas da década de 80. Tudo começa quando um traficante de drogas é encontrado no deserto pelo caçador Llewelyn Moss (Josh Brolin). Junto ao defunto o cara encontra uma maleta com US$ 2 milhões. Ele assume o risco e "rouba" a maleta. A partir daí começa a ser perseguido por um assassino, que por sua vez é perseguido pelo xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Onde os Fracos Não Têm Vez      Onde os Fracos Não Têm Vez

O filme não tem trilha sonora. Pelo menos não aquela tradicional que costuma servir de embalo para romances, suspenses e emoções. A "trilha" de Onde os Fracos Não Têm Vez se dá no arrastar de passos, na batida frenética de corações aterrorizados pela morte certa, na respiração ofegante de quem se esconde, no barulho de quem mata e no silêncio de quem morre. Acabou vencendo o Oscar de Melhor Som e Melhor Edição de Som.

A direção prima pela qualidade visual. Assistir Onde os Fracos Não Têm Vez é como visitar uma exposição fotográfica, cada cena é um quadro ricamente ilustrado, exemplos não faltam. As marcas do sapato do policial estrangulado, as picapes no horizonte vespertino, os takes em frente ao hotel, o tiroteio na cidade fantasma, a explosão em frente à farmácia. Tudo meticulosamente calculado até encontrar o enquadramento perfeito. Resultado: Oscar de Melhor Fotografia.

Onde os Fracos Não Têm Vez      Onde os Fracos Não Têm Vez

O enredo, propriamente dito, é pouco complexo, o que chama atenção é a atuação psicótica do assassino Anton Chigurh (Javier Bardem), ator espanhol vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Acredito que esse assassino é um dos melhores serial killers produzidos nos últimos anos. Não me vem à cabeça outro matador tão cruem e teatral. Um tipo de humor macabro, sem piadas ou sorrisos. Já se tornou clássica a cena do encontro dele com o velhinho da venda no posto de combustível. De tão singela e assustadora, chega a ser engraçada.

Tudo vai bem com o jogo de gato, rato e cachorro entre os três personagens principais, mas quando o cowboy Carson Wells (Woody Harrelson) entra em cena, a coisa começa perder o rumo. O filme parece não comportá-lo. Resultado: o confronto mais esperado decepciona. Ficou uma sensação de que, mesmo depois de acabar, o filme parece que continua sozinho. Muito estranho. Gosto mais de filmes que fecham, não sou fã dessa técnica narrativa. Mas tudo bem, isso é algo pessoal.

Onde os Fracos Não Têm Vez      Onde os Fracos Não Têm Vez

Nunca me imaginei escrevendo um filme, mas caso eu venha a fazer um dia, seria do jeito de Onde os Fracos Não Têm Vez. A fórmula mágica é pegar situações pitorescas e adicionar elementos surreais, tais como: uma maleta de dinheiro dando sopa, um cachorro perseguindo o cara rio abaixo, um assassino armado com um cilindro de ar comprimido, um velhote sendo ameaçado de morte nas entrelinhas, uma perseguição psicológica e um final shakespeariano.

E o mais legal em Onde os Fracos Não Têm Vez é que cada personagem empresta algo novo à história. Seja o xerife, a secretária, o recepcionista do hotel, o gatinho bebedor de leite, cada um deles adiciona elementos sui generis ao filme, deixando a narrativa ainda mais densa. E toda boa história deve convidar o expectador a uma reflexão, então pergunto: vale a pena sacrificar uma vida tranqüila ao lado da esposa, por causa de dois milhões de dólares? Nota 5/5

Tatiana: O filme é aterrorizante. Poucas falas, sem trilha sonora e um suspense de dar calafrios. Nota 4/5
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 06:00

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Mini-notebook Asus quer deixar de ser brinquedo

Ainda irei continuar batendo na tecla dos UMPC, pois fui muito injusto com o Asus Eeepc no momento que comparei o tablet da Gigabyte com um modelo antigo. Quero agora me retificar mostrando a série mais nova do Eeepc que é a 1000.

Asus Eee PC

A Asus como sempre faz a série e cria duas configurações para melhor atender ao consumidor e nessa não seria diferente, porém irei falando as similaridades entre as séries que são a utilização dos processadores intel Atom, uma tela de 10'' com uma resolução de 1024x600, 1Gb de RAM, placa de rede wifi, bluetooth, câmera de 1,3Mp, uma bateria de 6 células (as de 4 células tinham pouca autonomia) e aumento no tamanho do teclado. Isso mostra que a empresa também passa apostar no segmento que quer mobilidade e desempenho.

Agora falando das diferenças, existe o Eeepc 1000 e o 1000H cada qual com sua configuração diferenciada. Iniciando pelo 1000H que possui um HD sata de 80Gb e vem de fábrica com o Windows XP instalado e pesa 1,45kg e o outro modelo o 1000 tem 40 Gb SSD, ou seja um disco sólido, com o Linux instalado e pesa 1,33kg.

Com certeza ambas são ótimas máquinas, porém mesmo com uma configuração similar ao Netbook-M912V esse me chamou mais atenção por possuir também um HD sata e pesar igual ao Eeepc 1000 e ser um tablet PC de tamanho reduzido, mas ainda não está a venda, diferente do Asus que já tem seus produtos no mercado e custa na faixa dos US$600 o modelo 1000H.

Tabela de preço dos Eee PC no Reino Unido: aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2008 às 08:47

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Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet: oferecendo a felicidade da morte rápida

Johnny Depp é um cara muito admirado por suas atuações marcantes. Rapidamente lembro-me de personagens originais como o Jack Sparrow (Piratas do Caribe), Willy Wonka (A Fantástica Fábrica de Chocolate) e, logicamente, Edward (Edward Mãos de Tesoura). Os críticos costumam apontar o fato à capacidade do ator em escolher bons papéis, que geralmente são dados pelo diretor e amigo Tim Burton. Sonho em vê o dia em que Depp sairá de trás daquela maquiagem pesada, vestirá uma camisa pólo e fará o papel de um cara comum. Esse é o mesmo desejo que me faz aguardar com ansiedade o dia que Denzel Washington deixará de fazer engravatados e colocará uma maquiagem pesada na cara.

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007) é um musical gótico que conta a história trágica de Benjamin Barker (Johnny Depp), cidadão honesto, expulso de Londres sob falsas acusações pelo juiz Turpin (Alan Rickman), para que esse pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha.

Sweeney Todd      Sweeney Todd

Depois de 15 anos afastado ele retorna à cidade, ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Logo decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Helena Bonham Carter). Todd volta a trabalhar como barbeiro, com especialização em degola de gargantas. Os corpos são moídos e transformados em recheio da torta. Uma delícia.

Originalmente Sweeney Todd é uma peça de teatro criada em 1973 por Christopher Bond, tendo sido mais tarde adaptada para um musical da Broadway. Essa versão para o cinema é a 8ª da história. As anteriores foram Sweeney Todd (1926), Sweeney Todd (1928), Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (1936), Bloodthirsty Butchers (1970), Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (1982), O Barbeiro de Londres (1998) e Sweeney Todd (2006), sendo que as três últimas foram feitas para a TV.

Sweeney Todd      Sweeney Todd

A história do barbeiro entorpecido por vingança que passa a degolar seus clientes é um sinistro musical trágico que abusa dos tons de cinza e escancara o lado mais sórdido da cidade de Londres. Infelizmente não tenho hábito de assistir musicais, ainda acho meio estranho dois homens cantando no meio de uma discussão. Pessoalmente acredito que a cena perde um pouco de intensidade e acaba ficando meio cômica.

Fora isso, a história Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é perturbadora demais para caber dentro dos 116 minutos apresentados. Resta ao expectador entrar rapidamente no clima do personagem e torcer para que a seqüência de degolamentos termine logo. Alguns também irão vibrar com a possibilidade dos protagonistas encontrarem a felicidade. Mas no meio de tanto sangue, felicidade mesmo é ter uma morte rápida. Por isso que eu sempre digo: barbeiro, nem pensar. Nota 2/5

Luis: Ótimo filme, belas imagens, ótima história que tem um que de teatro grego, muito interessante. Nota 4/5
Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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terça-feira, 8 de julho de 2008 às 06:00

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Vem aí uma nova geração de mini-notebooks de alta capacidade

UMPC é um jargão técnico que significa, ultra mobile personal computer e trocando em miúdos são notebooks pequenos, leves e de baixa performace para ter preços atraentes. Esse nicho de mercado foi descoberto pela Asus com seu Eeepc com uma tela de 7'' e usando um processador celeron e HD sólido de apenas 4Gb (existe versões com 2 e 8Gb), talvez cobrindo o vazio deixada pela Palm.

O Eeepc na minha opinião é uma máquina fantástica e se destina a quem já possui um bom computador e precisa apenas de um a plataforma leve para navegar na internet e ter acesso a arquivos e alguns programas, fora que como roda Linux e Windows o usuário fica completamente a vontade e sem ter a necessidade de aprender a usar algo novo.

O interessante que no meio técnico esses novos produtos receberam um nome bem debochado aqui no Brasil, muitos os chamam de "pobretop", porém essa nomeclatura brasileira está a ponto de cair por terra, devido a lançamentos da HP com um modelo que possui uma tela de 8,9'' e o maior teclado da categoria, fora o uso de HD sata.

Bem, depois de ter feito uma explicação bem detalhada de um UMPC falarei da grande inovação da Gigabyte, fabricante reconhecida de placas-mães, aceleradores gráficos, notebooks, etc. A proposta dela para um UMPC é esquecer o mercado de baixo custo e mandar numa plataforma que quer uma solução pequena, leve e que tenha um bom desempenho e a Gigabyte foi além e criou um tablet UMPC que tem uma configuração satisfatória.

Primeiramente o que gostei foi o uso dos novos processadores Intel Atom, o que deixará o produto muito mais caro que seus concorrentes, pois essa nova linha de processadores da Intel ainda estão com um preço alto, fora que a empresa ainda não consegue abastecer satisfatóriamente o mercado com eles.

Olhando para a tela de LCD outro bom susto uma tela de 8,9'' com resolução de 1280x768, não sei se as páginas web ficarão muito pequena nesse tipo de resolução, porém o usuário estará longe do problema que os usuários do Eeepc sofrem de usar muito o scroll para ver algumas páginas web. E a cereja do bolo nesse UMPC é a tela que rotaciona em 180° com touch screen, certamente uma comodidade a mais para o usuário.

Para finalizar as descrições técnicas o Netbook-M912V (esse é o nome do produto) possui um HD sata de 160Gb e pesa 1.3kg (o Eeepc é 0,92kg), portanto ele foge um pouco do padrão de capacidade de armazenamento e peso dos seus concorrentes, mas a Gigabyte não está lançando esse produto para concorrer com nenhum que existe no mercado ela está levando esse mercado a uma nova fronteira oferecendo um tablet PC de dimensões ultra reduzida. Só posso dizer parabéns a ela e nem quero ver o preço dessa beleza, pois sei que isso será para poucos.

Abaixo um vídeo demonstração do mini-notebook.

domingo, 6 de julho de 2008 às 07:27

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10.000 A.C.: a aventura pré-histórica destruidora de deuses, lendas e profecias

10.000 A.C.Desde que assisti "A Guerra do Fogo" (1981) - e lá se vão 15 anos - sempre sonhei com filmes que abordassem a temática da pré-história. Não no estilo "Parque dos Dinossauros" (1993), em que o foco são os animais, eu queria uma história humana, cativante, cercada daqueles mistérios pintados nas cavernas do Parque Serra da Capivara, no Piauí.

Por isso fiquei entusiasmado quando soube do lançamento de 10.000 A.C. (10,000 B.C., 2008). Enfim o sonho tornava-se palpável. Planejei tudo com cuidado: a estréia seria no Cine TAM, no Shopping Morumbi, em São Paulo. Afinal, o presente tinha que vir empacotado numa projeção digital, nada daqueles velhos rolos de 8mm. Mas na porta do cinema arremeti. Minha grande preocupação era que o filme fosse apenas um documentário estilo BBC.

Alguns meses depois, enfim, tomei coragem e assisti 10.000 A.C.. O começo é meio parecido com "Apocalypto" (2007): uma tribo isolada, um ataque surpresa e uma missão de resgate (fuga). A diferença é que aqui puseram uma narração ao fundo. Ficou parecendo um filme infantil, didática além da conta. A história gira em torno de D'Leh (Steven Strait), um jovem caçador de mamutes, que se apaixonou por Evolet (Camilla Belle). Quando um bando de perigosos guerreiros a sequestra, D'Leh é obrigado a liderar um pequeno grupo de caçadores em uma expedição para resgatá-la.

10.000 A.C.      10.000 A.C.

Esqueça os argumentos, o filé mignon está nas imagens e nas surpresas. Saboreei a seqüência em que os Diatrimiformes (aves gigantes carnívoras) atacam os humanos no meio da floresta. Também gostei do estouro da manada de Mamutes e do encontro com o temido Tigre Dente-de-Sabre. A relação entre bichos e homens vai além, eles apelidam tudo que lhes é desconhecido com nomes de animais. Os barcos, por exemplo, são "grandes aves que voam por cima das águas", os rios são "serpentes" e as pirâmides "a cabeça da serpente".

Falando nisso, a chegada da comitiva nas pirâmides é surreal. Nada de cores, só aquele amarelo-pó onipresente. O papo de deuses, lendas e profecias enche um pouco o saco, mas o verdadeiro foco de 10.000 A.C. são os humanos. Seja na pela dos inimigos árabes, nas tranças rastafári dos protagonistas ou no pulmão dos sensacionais velocistas africanos. A cena em o "Robert Cheruiyot" corre de aldeia e aldeia, levando e trazendo recados, mostra que não é de graça que esses caras são os melhores do mundo.

10.000 A.C.      10.000 A.C.

Ao final de 10.000 A.C., nos resta uma lição: "Um bom homem desenha um círculo ao redor dele e se ocupa dos que estão dentro. Sua mulher, seus filhos. Outros homens desenham um círculo maior e dentro dele estão também seus irmãos. E outros... têm um destino superior. Desenham a seu redor um círculo dentro do qual estejam muitas, muitas pessoas mais." Então, que tipo de homem é você? Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

Outros posts sobre o assunto:

sábado, 5 de julho de 2008 às 02:09

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NVidia admite falha em chips gráficos de notebooks

Na última quinta-feira a Nvidia comunicou a imprensa uma falha que está ocorrendo nas suas GPU (graphical processing units) e MCP (media communications processors) de notebooks, devido ao calor que fica acumulado internamente no aparelho causando falha no chip.

Porém apesar de dizer que destinou uma verba para repara os problemas dos notebooks afetados ela não informou qual os modelos que estão apresentando o problema, no site cybernetnews apenas foi citado uma suposição que a série 8400M GS que equipam os notebooks dell tenha esse problema, porém nos comentários um usuário de um notebook com chip Go6100 se queixa, porém sem uma relação de chips fica difícil saber o número de usuários afetados.

Essa é uma situação chata para ambos os lados para a empresa e para o consumidor, a NVIDIA certamente ficará com uma péssima imagem e os usuários terão o transtorno de enviar seus aparelhos para um recall, o problema é saber antes quais os chips estão comprometidos e o que fazer no caso de produtos importados.

quinta-feira, 3 de julho de 2008 às 15:16

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Uma visão superficial sobre roteador

Bem, queria fazer um post sobre algum lançamento tecnológico, porém nada me chamou a atenção esse mês. Logo tentarei escreve algo prático, falarei sobre roteadores wireless (assunto batido eu sei, mas continue lendo por favor).

Com o barateamento de notebooks e as conexões banda larga estarem em maior quantidade de residências, houve um aumento de vendas de roteadores wifi, pois muitas das pessoas que adquiriram notebooks nesses ultimos anos, já possuiam um computador de mesa de uso pessoal e queria que a conexão da internet fôsse dividia entre todos os aparelhos da casa.

Problema #1: uma pessoa chega numa loja de informática pede um roteador e leva para casa.

Problema #2: como no roteador vem um cd de auto instalação ele dispensa o auxílio de alguém que entenda um pouco de rede.

Bem, chegar numa loja e comprar um produto que promete conectar ao seu provedor banda larga e dividir a conexão não é problema, pois todas as marcas que prometem isso a cumprem, o problema é que cada aparelho roda um programa interno e dependendo desse programa certas funcionalidades podem ficar difíceis de ser implementadas ou impossíveis de serem feitas.

O primeiro problema que o programa interno (firmware) pode trazer é quanto ao redirecionamento de portas, todo tráfego entre seu computador e a internet é feita por portas, se uma porta não tiver acessível um programa que dependa dela não funciona ou usa a porta de navegação do navegador e tem um desempenho ruim.

Outro problema ainda nesse quesito do firmware é que muitos não possuem um controle de banda. Imagine a seguinte situação com apenas 2 computadores, um computador está navegando por páginas na web e o outro resolve fazer um download de um arquivo pequeno de 100mb, sem o controle de banda o computador que iniciou o download gerará um tráfego maior na rede o que fará a navegação web do primeiro ficar bem lenta.

Por isso independente da marca do roteador muitos técnicos hoje compram roteadores de marcas até desconhecida, porém que sejam suportado firmware de terceiros tipo wappro, aprouter ou dd-wrt.

Sobre o problema #2 esse só ocorre quando se usa o firmware de fábrica, pois ao instalar através do cd de instalação, muitas vezes a conexão wifi fica aberta, ou seja, acessivel e visivel a toda pessoa que tenha um computador ou notebook com placa de rede wifi.

Com isso qualquer pessoa poderá entrar na sua rede e isso decorre um problema sério que é a segurança pois qualquer adolescente hoje que vive na internet procurando técnicas de invasão saberá o que fazer para ter acesso aos seus arquivos, lógico que nem mesmo as proteções das rede wifi são imbatíveis, porém sempre é bom dificultar as coisas de quem quer invadir sua rede.

Por isso antes de adquirir um roteador converse com um amigo ou um técnico que conheça a parte de rede e explique o que será usado e suas necessidades, pois sempre existe soluções que se encaixa com o uso que as pessoas querem da internet.