terça-feira, 26 de abril de 2011 às 02:24

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RepoMen - O Resgate de Órgãos: um futuro em que o consumismo fará parte de nossa sobrevivência

Nota 3/5
RepoMen - O Resgate de Órgãos
Diariamente centenas de pessoas morrem à espera de transplante de órgãos. Evoluímos em alguns pontos, como o transplante de medula óssea. Hoje o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores do mundo, ficando atrás apenas dos EUA e Alemanha. Em vida não tenho essa coragem, mas depois de morto a ordem é retirar as peças e queimar o resto. Pena que depois da hepatite B, meu maquinário perdeu valor. Nem o sangue serve mais.

Mas esse tipo de problema tem data para terminar. Pelo menos é o que garante o filme RepoMen - O Resgate de Órgãos. No futuro proposto, órgãos poderiam ser criados em fábrica. Teoricamente estaríamos diante de uma nova era de longevidade e qualidade de vida. Mas não é tão fácil quanto parece.

RepoMen - O Resgate de Órgãos RepoMen - O Resgate de Órgãos

domingo, 24 de abril de 2011 às 11:46

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Tropa de Elite 2: um tsunami de corrupção destruindo nossa esperança de cura social

Nota 4/5
Tropa de Elite 2
Outro dia fui testemunha de uma cena de violência urbana. Um marginal assaltou uma pequena loja próxima ao meu trabalho. O dono, cansado do descaso da segurança pública, resolveu reagir e seguiu atrás do bandido. Alguns metros depois o homem derrubou o malandro. Justiça com as próprias mãos! Sou contra violência, mas numa situação dessas, tolero um bom corretivo.

Mas ao invés disso, o comerciante sacou um revólver cano curto, apontou pra cabeça do sujeito e soltou umas ameaças. Um, dois, três, quatro, cinco segundos. No chão, deitado, pisado, humilhado, o rendido chorou. De joelhos se arrastou alguns metros e fugiu a galope.

Tropa de Elite 2 Tropa de Elite 2

quinta-feira, 21 de abril de 2011 às 15:15

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Comer, Rezar, Amar: a eterna procura feminina por uma felicidade anônima

Nota 3/5
Comer, Rezar, Amar
Uma das coisas mais interessantes no mundo da literatura é o percurso de uma obra até assumir o status de best-seller mundial. Livros não têm comercial de TV, não aparecem nos anúncios de revista, spots de rádio ou outdoors. O pessoal do telemarketing numa me ligou sugerindo títulos. Por isso, credito o mérito do sucesso inteiramente a qualidade da narrativa. O resto fica por conta do público, que passa sua experiência adiante.

Digo isso porque passei muito tempo desrespeitando os romances de auto-ajuda. Hoje sei reconhecer sua importância na prateleira das livrarias. Parte dessa mudança se deve às ótimas adaptações que surgiram nos últimos anos. Normalmente fiéis ao texto original, os filmes têm conseguido cativar novos leitores. O último exemplo é Comer, Rezar, Amar.

Comer, Rezar, Amar Comer, Rezar, Amar

terça-feira, 19 de abril de 2011 às 19:28

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O Ritual: o exorcismo na perspectiva de um padre que não acredita em Deus

Nota 4/5
O Ritual
Eu não tenho religião. Mas fico ofendido quando alguém me chama de ateu. Talvez por resquício da minha criação católica. Prefiro assim a assumir uma doutrina qualquer. Gosto de ter a mente aberta para todos os tipos de fenômenos e explicações. Como consequência acabo servindo de coelho para tudo que é história da carochinha.

O Ritual (The Rite, 2011) é um bom exemplo. O filme explora o universo dos exorcismos. Nenhuma novidade. Mas o grande diferencial desse terror é a perspectiva da narrativa. O foco aqui não é o demônio e nem o hospedeiro. É o padre. Mas não aquele experiente e cheio de convicções gnósticas. Aqui o protagonista é um cético noviço chamado Michael Kovak (Colin O'Donoghue).

O Ritual O Ritual

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 às 13:00

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As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada: um filme infantil e sem religião

Nota 3/5
As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada
As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader, 2010) é o terceiro filme feito dos livros de C. S. Lewis, porém os leitores da saga de Nárnia notarão uma grande diferença entre o livro e o filme, algo que nos outros filmes era suave.

No filme, assim como no livro Edmundo e Lúcia são convocados a voltar ao reino de Nárnia e dessa vez é levado seu primo Eustáquio que estava no quarto quando uma pintura serve de portal para a terra encantada, porém como nos outros filmes e nas outras histórias, os filhos de Adão e as filhas de Eva, só são convocados a Nárnia quando um perigo eminente se aproxima e foi nessa linha que o filme quis manter viva, diferente do livro que é apenas uma história de aventuras sem maiores pretensões, porém muito divertida.

Toda série de filmes existiu um vilão, no primeiro filme era a Rainha Branca, no segundo o usurpador do trono Miraz e nesse foi criado um vilão ao estilo Lost que quer destruir o reino de Nárnia, não irei aqui dizer que vilão é esse para não entregar o filme.

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada

domingo, 5 de setembro de 2010 às 15:21

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Os Mercenários: um apanhado de decadentes e problemáticos brucutus descerebrados

Nota 2/5
Os Mercenários
O Brasil é um país permissivo. O povo aceita impostos altos e benefícios zero. Nossos políticos são corruptos. Há muita violência urbana. Temos um dos maiores abismos sociais do mundo. A fome diariamente bate à nossa porta. Convivemos com pobreza e miséria. Mas no final das contas, o brasileiro é feliz, acolhedor. Tratamos bem nossos turistas. Compartilhamos até mesmo o que não temos. Somos assim.

O problema é quando alguém abusa dessa hospitalidade. O Sylvester Stallone, por exemplo, veio ao país para gravar cenas do filme Os Mercenários (The Expendables, 2010). Quando foi embora, disse o seguinte sobre o Brasil: "Lá você pode atirar nas pessoas, explodir coisas e eles dizem 'obrigado, e leve um macaco'. Os policiais usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro. Já mostra o quão problemático é aquele lugar".

Os Mercenários Os Mercenários

sábado, 28 de agosto de 2010 às 11:35

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Halloween - O Início: um pequeno lúcifer recontando a origem do mal

Nota 4/5
Halloween - O Início
Com tanta violência nos cercando fica difícil um filme de terror provocar algum medo. Com isso, a estratégia dos cineastas tem sido inundar a tela com carnificina explícita. O problema é que até isso já saturou. Hollywood então começou a apelar para a origem de velhos clássicos. Foi assim com "O Massacre da Serra Elétrica" e "Sexta-Feira 13". Assisti aos dois, mas nada de especial me chamou atenção.

Foi quando desenterrei Halloween - O Início (Halloween, 2007). Acabei encontrando o que tanto procurava: um filme de terror pra ter medo da vida. Halloween tem esse poder. Ele nos instiga a pensar sobre velhos tabus. Todo mundo merece viver? O mal é inato? O que fazer com os incuráveis? A ciência conseguirá identificar tendências assassinas? A sociedade aceitará uma triagem genética?

Halloween - O Início Halloween - O Início

sábado, 7 de agosto de 2010 às 15:42

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Kick-Ass - Quebrando Tudo: uma comédia debochada que embaralha nossas fantasias de herói

Nota 4/5
Kick-Ass - Quebrando Tudo
Em 2008, depois de uma overdose de super-heróis multicoloridos, "Hancock" nos apresentou um personagem alcoólatra, maltrapilho, impulsivo e canastrão. Características bem diferentes do que nos acostumamos a vê em Superman, Homem-Aranha e até mesmo Batman. O filme trazia um sujeito com superpoderes, mas não queria usá-los em defesa dos fracos e oprimidos (leia a resenha).

Esses dias assisti Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass, 2010), que é justamente o oposto de Hancock. O longa conta a história de Dave Lizweski (Aaron Johnson), definido por ele próprio como um estudante medíocre (na acepção matemática da palavra). Indignado com as pequenas injustiças cotidianas de seu mundo adolescente, ele põe em prática uma ideia espantosamente inédita: virar super-herói.

Kick-Ass - Quebrando Tudo Kick-Ass - Quebrando Tudo

sábado, 31 de julho de 2010 às 15:27

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Igor: filho bastardo de Frankenstein, animação passa longe do carisma original

Nota 1/5
Igor
Frankenstein, romance da escritora britânica Mary Shelley, é uma das obras mais influentes de todos os tempos. Quase dois séculos após a publicação da clássica versão de 1831, o terror gótico do Moderno Prometeu continua despertando a imaginação de nossos artistas. A história do monstro incontrolável que ganha vida a partir de matéria morta, representa um amálgama de muitos dos nossos medos. Talvez por isso faça tanto sucesso.

Igor (Igor, 2008), animação da Europa Filmes numa parceria entre EUA e França, é um exemplo da força do moderno Frankenstein. Dirigido por Anthony Leondis com roteiro de Chris McKenna, o filme usa o mito como pano de fundo para uma história controversa. Na briga pelo Oscar 2009, Igor se passa em uma cidade amaldiçoada por uma eterna tempestade. Administrada por uma monarquia absoluta, o evento mais significativo do lugar é um concurso anual de invenções malignas. A comédia gira em torno da briga por esse prêmio.

Igor Igor

domingo, 23 de maio de 2010 às 00:31

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O Lobisomem: um clássico de terror como manda o manual

Nota 3/5
O Lobisomem
A revista Mundo Estranho (ed. 98 / abr-10) fez um tete-a-tete entre os dois maiores mitos do terror no cinema. De um lado os vampiros, cuja lenda se tornou imortal em 1897, através da publicação do romance "Drácula", de Bram Stoker. No lado oposto aparecem os lobisomens, que segundo a mitologia grega teriam surgido através de Lycaon, rei da Arcádia. Ele ofereceu carne humana a Zeus, que, enfurecido, o transformou em lobo como punição. Daí a origem do termo grego "lykantropos", que significa "aquele que vira lobo". No embate da revista os vampiros vencem.

Quem não deve ter acreditado nisso é o pessoal da cidadezinha de Talbot Hall, interior da Inglaterra. A morte de aldeões durante a lua cheia provocou terror na população, obrigando a Scotland Yard intervir no caso. É assim que começa O Lobisomem (The Wolfman, 2010), filme do diretor Joe Johnston. O longa explora a licantropia sob dois aspectos. Na visão da psiquiatria, o mal que se abate na cidade é apenas um distúrbio em que o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal. Havendo tratamento.

O Lobisomem O Lobisomem

quinta-feira, 20 de maio de 2010 às 19:01

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Alice no País das Maravilhas: uma bem-humorada homenagem a mais singular das histórias infantis

Nota 5/5
Alice no País das Maravilhas
Minha filha não se chama Alice, mas foi quase. Por muito pouco não fiz essa homenagem à personagem de Lewis Carroll. Minha obsessão pela fábula inglesa tem muito a ver com as características da menina loira. Ela olha um coelho correndo e se pergunta: por que não? E sai atrás do orelhudo. Enxerga um vidrinho escrito "beba-me" e experimenta. Percebe a empáfia de uma lagarta e a encara. Dá de ombros para as maluquices de um chapeleiro. Peita uma rainha de frente.

Essa é Alice. Corajosa, decidida. Alice é uma menina, topa desafios sem medir as consequências de seus atos. Alice é nosso sonho, nosso avatar. Alice é aquela criaturinha que passa voando de bicicleta sem se importar com o que a espera no outro lado da esquina. Que sobe numa árvore sem calcular o peso sobre a galha. Que se arrisca, se propõe, se entrega. Alice é isso. Alice é mais do que isso.

Alice no País das Maravilhas Alice no País das Maravilhas

sábado, 3 de abril de 2010 às 23:59

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Eric Clapton - A Autobiografia: revelando demônios na guitarra de um deus

Nota 5/5
Eric Clapton – A Autobiografia
A era dos paparazzi acabou! E sabe de quem é a culpa? Do Twitter. Atrás de novos seguidores as próprias celebridades estão expondo sua intimidade. O hollywoodiano Ashton Kutcher, por exemplo, postou no microblog o cofrinho da namorada Demi Moore. O Luciano Huck, a ferida no dedo da amada Angélica. Até a atriz Carolina Dieckmann, que processou um programa por invadir sua privacidade, já publicou fotos de sua rotina familiar.

Mesmo com essa inversão no papel de bisbilhoteiro, nada parece ter mudado: continuamos interessados na vida alheia. O chato é que no Twitter a fofoca chega em migalhas. Para quem não tem paciência pra isso, existe outra boa maneira de conhecer a vida dos famosos: o livro de memórias. Foi seguindo meus instintos de xereta que comprei Eric Clapton - A Autobiografia (Editora Planeta, 2007).

Como a maioria das pessoas, conheci Eric Clapton através da música "Tears in heaven". Eu era moleque, passeava na casa dos 10-11 anos. Um amigo tocou a música no violão, enquanto me contava a trágica história que havia inspirado Clapton: a morte do próprio filho. Desde então não esqueço os acordes, a letra e a melodia. Depois vieram outros sucessos como "Wonderful tonight" e "Layla", mas aí eu já era um seguidor.

terça-feira, 30 de março de 2010 às 15:30

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Star Wars e a Filosofia: desvendando um gigantesco amálgama de arquétipos culturais

Nota 4/5
Star Wars e a Filosofia
Cinema é entretenimento, diversão. Eu até assisto dramas reais que retratam nosso mundo doente e sem esperança, mas em geral vou atrás das aventuras com heróis encapuzados e histórias de coragem e redenção. Star Wars proporciona isso. Cada minuto da fantástica saga de George Lucas oferece uma experiência mágica e revigorante.

Só que por baixo dessa vestimenta simples, Star Wars se revela um gigantesco amálgama de arquétipos culturais. Pelo menos foi essa a conclusão que cheguei ao fim do livro Star Wars e a Filosofia (Editora Mandras, 2005). A publicação - coordenada por William Irwin - é uma coletânea de estudos filosóficos de Jason T. Eberl e Kevin S. Decker.

São 17 trabalhos que apresentam novos significados às eternas perguntas da filosofia. Para que serve a guerra? Existe uma força poderosa controlando tudo? O amor leva ao ódio? A república é o melhor caminho? Quais os direitos dos clones, robôs e outros seres? Somos todos maus por natureza? Você pode fugir do seu destino?

Essas provocações nos instigam há séculos, mas o mérito de Star Wars foi combinar essa temática familiar com um ultra-realismo visual. Isso tornou o filme plausível, especialmente em temas subjacentes como a "tecnologia da humanização". Esse – que talvez seja o maior legado do filme – significa tratar produtos mecânicos da tecnologia como se eles tivessem vida, capacidade de pensar, sentir e gerar interações racionais e emocionais com as pessoas.

quinta-feira, 25 de março de 2010 às 15:00

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Need for Speed Nitro: a franquia continua sem direção

Nota 2/5
Need for Speed Nitro
"Need for Speed" é um dos jogos que ainda me trás um pouco de saudosismo, pois foi o primeiro jogo de corrida que gostei no meu antigo PC 486. Depois dele joguei a versão 2 e 3, abandonando a série por falta de um bom hardware e um vídeo game decente.

Até hoje não fui atrás de jogar as outras versões, porém sei que elas andaram em baixa por um bom tempo. Isso até o sucesso do filme "Velozes e Furiosos" e a transposição dessa linguagem para o "Need for Speed Underground". Com o sucesso veio logo o "Underground 2".

Os lançamentos anuais dos jogos da série desgastou um pouco a franquia. Todo ano era mais do mesmo, com mudanças incrementais. O que estava acarretando uma baixa venda dos jogos e péssimas indicações. A marca está atualmente na corda bamba, mas ainda não foi cancelada.

Para reerguer o jogo, adotou-se como estratégia o lançamento de dois modelos: o Nitro e o Shift. O Need for Speed Nitro (Electronic Arts, 2009) é destinado ao console da Nintendo (DS e Wii) e o Shift é dedicado aos demais. Hoje vou comentar sobre a versão Nitro, que tem uma jogabilidade do tipo Arcade, lembrando muito jogos como Cruis'n USA.

Need for Speed Nitro

sábado, 20 de março de 2010 às 15:00

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Caim: um livro, um crime, uma sentença

Nota 5/5
Caim
Caim (Editora Companhia das Letras, 2009) é daqueles livros que depois de terminados ficam na memória. Especialmente daqueles, que como eu, nunca haviam lido um José Saramago. Outro ponto que posso apontar: o livro ganha uma dimensão maior caso o leitor tenha um bom conhecimento das histórias do Velho Testamento. Elas farão parte da jornada errante percorrida pelo personagem título.

Mesmo tendo frequentado por alguns anos um escola religiosa e tido aula de religião, não sei quase nada das histórias presentes na Bíblia. As poucas que sei dizem respeito ao mito da criação, mas sem muitos detalhes. Mas adianto que isso não me impediu de apreciar a narrativa de Saramago.

O livro como o título se refere, trata a história de Caim, o filho de Adão e Eva que cometeu o maior dos crimes: assassinou seu irmão. O crime foi premeditado, já que antes do ocorrido ele escondeu num campo aberto uma queixada de jumento que seria usada no crime.